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Arley C. Rocha

@Leynho · desde 2019

Poeta Contemporâneo; YouTube: Alameda Poética; Whatsapp: +5577988663069 Instagram: @efalandodepoesias

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Poesia

Soneto III - Sábio Afeto

Render-me-ei perante a sublime luz Que excede pelos cantos da minha vida; À Chaga que pelas trevas me conduz Por uma estrada sombria e esquecida. De fato, a vida tem suas várias contradições; Como pode aquele que ama intensamente, Viver tão sozinho, sem ninguém que o acalente Ou que possa ouvir suas inúmeras citações? Render-me-ei perante a minha sabedoria... Aquela que ilumina meus passos na escuridão E pelo melhor caminho sempre me orienta. Mesmo que isso signifique abdicar de tudo, Amarei a sabedoria acima de qualquer emoção; Pois, em meus piores dias é ela que me acalenta.

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Soneto II - Belos Sonhos

Brinco com as estrelas em meus sonhos; Sonho estar pairando diante dos sete mares; Brinco com os idosos, tristes e risonhos; Sonho com criancinhas perdidas e sem lares. Sinto um turbilhão de informações me atingir, Sonhando estar voando livre perante os ares; Preocupações tentando me consumir; Famintos transmitindo a dor em seus olhares. Sinto tudo em mim e, imóvel, retenho-me, Não esboçando qualquer reação Para não demonstrar minha demasiada tristeza. Aos idosos, crianças e famintos... Desejo sonhos, alicerces da maravilhosa vida E sinônimo da maior e mais magnífica beleza.

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Poesia

Soneto I - Evolução ao Final

Tenho medo dos passos sucessores, Dotados da incerteza esmagadora; Tenho medo da dor dilaceradora, Firmada em minha vida de horrores. Ontem havia desejo nímio de crescer; Mas, quando o mundo lhe bate à face E não temos ninguém que nos abrace... Passamos a chorar e a entender. Medos nos prendem ao exílio mental; Incertos por um futuro desconhecido; E presos à insanidade impura e imoral. Todos caminhando rumo a algo esquecido, Que há tempos fora cantado e escrito: "-Nascemos chorando e chorando iremos até o final".

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Religião

A Visão da Instituição Impura

Vis criaturas de faces opacas, tão destruídas Nas ruínas impuras e escarlates assentadas. Levam em sua existência mentes corrompidas Que, outrora, em si, foram despidas e abaladas. Vi no alto dos salões profanos diversas feridas Entrarem pelo portão negro de cruzes deitadas Vi imundícies que, de fato, não foram curadas Por aqueles, dito castos, de mentes perdidas. Vi a impureza junto às depravações concedidas Em meio às criaturas néscias e desinformadas Vi de forma vã, o clero e suas risadas maculadas Provando da inocência das pessoas abatidas. Nos altares brilhantes, envoltos em fumaça Vi uma silhueta infernal que de lá manifestava Sorrateiramente, em propósito de enganação. Vi por último, a autoridade que hoje nos abraça Que, em um trono precioso e limpo se assentava Enganando cada ser, cada vida e cada nação. ~Arley C. Rocha

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Poesia

Dedicações

Às perdições, mágoas, conflitos Às discussões, visões, anseios e gritos: À perdição que toma a mente Que mata, corrompe e corrói. Às mágoas, ditas por quem sente À insanidade, que cala, que destrói. Aos conflitos, constantes em pensamento Matriz ferrenha de cada ambição. Às discussões, sem nenhum fundamento Às visões profanas da minha geração. Aos anseios, precursores da felicade Almejada por leitores, a cada dia. Por fim, aos gritos de liberdade Pelos escritores da própria poesia. ~Arley C. Rocha

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Amor

Resolvi Lhe Escrever

Amor, hoje resolvi lhe escrever E lhe falar sobre tudo Mostrar-lhe o futuro Que contigo quero ter. Juro amar-te Até meu último suspiro neste árduo mundo. Anular-lhe qualquer que seja a dor Sugar-lhe cada gota de amor E aproveitar contigo todo segundo Mostro-lhe minha meta de vida: Estudar... trabalhar... casar. Tendo você comigo Só assim acharei sentido E significado para o verbo amar. Mostrar-lhe o sorriso O júbilo que sinto em tê-la. Almejando um novo mundo E aproveitando cada segundo Para melhor conhecê-la. Amor... quero lhe compreender E nos teus dias piores quero estar. Quero fazê-la rir de tudo E que os problemas se tornem mudos Para não lhe atormentar. Que o som do mundo, Torne-se uma perfeita eufonia, Eu serei o maestro Sendo assim, apenas lhe peço: "-Fique para ouvir minha melodia..." Sabe porque eu lhe escrevo? Pois quero que você permaneça. Quero ser teu melhor amigo E que de mim nunca se esqueça... Caso tenha dúvidas Nesta grande matemática da vida, Eu mais você, é irracional Um amor fora do normal Não pode ficar esquecida. Meu futuro contigo Será sempre eterno. Pois, eu mais você é igual a tudo E eu sem você, igual a zero.

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Amor

Faz Falta

Que falta faz teu olhar Que falta faz teu abraço... Que falta faz o teu carinho Que falta faz o nosso amor... Que falta faz o teu sorriso Que falta faz o teu cheiro Que falta faz o teu beijo Que falta faz o nosso jeito... Que falta você faz Por completo... Que falta faz nossos sonhos Que falta faz... Tudo foi efêmero... Queria mais tempo para dizer Agora sem nenhuma barreira Sem fazer mais nenhuma besteira... Eu amo você.

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Sociedade

Objetivando Pensamentos

Percebo um certo pensamento O qual coloca o ser humano como um simples objeto. Seres humanos, confusos de sentimentos Transbordando males sem cabimento Por um caminho vazio, fúnebre e incerto. Uma estrada marcada por vãos pensamentos Alicerçados em nuvens de amor fugaz. Casados com a própria face moribunda Perdendo-se em uma angústia profunda No mais gélido sentimento que a dor traz. Em um coma induzido Firmado em um triste ideal. À mente, podridão Preso em seu próprio abismo... Seu próprio abismo intelectual. Tantos males que transbordam a discórdia Nos demais "objetos" mortos e frios. Transbordam morte e a fugacidade amorosa Fazendo com que se tornem seres inúteis e vazios. É tanta opacidade e falta de compromisso Tantas faces sorridentes, por dentro clamando ao gritos. São casos largados, de pessoas tristes e seres angustiados Perdendo-se em sua ambiguidade de sentidos. Percebo um certo empecilho O qual impede a reflexão. Seres mascarados, há tempos arrogantes. Seres de capacidade infinda... Presos pelas barras da aflição. Há chances para resolução deste impasse? Deixo a incógnita que sempre matou a inércia.

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Maturidade

Reflexão: Relações

Haaa...! Quem me dera acompanhar-te até o final Carregando sobre meus ombros cansados a nossa história. Ainda sinto o quente arfar em meu leito Matando-me ao decorrer daquela noite obscura. Sentindo a tristeza e a dor ecoarem em meu peito Conduzindo-me à vida mórbida, confusa e insegura. Ao grande vazio que me encontro Tendo em vista o que sempre quis. Tão néscio, de chegar ao ponto De tornar-me neste mundo, a criatura mais infeliz. Porém, as coisas são tão mutáveis Tornam-se a matriz de todas as relações. Triste, por mais que sejamos amáveis As próprias pessoas destroem seus corações. Tardei em aprender sobre as relações humanas Firmadas em mentiras e ambições. Ao vazio mental, dedico este desabafo Em forma de reflexões... Haaa...! Quem me dera acompanhar-te até o final Oh! Mente...

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Maturidade

Atemporal

Quero apenas repousar de minha longa trajetória Acalmar e descansar minha pobre mente agitada. Repousar o coração que sofreu, há tempos por uma história Tão vazia como o mais profundo NADA. Quero apenas parar Refletir sobre tudo que passei. Dessafios que cumpri Momentos que vivi Caminhos que trilhei. Quero acalmar meu coração. Triste... que hoje pesa de dor. Desgastado, amargurado Vivendo em meu passado Sentindo um antigo amor. Como queria poder voltar no tempo E aliviar esta maldita e incessante dor. Talvez nunca pensar, agir ou comentar... A alguém sobre o amor. Como queria trilhar esta estrada tão só Talvez a solidão fosse mesmo minha maior esperança. Isolada em meu coração, à espera de um mundo melhor Como imaginava quando eu era criança. Que vazio preenchido de lástima, É este que abrigo aqui? Como poderei escrever minhas páginas Se nem consigo sentir? Quero apenas sonhar e render-me a um mundo irreal. Quero que minha vida, abdique de todo o mal. Quero apenas sonhar, em não ter de me preocupar Com meu início e meu final. Qual passado!? Qual presente!? O que me restará? Meus caminhos são infindos... Condenado a vagar pasmo pelo mundo Até se acabar a matriz. Até o amor, criptografado naqueles olhos lindos Tornar-me-á o ser mais infeliz. Meu eu vazio Pensava ser atemporal. Estava enganado... Perdi o meu passado Meu presente e meu final. Sei que um dia todo meu sofrimento irá acabar E tudo que fiz ficará esquecido Porém, quero apenas viver. Por um descuido, queria eu agradecer Por todo tempo vivido E no fim, em paz, poder morrer. Enfim poderei repousar... Nestas lágrimas que estão à cair...

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