Render-me-ei perante a sublime luz
Que excede pelos cantos da minha vida;
À Chaga que pelas trevas me conduz
Por uma estrada sombria e esquecida.
De fato, a vida tem suas várias contradições;
Como pode aquele que ama intensamente,
Viver tão sozinho, sem ninguém que o acalente
Ou que possa ouvir suas inúmeras citações?
Render-me-ei perante a minha sabedoria...
Aquela que ilumina meus passos na escuridão
E pelo melhor caminho sempre me orienta.
Mesmo que isso signifique abdicar de tudo,
Amarei a sabedoria acima de qualquer emoção;
Pois, em meus piores dias é ela que me acalenta.
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Brinco com as estrelas em meus sonhos;
Sonho estar pairando diante dos sete mares;
Brinco com os idosos, tristes e risonhos;
Sonho com criancinhas perdidas e sem lares.
Sinto um turbilhão de informações me atingir,
Sonhando estar voando livre perante os ares;
Preocupações tentando me consumir;
Famintos transmitindo a dor em seus olhares.
Sinto tudo em mim e, imóvel, retenho-me,
Não esboçando qualquer reação
Para não demonstrar minha demasiada tristeza.
Aos idosos, crianças e famintos...
Desejo sonhos, alicerces da maravilhosa vida
E sinônimo da maior e mais magnífica beleza.
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Tenho medo dos passos sucessores,
Dotados da incerteza esmagadora;
Tenho medo da dor dilaceradora,
Firmada em minha vida de horrores.
Ontem havia desejo nímio de crescer;
Mas, quando o mundo lhe bate à face
E não temos ninguém que nos abrace...
Passamos a chorar e a entender.
Medos nos prendem ao exílio mental;
Incertos por um futuro desconhecido;
E presos à insanidade impura e imoral.
Todos caminhando rumo a algo esquecido,
Que há tempos fora cantado e escrito:
"-Nascemos chorando e chorando iremos até o final".
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Vis criaturas de faces opacas, tão destruídas
Nas ruínas impuras e escarlates assentadas.
Levam em sua existência mentes corrompidas
Que, outrora, em si, foram despidas e abaladas.
Vi no alto dos salões profanos diversas feridas
Entrarem pelo portão negro de cruzes deitadas
Vi imundícies que, de fato, não foram curadas
Por aqueles, dito castos, de mentes perdidas.
Vi a impureza junto às depravações concedidas
Em meio às criaturas néscias e desinformadas
Vi de forma vã, o clero e suas risadas maculadas
Provando da inocência das pessoas abatidas.
Nos altares brilhantes, envoltos em fumaça
Vi uma silhueta infernal que de lá manifestava
Sorrateiramente, em propósito de enganação.
Vi por último, a autoridade que hoje nos abraça
Que, em um trono precioso e limpo se assentava
Enganando cada ser, cada vida e cada nação.
~Arley C. Rocha
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Às perdições, mágoas, conflitos
Às discussões, visões, anseios e gritos:
À perdição que toma a mente
Que mata, corrompe e corrói.
Às mágoas, ditas por quem sente
À insanidade, que cala, que destrói.
Aos conflitos, constantes em pensamento
Matriz ferrenha de cada ambição.
Às discussões, sem nenhum fundamento
Às visões profanas da minha geração.
Aos anseios, precursores da felicade
Almejada por leitores, a cada dia.
Por fim, aos gritos de liberdade
Pelos escritores da própria poesia.
~Arley C. Rocha
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Amor, hoje resolvi lhe escrever
E lhe falar sobre tudo
Mostrar-lhe o futuro
Que contigo quero ter.
Juro amar-te
Até meu último suspiro neste árduo mundo.
Anular-lhe qualquer que seja a dor
Sugar-lhe cada gota de amor
E aproveitar contigo todo segundo
Mostro-lhe minha meta de vida:
Estudar... trabalhar... casar.
Tendo você comigo
Só assim acharei sentido
E significado para o verbo amar.
Mostrar-lhe o sorriso
O júbilo que sinto em tê-la.
Almejando um novo mundo
E aproveitando cada segundo
Para melhor conhecê-la.
Amor... quero lhe compreender
E nos teus dias piores quero estar.
Quero fazê-la rir de tudo
E que os problemas se tornem mudos
Para não lhe atormentar.
Que o som do mundo,
Torne-se uma perfeita eufonia,
Eu serei o maestro
Sendo assim, apenas lhe peço:
"-Fique para ouvir minha melodia..."
Sabe porque eu lhe escrevo?
Pois quero que você permaneça.
Quero ser teu melhor amigo
E que de mim nunca se esqueça...
Caso tenha dúvidas
Nesta grande matemática da vida,
Eu mais você, é irracional
Um amor fora do normal
Não pode ficar esquecida.
Meu futuro contigo
Será sempre eterno.
Pois, eu mais você é igual a tudo
E eu sem você, igual a zero.
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Que falta faz teu olhar
Que falta faz teu abraço...
Que falta faz o teu carinho
Que falta faz o nosso amor...
Que falta faz o teu sorriso
Que falta faz o teu cheiro
Que falta faz o teu beijo
Que falta faz o nosso jeito...
Que falta você faz
Por completo...
Que falta faz nossos sonhos
Que falta faz...
Tudo foi efêmero...
Queria mais tempo para dizer
Agora sem nenhuma barreira
Sem fazer mais nenhuma besteira...
Eu amo você.
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Percebo um certo pensamento
O qual coloca o ser humano como um simples objeto.
Seres humanos, confusos de sentimentos
Transbordando males sem cabimento
Por um caminho vazio, fúnebre e incerto.
Uma estrada marcada por vãos pensamentos
Alicerçados em nuvens de amor fugaz.
Casados com a própria face moribunda
Perdendo-se em uma angústia profunda
No mais gélido sentimento que a dor traz.
Em um coma induzido
Firmado em um triste ideal.
À mente, podridão
Preso em seu próprio abismo...
Seu próprio abismo intelectual.
Tantos males que transbordam a discórdia
Nos demais "objetos" mortos e frios.
Transbordam morte e a fugacidade amorosa
Fazendo com que se tornem seres inúteis e vazios.
É tanta opacidade e falta de compromisso
Tantas faces sorridentes, por dentro clamando ao gritos.
São casos largados, de pessoas tristes e seres angustiados
Perdendo-se em sua ambiguidade de sentidos.
Percebo um certo empecilho
O qual impede a reflexão.
Seres mascarados, há tempos arrogantes.
Seres de capacidade infinda...
Presos pelas barras da aflição.
Há chances para resolução deste impasse?
Deixo a incógnita que sempre matou a inércia.
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Haaa...! Quem me dera acompanhar-te até o final
Carregando sobre meus ombros cansados a nossa história.
Ainda sinto o quente arfar em meu leito
Matando-me ao decorrer daquela noite obscura.
Sentindo a tristeza e a dor ecoarem em meu peito
Conduzindo-me à vida mórbida, confusa e insegura.
Ao grande vazio que me encontro
Tendo em vista o que sempre quis.
Tão néscio, de chegar ao ponto
De tornar-me neste mundo, a criatura mais infeliz.
Porém, as coisas são tão mutáveis
Tornam-se a matriz de todas as relações.
Triste, por mais que sejamos amáveis
As próprias pessoas destroem seus corações.
Tardei em aprender sobre as relações humanas
Firmadas em mentiras e ambições.
Ao vazio mental, dedico este desabafo
Em forma de reflexões...
Haaa...! Quem me dera acompanhar-te até o final
Oh! Mente...
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Quero apenas repousar de minha longa trajetória
Acalmar e descansar minha pobre mente agitada.
Repousar o coração que sofreu, há tempos por uma história
Tão vazia como o mais profundo NADA.
Quero apenas parar
Refletir sobre tudo que passei.
Dessafios que cumpri
Momentos que vivi
Caminhos que trilhei.
Quero acalmar meu coração.
Triste... que hoje pesa de dor.
Desgastado, amargurado
Vivendo em meu passado
Sentindo um antigo amor.
Como queria poder voltar no tempo
E aliviar esta maldita e incessante dor.
Talvez nunca pensar, agir ou comentar...
A alguém sobre o amor.
Como queria trilhar esta estrada tão só
Talvez a solidão fosse mesmo minha maior esperança.
Isolada em meu coração, à espera de um mundo melhor
Como imaginava quando eu era criança.
Que vazio preenchido de lástima,
É este que abrigo aqui?
Como poderei escrever minhas páginas
Se nem consigo sentir?
Quero apenas sonhar e render-me a um mundo irreal.
Quero que minha vida, abdique de todo o mal.
Quero apenas sonhar, em não ter de me preocupar
Com meu início e meu final.
Qual passado!?
Qual presente!?
O que me restará?
Meus caminhos são infindos...
Condenado a vagar pasmo pelo mundo
Até se acabar a matriz.
Até o amor, criptografado naqueles olhos lindos
Tornar-me-á o ser mais infeliz.
Meu eu vazio
Pensava ser atemporal.
Estava enganado... Perdi o meu passado
Meu presente e meu final.
Sei que um dia todo meu sofrimento irá acabar
E tudo que fiz ficará esquecido
Porém, quero apenas viver.
Por um descuido, queria eu agradecer
Por todo tempo vivido
E no fim, em paz, poder morrer.
Enfim poderei repousar...
Nestas lágrimas que estão à cair...
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