Vinho tinto
Na madrugada, Claryssa bebia seu vinho tinto sorrateiramente. Debruçada na janela de seu quarto, sentindo o vento em seu rosto com a taça na mão direita. E na esquerda, segurava o coração. Pobre coração, que só tem desilusão... Sangra e chora sem parar. O sangue escorria por seus braços, O vinho escorria pelo seu queixo. O vinho... Deixou-a zonza, com a cabeça girando, Mas só a fez lembrar mais. E o coração só sabia sangrar. A madrugada torturava com o silêncio ensurdecedor. E ela não conseguia se livrar de todo aquele amor. O que poderia Claryssa fazer com aquele coração? O coração que só sabia sentir paixão Mesmo com toda situação. Só pôde poetizar, E dos seus sentimentos abrir mão...
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