LOBINHA KILLER @LOBINHAKILLER
História

Bacamarte

Tendo saído o último paciente curado, Dr. Alfredo não estava satisfeito, pois, não era somente ter descoberto a teoria da verdadeira loucura. Algo lhe dizia que a nova teoria que deveria ser descoberta e estudada. Vejamos...Se chego a última verdade — pensa ele, caminhando de um lado para outro, observando-se vê em sua própria imagem, um aspecto bastante excêntrico — algo fascinante de sua inteligência, que ainda não tinha notado. Seus cabelos brancos, despenteados, vestia um chambre cor de damasco, preso por uma fita de seda, o que não lhe garantiam, nenhuma elegância e grandiosidade. Essas qualidades se percebiam no seu conhecimento científico. Não passava de um sonho vaidades, destacando-se apenas pelo seu lado intelectual. Anda de um lado para outro, imerso em suas reflexões, quando rapidamente parou. O que dizer sobre mim? — perguntou-se o médico, tomado pela primeira vez de uma imensa reflexão sobre si mesmo, de seu comportamento. A dúvida inundou toda sua face, e em silêncio refletia. Passado uns vinte minutos, ele chegou a conclusão, mesmo com toda a sua imparcialidade científica, da sua própria conduta ao longo dos anos, seu rosto ganhou um aspecto de horror — deparou-se com a verdade assustadora e cruel. O alienista Dr. Alfredo encontra em si mesmo todas as qualidades do perfeito equilíbrio mental e moral: todos os seus atos durante sua vida relacionou com sintomas que acusavam a demência segundo sua própria teoria: vigor moral, lealdade, sagacidade, paciência, tolerância, e até a modéstia em determinados casos estava evidente. Será possível? — perguntou-se a si mesmo preocupado. No dia seguinte, convocou com urgência um conselho de amigos, pedindo que respondessem com honestidade sua pergunta: nenhum defeito? Não! — respondiam os amigos Nenhum vício? Nenhum! — repetiam eles E assim foi até a hora última de suas dúvidas. A mais importante e decisiva de todas. Então, em mim, tudo é perfeito? Tudo! — responderam os presentes Assim sendo, Dr. Alfredo baixou a cabeça em sinal de agradecimento, sem

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