Rascunho
Tá chovendo e eu escrevo em prosa É tudo muito literal, sentimental Eu sou pelo que faço, cheiro de chuva, mormaço Sensorial, palatável, amável É por isso que eu pedalo Pra lembrar que, uma vez no frio, vc me chamou pra chuva Carne, sangue e fome Observar teu cubismo tantos pedaços, partes O frio, a leitura, tua voz cantando é arte Eu tô na respiração funda, no toque da terra molhada Na frustração de errar Vícios, contágios e em não saber amar Bobagem! Tô descobrindo como descobrir você tirar esse teu véu pra ver mais do que me é permitido saber O universo não dá o que eu mereço os trovões me acordam, lindamente, no meio da madrugada O universo não dá o que mereço amanheceu chovendo de novo O universo não dá contudo eu mal consigo carregar Eu mereço o que o universo não dá Ele dá, não mereço Eu quero Não quero Ei você, desdescoconhecida Dá o universo que mereço
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