Um certo dia
Um certo dia, você receberá a notÃcia de que eu não te amarei mais, não sorrirei mais, não serei mais eu e nem voltarei a te procurar. Não haverá mais mensagens, nem palavras de carinho, nem motivos para me esperar. E, muito menos, haverá em mim a tristeza de não te encontrar. E alguém irá te dizer que tudo precisa continuar. E, nesse dia, espero que você não deseje que eu possa voltar. Pois, nesse dia, eu desejarei que você me esqueça, que não me almeje, que não me procure e que, aos poucos, aprenda a viver sem mim. Talvez eu deseje nunca ter te conhecido, nem na vida, nem nos sonhos. Sonhos que, nesse dia, virarão cinzas, perderão as cores e já não terão sentido. E você olhará para o céu, talvez procurando respostas, talvez esperando um sinal. E escolherá ser forte ou permitirá que a saudade te vença. Mas eu não estarei mais lá por você, não poderei enxugar suas lágrimas, te oferecer abrigo ou te ajudar a crescer. Você terá que aprender sozinho a enfrentar os dias difÃceis, a sorrir sem a minha presença e a encontrar novos motivos para continuar. E, se algum dia sentir minha falta, espero que se lembre de mim sem desejar não ter me conhecido, sem se culpar por não ter feito mais e sem esquecer de viver. Pois essa notÃcia, aquela que um dia chegará até você, será o dia em que partirei. E, dessa vez, não haverá despedida capaz de nos trazer de volta. E o "até que a morte os separe" simplesmente separará.
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