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Alecrim

@Keliane · desde 2020

A mais sem rumo, a mais arrumada. A sem jeito, mesmo estando ajeitada. em busca de sua própria aceitação, nessa longa estrada.

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Humanidade

Agonia

Fazer poesia Em tempos de pandemia Não é meu tema preferido Melhor acabar essa agonia. Confinados em casa Sem muito pra fazer Olhando para paredes Crise existencial? Pode crer. Corona vírus chegou Pareceu até legal Duas semanas sem aula Sensacional! Sensacional? O escambal! Ô trem ruim, Ruim de morrer. Máscara Álcool em gel Isolamento social Ô vida amargurada Muita gente no hospital. Pessoas irresponsáveis dizem: Corona vírus? Que nada! Tenho histórico de atleta. Uma gripizinha dessas Não vai me derrubar. Isolamento pra que ? Eu não vou morrer. Tenho pena dessas pessoas Sua ignorância é de sofrer. Uma coisa sobre o corona É que você pode não pegar Não morrer Mas pode transmitir Ficar em casa não é pior Que a dor que pode sentir E, ainda mais É triste ver É triste saber Tantas pessoas a sofrer Pessoas que não estão doentes Mas lhe falta o de comer. Se antes da pandemia O desemprego já era tamanho E agora? O que há de ser? Antes de reclamar Melhor prestar atenção Melhor avaliar Bem sua situação. E o que nos resta? Nos resta esperar, Nos resta acreditar, Nos resta a esperança. Um novo dia virá.

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Amor

Quando o assunto é amar

Imaginar. Querer ter Querer amar Sentir vontade Ter medo de errar Desistir. Querer não querer Querer esquecer Desejar. Desejar um toque Uma carícia Um abraço Pensar. Decidir arriscar Correr atrás Procurar Se libertar Amar. Imaginar. Repensar. E deixar pra lá.

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Amor

Apresente-me

Apresente-me o amor Apresente-me o calor. Faça-o queimar em meu peito Faça eu sentir. Faça de mim O seu refúgio Tenha em mim, o calor de um abraço. Faça-me te amar. Não desista de tentar.

Sinto

Sinto. Sinto um peso enorme. Sinto dor. Sinto minha vida se esvaindo. Sinto um arrependimento Sinto um gosto amargo. Um gosto de decepção. Sinto o medo. Sinto a cabeça pesar. Sinto o toque molhado De lágrimas que escorrem Por não poder as controlar. Sinto muito Por não ter me amado. Sinto muito por me negligenciar. Sinto muito por ter me esquecido. Sinto muito por me apagar.

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Humanidade

Respeita minha cor

"Negro de alma branca" "da cor do pecado" "Negra bonita" Pare com seu Racismo É isso que me irrita! Tem nojo da minha pele. Odeia a minha raça. Passa longe de mim Porque? sou ameaça? Ameaça é seu racismo Sem fundamentos e sem graça. Deixa de ignorância E para de ser babaca! Você ainda não entende que o mundo já mudou? Agora os tempos são outros Escravidão já acabou. Esconda o seu racismo Dele ninguém quer saber Pegue ele e engula Guarde ele com você. Não mudarei meu cabelo Nem o meu estilo Não mudarei quem sou. Não esconderei minha cultura Pelo bem do opressor. Não serei só o empregado Lutarei pelo o que sou Lutarei com minhas forças Pra também ser "o doutor" Não somos tão diferentes Você também é como eu sou Você também tem sentimentos E também muda de humor. Então eu te pergunto: Você também sente dor? Seu sangue é vermelho Ou por um acaso muda de cor? Acorda irmão, Minha cultura é minha paixão Você é como eu! E viva a miscigenação!

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Lágrimas

Sórdida solidão

A mais sem rumo, a mais arrumada. A sem jeito, mesmo estando ajeitada. em busca de sua própria aceitação, nessa longa estrada. Sem pregas, sem amarras Sigo amargamente essa minha jornada. A frieza que me persegue, Ela não me estraga. Ela me faz apta à solidão da estrada. Sendo só. Internamente afetada. Todos nós sabemos onde se acaba essa jornada.

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O verão

Noite calma, Silêncio contagiante. Paz dominante. A leveza da brisa que Sopra as madeixas de uma linda menina. Tão silencioso Como uma pluma Pousou em mim Acendeu-me uma fagulha. Tão acolhedora a sensação De ter algo quente no coração. Esse foi o melhor De todo aquele verão.

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Humanidade

Passado é passado

Em meio a neblina Uma sombra me perseguia Uma sombra obscura que de mim não saía. A culpa, o arrependimento Isso vinha junto a ela A sombra era meu passado Um passado de pesares. Mas, por fim Quando a neblina acabara Me encontrei Em um canto puro Onde eu jamais passei. Esse canto era meu futuro Mas por não ter deixado minha Sombra para trás O futuro é algo impossível para Quem não sabe deixar o que mal lhe faz.

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Qual a forma certa de amar?

Eu devo ser condenado por ter escolhido amar? Devo sofrer por sua maneira de pensar? Cadê o apoio que todos dizem dar? Será que está nas ofensas que tenho que escutar? Ou na falta de respeito pela qual tenho que passar? Ser julgado pelo modo de falar Pela roupa que gosto de usar Pela maneira que gosto de estar. Ter que seguir o padrão que todos impõem Sem direito a questionar. Fingir ser o que não sou Para poder agradar. Será que deveria ser assim mesmo? Essa é sua forma de amar? A forma certa de amar Deveria ser a de respeitar. Essas é minha forma de amar.

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Poesia

Palavras

Só palavras, Nenhum conhecimento. Só palavras, Que foram jogadas ao vento. Voando junto às folhas, As palavras se vão. Palavras que foram ditas Sem nenhuma emoção.