Armadura
Não sou pura Sou veneno que te deixa tremendo Que arde a sua garganta E você ainda pede por mais Sente falta de sentir minha pele gelada Você que se prende nos meus beijos de orvalho Você que anseia se perder em mais uma noite comigo, nos meus lençóis Me deixe perder nesse seu gosto agridoce Só mais um toque até o dia clarear Sei que sou seu desejo Nos meus braços você se despeja Mas apesar de tudo isso lembre-se Sou fria como a noite escura Cruel como a lâmina de uma adaga E apática como o luar. Ainda não sou ingerível Se me queimar um pouco, talvez eu derreta Se me olhar mais um pouco Talvez eu esqueça Que essa situação pode nos matar Sou temida como dragão Odiada como carvão Não sou produto novo.
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