De repente eu não estava lá e sim sentindo meu corpo submerso na imensidão do mar. Vejo meu ar sendo tirado de mim aos poucos, a vida se esvaindo lentamente de mim. Cercado de escuridão, sinto cada vez mais frio, sendo congelado pouco a pouco. Olho para cima e tudo que enxergo é a vida que poderia ter tido, todos os sonhos perdidos, todas as chances indo embora com cada segundo que se passa. Mais uma sacudida no meu corpo e meu último fôlego se vai. Agora não me resta nada, nem ar, nem luz, nem vida. Mal podia acreditar que era assim que tudo ia acabar. Adeus mundo sem sentido, estou indo para o desconhecido mundo dos mortos. Não me tragam memórias do meu pior, que suas lágrimas possam ser de lembranças dos meus melhores momentos em vida. Que nada sobre, se não a vida que deixei escritas em seus corações junto com as mais saudosas lembranças. Isso não é um adeus e sim um até logo. Deixando aqui minhas palavras registradas, me vou agora para o além do que se é conhecido com um último piscar de olhos e um último suspiro. Adeus.
Keila H.C.
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Olha
O Carnaval
O lixo no chão
E o barulho dos tiros
A voar
Caraca!
Deixando seu povo
Com medo no ar
Mas és tão belo
Com seus pássaros cantando
E em suas praias vou descansar
Ó Rio de Janeiro
És tão perigoso mas tão maravilhoso
Nada se compara
A sua bela natureza
Cheia de vida
E com o samba no pé
Vou dançar
Até altas horas
Em seus bailes
Até o chão
Seu povo rebolar
Mas no dia seguinte
O trabalho nos chama
Pegando o trem
E me amassar
Até em um deles
Me sentar
O metrô nem se fala
De tão cheio
E no ônibus (ihhhhh) com cheiro ruim no ar
Segura firme!
Com as ruas emburacadas
Não se pode relaxar
Mas sem você
Não teríamos
Um lar
Para viver
A vida em cores
E nossos corpos balançar
Com preocupação
Mas é assim que vou
Sempre meu Rio de Janeiro amar
Ass: Keila H. C.
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Eu nasci lá
Lá é onde eu adormeço sem medo
Com os sons das cigarras e dos grilos cantando
Com o ar mais puro
Com o céu mais lindo
Com as montanhas mais bem vistas
E ao amanhecer
O cheirinho de pão de queijo fresquinho dança pelo ar
Me convidando a me juntar
Com minha família e amigos apreciar
Todos os sabores que vem de lá
Ó Minas Gerais
Terra dos bravos e dos mansos
Com o uai e o trem
Que me convido a pegar
Para descansar finalmente
Em suas majestosas e belas terras
E em teus braços me aconchegar
Para fugir do frio gostosinho
Que sua noite traz com estrelas e seu maravilhoso luar
Ass: Keila H. C.
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Ó mãe ar
Que nos cobre
E nos leva nas alturas do teu lar
Quero a ti contemplar
Nos teus ventos voar
E liberar
Tudo aquilo que ruim está
Sentir tuas brisas em meus cabelos
Minhas roupas balançar
Minha pele arrepiar
De bem estar
Quero teu amor sentir
Em cada inspiração
E em cada expiração
Liberar
Tudo aquilo
Que em meu peito está
Viva ó mãe ar
Com teus belos e invisíveis
Sorrisos de carinho
Que nos dá
Ao respirarmos
O teu amor
Que na vida está
Ass: Keila H. C.
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Seu solo, tão macio e reconfortante
Suas crias, tão belas e majestosas dançando com suas folhas e me inclinado às imitar
Terra mãe
Abrigo de todos
Dos passarinhos que se abrigam em seus ninhos até aqueles que te cobrem com concreto
Você és nossa firmeza
Nossa vida vem de ti
E volta para ti no mesmo ínterim
Sem ti
Não temos chão
Não temos conforto
Não temos sorriso
Sem ti
A vida morre
Sem um dia existir
Ass: Keila H. C.
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Tão acolhedor
Tão quentinho
Tão perigoso
És tu ó mãe fogo
Suas brasas queimam mas também aquecem o nosso interior
Nos levando ao fogo do amor
Com o qual tu nos recebe
Afastando-nos do frio
E nos aconlhendo em seus braços quentinhos e confortáveis
Que nos levam a sonhar
Que a dor
Que o frio dos corações
Nunca mais nos vão encontrar
Queima ó mãe fogo
Todo o mal que há no mundo
E nos torna, ó mãe
A luz que ilumina tudo
Ass: Keila H. C.
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As ondas tão grandes
As ondas tão pequenas
Tão doce
Tão salgada
E ainda sim
Eres tão amada
Clamamos por ti ó mãe água
Que nos refresca e saceia
Que nos acaricia com suas gotas vindo do céu
E nos mata a sede de viver
Clamo a ti ó mãe água
Das tuas doces cachoeiras e rios que passam levando tudo que foi passado e trazendo tudo que é futuro
Em tu o presente é o passado
Em tu o presente é o futuro
Pois tu és eterna ó mãe
Tanto quanto tuas salgadas e infinitas bençãos que vem dos mares
Celebrando assim a vida que tu semeias
E trazes para nós
Obrigada ó mãe água
Por com tua vida nos contemplar
Ass: Keila H. C.
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Você pode?
Você pode pegar o meu coração e salvar ele?
Você pode salvar uma vida de sonhos e esperanças que nunca vão ser consumados?
Você pode olhar para mim?
Você pode ver dentro de mim?
Toda dor e desespero?
Todo medo e toda angústia?
Toda a vontade de viver e ser livre sabendo que isso não vai acontecer?
Todo o futuro que eu poderia ter mas que vai morrer junto com o meu coração?
Toda a vida pulsante e brilhante dentro de mim indo embora com cada uma das minhas lágrimas?
Se você ver
Por favor, me salve
Não quero perder mais do que já perdi
Não quero perder toda vida que consegui construir até aqui, mesmo não sendo o que eu sonhei
E principalmente, não quero perder o futuro que eu poderia ter tido
Se um dia você me ver
Me ver de verdade
Peço que me salve
Por favor
Me salve
Ass: Keila H.C.
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