O que sei sobre o amor, Platão?
O que sei sobre o amor, Platão? Bom, com a sua permissão para “filosofar” Sei certamente bem mais que ontem E herculeamente menos que amanhã. A dor de amor que eu sinto hoje Não é igual nem diferente das outras. O que muda é o meu conhecimento sobre amar. Nem sei se é para mais ou para menos. O que sei, isso posso garantir E você, não questionar É que o amor dói. Ele sendo bom, dói. Ele sendo ruim também. Quando o amor é bom, a dor é insuportável Porém boa. Você quer que continue E de vez em quando, esquece que é uma dor. De vez em quando, esquece que corre atrás dessa dor. Mas paga de dissimulado Quando tenta viver um amor que só gere alegrias. A tal da “Paixão Platônica”. Que seja. Hoje, a minha compreensão do amor doeu muito em mim. Porque só existia dentro de mim E só por mim ele vivia. Como um jardim só visto em sonho. Foi demais quando a dama realidade bateu à porta do meu coração e me fez olhar o chão árido que existia no lugar de um quintal tropical e fértil. Reluzindo na face de todo meu amor ilustrado, infantil e fantasioso A verdade veio pelo meu bem E brilhava tanto quanto uma aliança na mão esquerda de meu simulado parceiro. Voltarei aqui Conforme me for revelado Novos descobrimentos (Ou novas dores) sobre o amor.
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