Paulo Roberto Martins Junior @Juniormars79

Mulheres livres

Convenções e cortejos de bípedes pós-macacos. Sociedade lixo! Linda e sedutora como objeto caro. Feia e sem graça como objeto barato. De difícil acesso como objeto raro. De fácil acesso como objeto comum. Virgem, exclusiva, de valor. Violada, usada, sem valor. Cortejos, posses, status, cargos, músculos, poder... tudo para conquistar troféus, domar animais selvagens, torná-los submissos e servos.No fim, discutem apenas objetos e presas. Isso poderia ser diferente quando as mulheres deixarem de se colocar como objetos e começarem a escolher, atacar, oferecer cortejos, tomar iniciativa. Fugir dos caçadores e dominadores. Mas foram doutrinadas a serem recatadas, reprimidas. Palavras obscenas, antes sacrilégio, tornaram-se irresistíveis.A fragilidade física e a condição de caçadas as obrigaram a ceder, primeiro por medo, depois domesticadas e obedientes. O mais difícil é que se tornaram prisioneiras das próprias atitudes. Como cães que não ignoram o domador mesmo sem chicote, elas veneram e lambem botas.Preferem tapas a carinho, puxões a afagos. Será que um dia escolherão os dóceis sem perder a doçura? Os sensíveis em vez dos brutos? Os belos em vez das feras? Já poderiam mudar o jogo, mas entregam poder ao homem que detinha o chicote. Mulheres livres? Ainda estamos longe disso.

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