Há muito que não me faço em palavras
Pois sugiste em mim tal necessidade
Ao fator da perda,
Perder você,
É irônico, pois de fato nunca o tive
Mas agora pois seremos a quase tentativa de alguma coisa..
Despeço-me hoje de você e em breve do que por vc sinto.
Coletânea: A arte do acaso
Lembrança
Guarde um pedaço de mim
Não me ponha na estante
Não me deixe em um álbum morfado
Deixe-me no seu peito guardado.
Sei, não estou ao amor destinando
Mas lhe carrego nos meus sonhos
Nos meus suspiros
Nas músicas que ouço .
Sois tu um pedaço em mim
Uma faísca que não se tem fim
Lembre de mim nem que seja por um instante
Que sejamos um para outro uma lembrança reconfortante.
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Chegada
Sois o meu acaso incerto
O meu sentimento concreto
O farol que ilumina meu caminho
O sol que faz minhas rosas florecerem.
Sois tanto que nem sei o que sois mais
E de modo que o acaso o trouxe
Pode ele o levar,
Mas ficarei com as lembranças
E as marcas que em mim deixaste
Mascartes não meu corpo,
Mas a alma que anseia por seu retorno.
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Chegadas inesperadas
A permissão da vida pra chegadas inesperadas
É imensamente angustiante
Mas por um instante...
Não foi angustia, mas sensação de calmaria
E por um intannte a alegria.
Assim como a paz de um dia chuvosso
Não mais como um dia nebuloso
Embora as vezes pareça um vento hipertuoso
Sois na verdade um misto de estações .
Ora sois sol, com brilho único
Ora sois chuva, suave e inesperada
Ora sois um pouco de tudo
Um pouco que sei,
E um ppouco do que não sei.
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Sentir
Teus olhos me cegam
Me distraem
Me causam tontura
E tua chegada,
Casou no coração uma ruptura.
Quem diria?
Logo tudo me parece loucura
O fato de te entir sem te tocar
O fato de tentar te afastar, sem querer
O fato de não entender
O que me parecia impossível acontecer
Acho que estou de fato a gostar de você .
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Olha quem diria
Alguém me faria novamente escrever
Que faria a poeta em mim reviver
E agora por meio deste poema
o retorno da poeta
E assim retornam também as emoções.
E foste tu que me retornas-te o sentir
Que me aguçaste a escrita
E que de forma bonita me
fizeste querer expressar
O que o meu coração insiste em berrar
Que sois tu o meu acaso incerto.
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Eu amo seu cabelo cacheado castanho
Seu bobo e sincero sorriso
Sabe , você costuma sorrir com os olhos
Sabe seu jeito desajeitado me faz ri, embora as vezes me irrite.
Amo como seus óculos ficam em você
E te deixam com ar intelectual
Sua inteligência me espanta
Mais seu brilho me ilumina.
Está contigo é pura adrenalina
Sabe tudo sobre ti é incerto
E quando acho que te conheço
Logo pecebo que é pequeno tudo que sei
Diante deste teu vasto mistério.
A minha mais nobre paixão
Ou melhor meu grande amor
Sois pois eu , simplesmente eu
A minha mais bela obra e verdadeiro amor.
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O coração dispõe de uma função
A qual não está alusiva ao amor
Ainda que ao assenhora-se da paixão esse órgão palpite com fervor
Estouvado é o qual se conceitua senhorio do amor, este está perdido na sua precipitação.
O amor não admite cláusulas , este é o senhorio
Todos, todos serão cativos da paixão
Para nenhum haverá redenção
O fascínio é um disparate juvenil.
A primordial cláusula do amor é o martírio
Serão tantas lágrimas que você irá ao delírio
Do mel ao fel
Assim é denominado amor
Toda sua doçura o levará ao pavor
E você deste será um réu.
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Quando contagiado pelo amor
O órgão o qual possui como única função bater
No peito palpita acelerado com furor
Aprisiona-se como cativo da paixão.
O coração é mensurado como vão inabitável
Os mais sábios deixam o parecer de que o amor não é deleitável
Mas o desajuizado é um palerma
No desfecho irá esborrachar -se com sua insensatez.
Quem vislumbrar que amar é deleitoso
Após desfruta-lo passará por uma metamorfose a qual o fará afligir-se
E seu fim será penoso.
São os detentores do amor que o dizem trágico
Mas é inequívoco que as mais galantes narrações de de amor acabam em infortúnio
Mas cada qual que descubra o seu epílogo.
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Agora de fato se encerrou
A vida o trouxe até mim
Ela também o levou
Ele não me pertencia.
Numca me peteceu
Quis eu tomar pose de algo que não era meu
Numca foi
E agora nunca será.
Mas sei que a vida há de me dar o que de fato
a mim pertence
E no fim das contas
Agora eu me pertenço.
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