O espaço por definição
É a distância entre dois corpos
O vazio imposto
Também é aquilo que levo no peito
Que tanto temo
Que tanto anseio
De tempos esqueço que está lá
Mas ele nunca tarda a voltar
Escrevo sobre amor, para o enganar
É a forma de o ludibriar
Nas madrugadas ele vem me abraçar
Eu escrevo para me libertar
Crio sensações sentimentos
Lágrimas e ressentimentos
Me faz lembrar que ainda estou vivo
Faz lembrar que ainda resisto
É uma situação bastante tensa
Mas seguirei, sendo a resistência
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Ouvir falar que poeta não sabe amar
Então ele escreve e escreve
Pra algum dia
Finalmente demonstrar
E explicar
Aquele calor no peito, que vive ao sufocar
Mas sabe? Eu gosto de aprender
Algumas vezes até a ensinar
E eu tenho aprendido muito
A deixar transparecer aquela dor lá no fundo
Meu medo? Era de ser atacado
Fui surpreendido
Fui abraçado
Então isso é amor?
O abraço na vulnerabilidades?
Posso te amar?
Até você chorar e se libertar?
Desse peso que carrega
Mas sabe, não precisa seguir só
Eu posso te ajudar?
Posso te abraçar?
Posso te amar?
Eu posso?
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Aconchegante
Devidamente deslumbrante
Como sol da manhã
Esperada
Como o início da primavera
Traz consigo a mudança
A brisa inebriante
A imponência de herança
No olhar, curiosidade de criança
No balançar, elegância...
De folhas ao vento
Tudo agraciado por um pequeno momento
Que ficará na lembrança
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Liberdade e solidão
São caminhos diferentes
Que podem ser confundidos
No cruzamento da amargura e frustração
Em tempos de amor escasso
O ódio
Deve ser tratado
Com o devido
Cuidado
A todas bocas que não beijei
Mas mesmo assim
Escrevi sobre vocês
E sobre o que idealizei
A todas as musas que amei
Permanecerão eternas
Nas conversas em que as citei
A todas paixões que me enganei
Seguirão comigo
E pelos lugares que andei
Aos meus futuros amores
Obrigado por despertar esse sentimento
Que um dia enterrei
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Domingo de Carnaval
Sol, Música & Poesia
Eu me dou o direito de sonhar
De pensar no improvável
De ser idealista
Pouco realista
Mesmo quando o clima não está favorável
Eu sonho pensando no sol amável
Me dou o direito de sonhar
Com nós dois
Um buquê de rosas
Um sorriso
E uma carícia
Matando a carência
Me dou o direito de idealizar
Nos em um jantar
Pensar em nossa família
Nossas noites em armonia
Como uma sinfonia
Regendo a vida
Tecendo o mais belo cantar
Essa é minha sina
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Não pense, nem por um minuto
Que devo ser o que esperam de mim
Sou um poço sem fundo
De quebra de expectativas
E paradigmas
Não sou um produto
Não coloque seus rótulos
Eu tenho meus sonhos próprios
Vontades, que conduzo
Em meu peito
E sem receio
Não serei o que acham que devo ser
Nem seguirei por caminhos feitos
Nada disso pode me prender
Vivo em liberdade dentro da minha mente
Não é uma decisão recente
E é persistente
Trilho minhas vontades
Além de moral e ética impostos
Seguirei tortuoso
Não serei encarcerado
Não sou um retrato
Sigo feliz deslocado
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Estou tentando ser, o que eu nasci para ser
Sem impedimentos
Sem receios
Crescendo infinitamente até meu fim
Destinado para ser, apenas eu
Nada mais
Nada menos