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Jeff Nihil

@Jeff_Nihil · desde 2026

13 poemas 20 seguidores 44 seguindo

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Fragmento De Um Amor Niilista

Olhamos para o nada e o nada olha de volta. O epicentro de sua alma é um sorriso escondido. Seu abraço é a dormência diária de minha revolta; o tédio, materialização de um sonho há muito esquecido. Descansamos os espíritos nas cinzas deste mundo, dopando a esperança em um suspiro da paixão. Que todos queimem, e tudo acabe, é meu desejo mais profundo! Só me importam as batidas de seu coração...

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Versinhos De Chuva

a chuva não descansa deep purple na vitrola minha mão avança você de camisola lá fora uma friaca 'qui dentro um fogaréu amanhã vem a ressaca hoje vamos ao céu o vento a cantar seus olhos revirados a língua a estalar fluidos misturados o queijo, o vinho a mordida, o arranhão o beijo, o carinho a dor, a dominação o trovão a ribombar seu corpo a tremer eu mal posso respirar isso, sim, é que é viver

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Fuga (ou Festa)

...danço sozinho, sob efeito de... Não tenho cortinas; então é um belo espetáculo pra quem passa a essas horas... Quem é que passa a essas horas...? Dizem que a noite é dos loucos; eu discordo. Os loucos é que são da noite. Enterramos nosso desespero em gotas de esperança... Dançamos sem música, porque somos nós mesmos a música! E quem é que sabe o que é sanidade nesse mundo de terror existencial??? ...luzes acesas? Luzes apagadas? Eu já nem sei mais... Vejo todas as cores, mesmo com os olhos fechados. Evejo formas e seres; vejo deuses e demônios ; vejo a história e a fábula; vejo... Você não vê? Você não vê!??? ...o dia vai raiar e a dor vai voltar... Mas, por enquanto, agora, eu só quero dançar...

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Uma Ida

Fui pela Anchieta porque queria correr e de manhã os semáforos não funcionam. Tem radar, é verdade; mas esse aí não funciona em horário nenhum. Cidade pequena tem suas vantagens... Cheguei cedo demais... Também quem mandou correr? Tá tudo fechado ainda. E, sim, o morro tá lindo... Mas nem tem ninguém que importe acordado essas horas pra compartilhar uma foto...

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Rascunho(?)

(às vezes conversas no whatsapp também são poesia 😅 ou quase...) aspereza da vida vida real controlada por blefes da inteligência artificial medo e desconforto é a rotina matinal mais um dia pra se anular, é normal não se sabe mais o que é ou não é real exceto o medo de uma doença terminal habituado a esse asilo sepulcral de propagandas em ritmo descomunal onde o seu eu de verdade encontra seu final reduzido a uma nota de rodapé em uma filial sem cara, sem razão, sem valor social sem verdade que vá além além do reconhecimento facial outra irrelevância em nosso mundinho banal tanto faz, tanto fez - tudo aqui é desigual

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Trippin'

a noite é fria, o coração é quente - choque térmico, apagamento não sei direito o que quero lhe dizer o céu é negro, e indiferente minhas queixas caem em esquecimento e sinto meu corpo se desfazer o quarto gira, os objetos mexem me queima o estômago, me queima a alma o cinismo anula qualquer iluminação a brisa impede que quaisquer portas se fechem e minha cama, macia, me acalma me entrego, tranquilo, à minha alucinação

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Vícios II

outra garrafa de vodka? eu já nem tenho fígado outra mulher foi embora? eu já nem conto as decepções outro sorriso amarelo? (dá um desconto!) eu nem queria estar aqui outro BO na minha mesa? por que que sobra tudo pra mim?? vou terminar a noite sem saber como a noite terminou e começar o dia sem perceber que a noite acabou tô misturando tudo horas, pessoas e cores é tudo uma coisa só pra mim outra noite mal dormida... eu magoei alguém, eu sei outra desculpa esfarrapada admitam, vocês estariam pior sem mim outro esporro, outra dor (outra ligação não atendida!) outra catástrofe não noticiada de uma pessoa querida por que que sobra tudo pra mim?? tô misturando tudo... e emendando ressacas pra não desistir

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Navegante (ou "Dessa Vida Só Se Leva A Vida Que Se Leva")

Perdi minha bússola a muito atrás Um dia parti para nunca mais As ondas agridem a popa sem dó Por dias e noites, ainda sigo só Abraçando o destino que se apresentar Agradeço a qualquer deus que me agraciar Em tempos de frio, em tempos de dor Em tempos de sol, em tempos de amor Em meio à tempestade ou à calmaria Dormindo em palácio ou em estrebaria Não importa, não ligo, não páro Eu prossigo, eu desafio, eu encaro Não há destino, só existe a viagem E mesmo no medo é preciso coragem Incontáveis vezes eu já caí E em tantas mesas eu já perdi Mas tantos tesouros já encontrei Nem sei quantos corações já roubei Às vezes por baixo, às vezes por cima Às vezes simplesmente não estou no clima Em estradas de terra, sem montaria Dormindo na sarjeta sem companhia Eu também já fui capitão! E de gordos tiranos já fui guardião Já fui perseguido, fui perseguidor Já me apunhalaram, a mim, o traidor Sigo confiando em minha própria sorte E batendo de frente com a morte Nunca acreditei em merecimento E nunca me apeguei ao arrependimento Me recuso a minha alma assentar Não importam os mares que eu tenha que cruzar!

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Próprios

Nunca liguei muito, não; nunca fui de me apegar. Deixa, que vai e se encontra, ou volta se quiser voltar. Nunca entendi muito bem isso de querer satisfação; deixa, que o que é seu é seu. Se não é, pra que explicação? Nunca fui de correr atrás, nem de abandonar meu próprio mundo; deixa, cada um sabe bem quando seu próprio solo é fecundo. Nunca impus e nunca exigi. Nunca me permiti limitar. Deixa, que aquilo com que não dou conta é comigo que hei de brigar. ...Nunca vais para onde quer e me culpas por sua covardia? Deixa tua própria alma voar ou aproveita da tua estadia! Nunca vou te dizer o que deves fazer - nunca vou te querer em prisão... Impõe-te a ti os teus próprios limites, ou só escuta ao teu coração...

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malditos

ia reclamar do barulho já passam de 11 da noite e é sempre assim quando ela vem eles não têm noção nem limite a namorada do meu vizinho está aí de novo e é sempre assim quando ela vem eles não têm noção ia reclamar do barulho fui até a porta ia reclamar quando os ouvi eles estavam cantando malditos não reclamei malditos

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