Ela fala demais, pensa demais, divaga demais.
Tudo tem que ser no demais.
Escreve demais, imagina demais, sonha demais.
Ela vivi no modo intensidade plena.
Não diminui na ferocidade, não anula velocidade, é intenso, é demais.
É real, é brutal. Não evita sentimento.
Sente, vivi, chora, engole, sorrir, retrocede, reiventa-se e prossegue.
É demais, é demais.
Exploradora de emoções intrigantes, conflitantes, cheia de defeitos.
É que ela vivi no modo intensidade plena.
É demais, é demais.
— Jeane Alves
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Às vezes a inspiração não vem, mas precisamos de um autor
Às vezes as notas não fluem, mas precisamos a tocar
Às vezes a obra não fala, mas precisamos a expôr
Às vezes o vento se cala, mas precisamos o ouvir
Às vezes a cor desbota, mas precisamos a pintar
Às vezes não temos saída a não ser sair
Às vezes não temos fala, mas a voz
Às vezes não temos vontade, mas a necessidade
Às vezes não queremos, mas precisamos
Às vezes nós sentimos, mas não ligamos
Às vezes nós ligamos, então sentimos
Às vezes deixamos no arquivo, mas era pra tela principal
Às vezes deixamos na tela principal, mas era para o arquivo
Às vezes nós erramos, mas querendo acertar
Às vezes acertamos, depois de tanto errar
Às vezes nós choramos, mas queremos sorrir
Às vezes nós sorrimos, mas queremos chorar
Às vezes nós falamos, mas precisamos nós calar
Às vezes precisamos falar, mas escolhemos nos calar
Às vezes aceleramos, mas era pra desacelerar
Às vezes adormecemos, mas era pra acordar
Às vezes nós ligamos, mas não era pra ligar
Às vezes não ligamos, mas deveríamos nos importar
Às vezes somos complicados mesmo na simplicidade
Às vezes a simplicidade parece mais complicada
Às vezes uma frase é mal interpretada
Mas às vezes a palavra também é mal falada
O mais difícil disso tudo é que o " Às vezes" acontece mais vezes, do que as vezes que realmente deveriam acontecer.
–Jeane Alves
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"Você anda bagunçando tanto minha mente Você anda mexendo tanto no meu dia a dia Você está simplesmente me deixando louca. E sinceramente? Eu não sei se prefiro essa loucura longe ou perto de mim"
Jeane Alves
Conheci o Bernardo ainda na escola
Bernardo era engraçado, divertido e descontraído, sabia bem como fazer alguém rir, sabia bem como me fazer rir!
Era o garoto que manda mensagens de madrugada imaginando um futuro comigo, dizendo os nomes dos filhos e a cor da parede da garagem, era atencioso, era carinhoso, era gentil, era sonhador.
Os anos se passaram e Bernado arrumou um emprego em uma companhia área, virou piloto de avião, já não era o mesmo Bernado, se tornou mais fechado, as mensagens sobre o futuro pararam de ser entregues, não tinha mais carinho, não tinha mais sonhos, ao menos não comigo!
"A vida não é sobre fazer planos, é sobre viver enquanto se faz eles, afinal não sabemos se vão ou não se realizar" disse certa vez quando falei sobre casório, achei que eu estava o pressionando demais afinal tinha acabado de entrar no emprego dos sonhos, então apenas esqueci e segui.
Certo dia no nosso aniversário de namoro fiz uma janta especial e ele não apareceu, liguei em seu celular e uma voz feminina que atendeu, não precisei de muito para entender, assim que o vi terminei. Eu chorei ele? Sorriu " é melhor assim" ele disse. Na mesma semana ele apareceu noivo.
Eu sofri mais superei, me formei e viajei pela Europa, sorri como nunca, gargalhei sem motivo, vivi por mim. Assim que voltei um número me ligou era Bernado, soube que sua noiva engravidou de um banqueiro e o deixou pelos milhões.
" Lembra dos nossos planos? Vamos realizá-los" pediu
" A vida não é sobre fazer planos é sobre viver enquanto se faz eles, afinal eles podem não se realizar" eu o lembrei " Eu decide fazer planos e viver para que eles se realizem, você decidiu fazer planos caso a sua vida não fosse realizada" desliguei e bloqueei o número, fui até a varanda e sorri, não para alguém, mas para mim!
Soube que viram Bernado chorando e eu? Estou sorrindo!
– Jeane Alves
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Margarida era ardilosa, menina criada livre, menina criada solta, menina criada com vida, com vida pra ser vivida.
Margarida era dela por ela, era dela para ela, alegre e bem resolvida sorria pra tudo e todos, tinha aquele jeito de menina.
Porém não se engane! Margarida tinha a sagacidade de uma cobra, e podia ser traiçoeira como inimigo, contudo nunca usou isso a seu favor, era menina humilde, criada pra ser livre. E talvez tenha sido isso, esse jeito de viver vivendo que arrebatou corações.
O primeiro foi Lorenzo logo no início da juventude, criado em casa, garoto comprometido, daqueles que fala e cumpre, mas era muito menino, se apaixonou logo pelo olhar de margarida; Caído pelo encanto que então lhe sobreveio fez de tudo pela tal moça, durante três anos inteiros, logo se deu conta que não iria conseguir, com o coração partido resolver então sumir, dizem que encontrou o amor em uma rua de Veneza, é pai de duas crianças e sócio de uma empresa.
Logo após veio Afonso, depois Alberto e como esquecer Frederico? Teve também o filho do padeiro, do joalheiro, do banqueiro até o sobrinho do reverendo ficou caído de paixão.
Porém margarida era livre, e cresceu assim, tinha um coração bom era menina que sabia ser mulher, não planeja partir tantos corações, mas que culpa tinha ela?
Margarida é dessas mulheres que não precisa muito pra se apaixonar, basta a levar em um museu, ou talvez em uma galeria de artes, de tudo um pouco ela sabia e quando não sabia, não escondia.
Margarida era dela, e gostava de ser assim, imagina mundos novos e vivia mais pra si.
As outras moças tinham inveja.
Por que justo ela? Qual o seu segredo? Um dia resolveu sair e viajar pelo mundo
Se encontrou o amor?
Não sabemos! Porém Margarida sempre
amou, amou seu jeito de sorrir.
Amou seu jeito de amar.
A seu modo margarida amou.
E quem disse que para amar você precisa amar alguém?
Esse era o segredo de margarida, margarida se amava e isso muitas vezes já lhe bastava!
– Jeane Alves
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Sorria para vida, Vitória!
Ajeita o cabelo, compre uma roupa nova, dance em frente ao espelho e comece um outro livro, mas não deixe de sorrir Vitoria; Sorria com os dentes, sorria com a alma, sorria Vitória, só ria
–Jeane Alves
Subindo e descendo; Descendo e subindo
O vento a soprar fortes em seus cabelos negros, a luz do sol atravessando cada fio solto ao ar
Parou...
Parou e me olhou, aquele olhar inocente
Olhar singelo, olhar curioso
De quem não teme a nada
Aquele olhar de criança levada
Querendo descobrir a vida
E correu
Acompanhei com meu olhar
Cada degrau escalado daquele escorregador
Cada passo que dava, cada evolução que fazia
Cada sorriso, cada gargalhada
Quero levar essas memórias para resto de minha vida
E então desceu
Desceu e se aventurou
Sorrindo com aqueles olhos
Gargalhando com aquela voz
Vivendo em seu mundo, criando seu palco
Acompanho cada corrida
Cada movimento traçado
Lá se vai ela, correndo para a vida
E então caiu
Caiu e se machucou, caiu e se feriu
Caiu e então chorou,Caiu e me olhou
Eu acompanhei sua risada
Acompanhei sua corrida
E acompanhei sua dor
A olhei com carinho, seu olhar me encontrou
Quis correr e lhe abraçar
Quis mover-me, mas não dá
Então apenas incentivei com meu olhar
E me pus a falar
– Siga em frente abelhinha, o mel Jajá você alcançará
Me olhou, eu sorri
E então se levantou
Se levantou e andou
Se levantou e seguiu
Veio em minha direção
Coçando os olhinhos vermelhos
Já não tinha emoção
– Abelhinha na vida vamos cair, nos machucar, mas o papai sempre vai estar aqui, pra te ajudar
Me olhou com seus olhinhos
Aqueles olhos pequenininhos
Que aquecem o coração
E então sorriu
Sorriu e me abraçou e com aquele olhar sapeca me olhou
– Posso dirigir no seu carro hoje papai?
Então subiu na cadeira, e destravou a trave
Tentou rodar a roda rodei sem que percebesse
E então gargalhou
E o tempo passou
E agora ela sorri nesse vestido branco
E agora ela gargalha com vel e grinalda
Veio em minha direção
Já não é mais uma criancinha
E então parou
Olhou pra porta e exitou
Então eu a olhei e eu sussurrei
– Siga em frente abelhinha
Ela sorriu, eu chorei
Ela seguiu, eu a olhei
Ela partiu, eu fiquei
–Ainda vou andar em seu carro papai?
–Sempre abelhinha
–Jeane Alves
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A noite é um mistério
Uma poesia não retratada
A noite é reveladora
Se para bem ou para mau
Sempre reveladora
Revela dores e amores
Sonhos e pesadelos
Desejos e necessidades
Devaneio e realidade
Todos se encontram
Se juntam, se embolam
Vão se fundindo, se confundindo
Vão se juntando e amontoando
Só vem surgindo
A noite tem seus mistérios
Que somente ela os tem
Te faz sonhar
Te faz amar
Te faz pensar
Muitas vezes te faz chorar
Sempre um sentimento diferente
Sempre emoções fortes e convincentes
Ou até mesmo duvidosos
Porém, sempre presentes
A noite é uma história
Que ainda não terminou
A noite é uma melodia
Que nem ao menos começou
É o toque que todos esperam
Sair das cordas do grande tocador
O céu estrelado é o quadro
Do mais belo pintor
Astros e constelações feitas
Pelo maior arquiteto construtor
A noite é um poema meu amigo
De várias interpretações
Cada ser com seu mental
Cada alma com seu ideal
Cara noite com sua história
Cada história com seu viver
A noite é uma canção
A mais incógnita canção
Aquela que vira inspiração
E também pode ser um palco
De uma grande desolação
A noite meu amigo, tem muitas interpretações
Qual a sua?
De onde vem?
É mesmo tão real?
Para uns é amor e fantasia
Para outros ódio e uma realidade fria
Porém sempre um enigma
Sempre há uma interpretação
Ela é assim
Diferente e atraente
Tem dias que é fria e outras quente
É realidade com imaginação
É a noite
Sempre a noite
– Jeane Alves
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No passado eu te tive
No passado eu te sentia
No passado sorrimos
No passado existimos
No passado era real
No passado não parecia fatal
No passado era pureza
No passado era certeza
No passado tudo era brincadeira
No passado era minha mente
No passado só eu que vi
No passado só eu senti
No passado...só eu vivi
No presente não te tenho
No presente não te sinto
No presente não sorrimos
No presente não existimos
No presente é sim real
Mas a realidade dói
No presente a pureza infantil se foi
A fatalidade é algo provável
As incertezas são enormes
As brincadeiras não existem mais
Mas...
No passado era real
No passado..não parecia fatal
No passado era diferente
Mundo mágico
Um mundo da gente
No passado; Só eu estive!
No passado; Só eu amei!
No passado; Só eu vivi
No passado; Eu me agarrei
No passado ; Só eu morei
No passado..
Só e apenas...
No passado!
– Jeane Alves
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Não é preguiça de tentar
É medo de falhar!
Não é orgulho de evitar
É compreender até onde dá!
Não é fugir da felicidade
É medo de perde-la
Não é ( ser ) achismo
É ( ser ) certeza!
–Jeane Alves
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