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Poetizei

@JeaneAlves · desde 2020

Apenas mais uma alma de poeta nesse mundo de ilusões ♥️🍃

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Demais

Ela fala demais, pensa demais, divaga demais. Tudo tem que ser no demais. Escreve demais, imagina demais, sonha demais. Ela vivi no modo intensidade plena. Não diminui na ferocidade, não anula velocidade, é intenso, é demais. É real, é brutal. Não evita sentimento. Sente, vivi, chora, engole, sorrir, retrocede, reiventa-se e prossegue. É demais, é demais. Exploradora de emoções intrigantes, conflitantes, cheia de defeitos. É que ela vivi no modo intensidade plena. É demais, é demais. — Jeane Alves

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Às vezes

Às vezes a inspiração não vem, mas precisamos de um autor Às vezes as notas não fluem, mas precisamos a tocar Às vezes a obra não fala, mas precisamos a expôr Às vezes o vento se cala, mas precisamos o ouvir Às vezes a cor desbota, mas precisamos a pintar Às vezes não temos saída a não ser sair Às vezes não temos fala, mas a voz Às vezes não temos vontade, mas a necessidade Às vezes não queremos, mas precisamos Às vezes nós sentimos, mas não ligamos Às vezes nós ligamos, então sentimos Às vezes deixamos no arquivo, mas era pra tela principal Às vezes deixamos na tela principal, mas era para o arquivo Às vezes nós erramos, mas querendo acertar Às vezes acertamos, depois de tanto errar Às vezes nós choramos, mas queremos sorrir Às vezes nós sorrimos, mas queremos chorar Às vezes nós falamos, mas precisamos nós calar Às vezes precisamos falar, mas escolhemos nos calar Às vezes aceleramos, mas era pra desacelerar Às vezes adormecemos, mas era pra acordar Às vezes nós ligamos, mas não era pra ligar Às vezes não ligamos, mas deveríamos nos importar Às vezes somos complicados mesmo na simplicidade Às vezes a simplicidade parece mais complicada Às vezes uma frase é mal interpretada Mas às vezes a palavra também é mal falada O mais difícil disso tudo é que o " Às vezes" acontece mais vezes, do que as vezes que realmente deveriam acontecer. –Jeane Alves

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você

"Você anda bagunçando tanto minha mente Você anda mexendo tanto no meu dia a dia Você está simplesmente me deixando louca. E sinceramente? Eu não sei se prefiro essa loucura longe ou perto de mim" Jeane Alves

Amor

Amor de planos

Conheci o Bernardo ainda na escola Bernardo era engraçado, divertido e descontraído, sabia bem como fazer alguém rir, sabia bem como me fazer rir! Era o garoto que manda mensagens de madrugada imaginando um futuro comigo, dizendo os nomes dos filhos e a cor da parede da garagem, era atencioso, era carinhoso, era gentil, era sonhador. Os anos se passaram e Bernado arrumou um emprego em uma companhia área, virou piloto de avião, já não era o mesmo Bernado, se tornou mais fechado, as mensagens sobre o futuro pararam de ser entregues, não tinha mais carinho, não tinha mais sonhos, ao menos não comigo! "A vida não é sobre fazer planos, é sobre viver enquanto se faz eles, afinal não sabemos se vão ou não se realizar" disse certa vez quando falei sobre casório, achei que eu estava o pressionando demais afinal tinha acabado de entrar no emprego dos sonhos, então apenas esqueci e segui. Certo dia no nosso aniversário de namoro fiz uma janta especial e ele não apareceu, liguei em seu celular e uma voz feminina que atendeu, não precisei de muito para entender, assim que o vi terminei. Eu chorei ele? Sorriu " é melhor assim" ele disse. Na mesma semana ele apareceu noivo. Eu sofri mais superei, me formei e viajei pela Europa, sorri como nunca, gargalhei sem motivo, vivi por mim. Assim que voltei um número me ligou era Bernado, soube que sua noiva engravidou de um banqueiro e o deixou pelos milhões. " Lembra dos nossos planos? Vamos realizá-los" pediu " A vida não é sobre fazer planos é sobre viver enquanto se faz eles, afinal eles podem não se realizar" eu o lembrei " Eu decide fazer planos e viver para que eles se realizem, você decidiu fazer planos caso a sua vida não fosse realizada" desliguei e bloqueei o número, fui até a varanda e sorri, não para alguém, mas para mim! Soube que viram Bernado chorando e eu? Estou sorrindo! – Jeane Alves

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Margarida era ardilosa, menina criada livre, menina criada solta, menina criada com vida, com vida pra ser vivida. Margarida era dela por ela, era dela para ela, alegre e bem resolvida sorria pra tudo e todos, tinha aquele jeito de menina. Porém não se engane! Margarida tinha a sagacidade de uma cobra, e podia ser traiçoeira como inimigo, contudo nunca usou isso a seu favor, era menina humilde, criada pra ser livre. E talvez tenha sido isso, esse jeito de viver vivendo que arrebatou corações. O primeiro foi Lorenzo logo no início da juventude, criado em casa, garoto comprometido, daqueles que fala e cumpre, mas era muito menino, se apaixonou logo pelo olhar de margarida; Caído pelo encanto que então lhe sobreveio fez de tudo pela tal moça, durante três anos inteiros, logo se deu conta que não iria conseguir, com o coração partido resolver então sumir, dizem que encontrou o amor em uma rua de Veneza, é pai de duas crianças e sócio de uma empresa. Logo após veio Afonso, depois Alberto e como esquecer Frederico? Teve também o filho do padeiro, do joalheiro, do banqueiro até o sobrinho do reverendo ficou caído de paixão. Porém margarida era livre, e cresceu assim, tinha um coração bom era menina que sabia ser mulher, não planeja partir tantos corações, mas que culpa tinha ela? Margarida é dessas mulheres que não precisa muito pra se apaixonar, basta a levar em um museu, ou talvez em uma galeria de artes, de tudo um pouco ela sabia e quando não sabia, não escondia. Margarida era dela, e gostava de ser assim, imagina mundos novos e vivia mais pra si. As outras moças tinham inveja. Por que justo ela? Qual o seu segredo? Um dia resolveu sair e viajar pelo mundo Se encontrou o amor? Não sabemos! Porém Margarida sempre amou, amou seu jeito de sorrir. Amou seu jeito de amar. A seu modo margarida amou. E quem disse que para amar você precisa amar alguém? Esse era o segredo de margarida, margarida se amava e isso muitas vezes já lhe bastava! – Jeane Alves

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Sorria para vida, Vitória! Ajeita o cabelo, compre uma roupa nova, dance em frente ao espelho e comece um outro livro, mas não deixe de sorrir Vitoria; Sorria com os dentes, sorria com a alma, sorria Vitória, só ria –Jeane Alves

Para minha abelhinha

Subindo e descendo; Descendo e subindo O vento a soprar fortes em seus cabelos negros, a luz do sol atravessando cada fio solto ao ar Parou... Parou e me olhou, aquele olhar inocente Olhar singelo, olhar curioso De quem não teme a nada Aquele olhar de criança levada Querendo descobrir a vida E correu Acompanhei com meu olhar Cada degrau escalado daquele escorregador Cada passo que dava, cada evolução que fazia Cada sorriso, cada gargalhada Quero levar essas memórias para resto de minha vida E então desceu Desceu e se aventurou Sorrindo com aqueles olhos Gargalhando com aquela voz Vivendo em seu mundo, criando seu palco Acompanho cada corrida Cada movimento traçado Lá se vai ela, correndo para a vida E então caiu Caiu e se machucou, caiu e se feriu Caiu e então chorou,Caiu e me olhou Eu acompanhei sua risada Acompanhei sua corrida E acompanhei sua dor A olhei com carinho, seu olhar me encontrou Quis correr e lhe abraçar Quis mover-me, mas não dá Então apenas incentivei com meu olhar E me pus a falar – Siga em frente abelhinha, o mel Jajá você alcançará Me olhou, eu sorri E então se levantou Se levantou e andou Se levantou e seguiu Veio em minha direção Coçando os olhinhos vermelhos Já não tinha emoção – Abelhinha na vida vamos cair, nos machucar, mas o papai sempre vai estar aqui, pra te ajudar Me olhou com seus olhinhos Aqueles olhos pequenininhos Que aquecem o coração E então sorriu Sorriu e me abraçou e com aquele olhar sapeca me olhou – Posso dirigir no seu carro hoje papai? Então subiu na cadeira, e destravou a trave Tentou rodar a roda rodei sem que percebesse E então gargalhou E o tempo passou E agora ela sorri nesse vestido branco E agora ela gargalha com vel e grinalda Veio em minha direção Já não é mais uma criancinha E então parou Olhou pra porta e exitou Então eu a olhei e eu sussurrei – Siga em frente abelhinha Ela sorriu, eu chorei Ela seguiu, eu a olhei Ela partiu, eu fiquei –Ainda vou andar em seu carro papai? –Sempre abelhinha –Jeane Alves

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A Noite

A noite é um mistério Uma poesia não retratada A noite é reveladora Se para bem ou para mau Sempre reveladora Revela dores e amores Sonhos e pesadelos Desejos e necessidades Devaneio e realidade Todos se encontram Se juntam, se embolam Vão se fundindo, se confundindo Vão se juntando e amontoando Só vem surgindo A noite tem seus mistérios Que somente ela os tem Te faz sonhar Te faz amar Te faz pensar Muitas vezes te faz chorar Sempre um sentimento diferente Sempre emoções fortes e convincentes Ou até mesmo duvidosos Porém, sempre presentes A noite é uma história Que ainda não terminou A noite é uma melodia Que nem ao menos começou É o toque que todos esperam Sair das cordas do grande tocador O céu estrelado é o quadro Do mais belo pintor Astros e constelações feitas Pelo maior arquiteto construtor A noite é um poema meu amigo De várias interpretações Cada ser com seu mental Cada alma com seu ideal Cara noite com sua história Cada história com seu viver A noite é uma canção A mais incógnita canção Aquela que vira inspiração E também pode ser um palco De uma grande desolação A noite meu amigo, tem muitas interpretações Qual a sua? De onde vem? É mesmo tão real? Para uns é amor e fantasia Para outros ódio e uma realidade fria Porém sempre um enigma Sempre há uma interpretação Ela é assim Diferente e atraente Tem dias que é fria e outras quente É realidade com imaginação É a noite Sempre a noite – Jeane Alves

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Passado

No passado eu te tive No passado eu te sentia No passado sorrimos No passado existimos No passado era real No passado não parecia fatal No passado era pureza No passado era certeza No passado tudo era brincadeira No passado era minha mente No passado só eu que vi No passado só eu senti No passado...só eu vivi No presente não te tenho No presente não te sinto No presente não sorrimos No presente não existimos No presente é sim real Mas a realidade dói No presente a pureza infantil se foi A fatalidade é algo provável As incertezas são enormes As brincadeiras não existem mais Mas... No passado era real No passado..não parecia fatal No passado era diferente Mundo mágico Um mundo da gente No passado; Só eu estive! No passado; Só eu amei! No passado; Só eu vivi No passado; Eu me agarrei No passado ; Só eu morei No passado.. Só e apenas... No passado! – Jeane Alves

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Não

Não é preguiça de tentar É medo de falhar! Não é orgulho de evitar É compreender até onde dá! Não é fugir da felicidade É medo de perde-la Não é ( ser ) achismo É ( ser ) certeza! –Jeane Alves

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