Há quem dance quando a vida balança,
há quem perca os passos quando a tristeza avança.
há quem dance na chuva, como uma criança celebrando a esperança,
há quem chore no sol, sem encontrar confiança.
Há quem dance descalço, sem medo do chão,
há quem use sapatos, mas tema a direção,
há quem conheça os passos, mas não têm coragem,
há quem dance sem saber, fazendo da vida uma viagem.
Mas diz-me…se a vida é uma dança, por que tanta gente tem medo de errar?
Por que há quem preferi ficar parado, do que, dar um passo e tropeçar?
Há quem dance para ser visto,
há quem dance para esquecer,
há quem dance para esconder a tristeza que ninguém consegue perceber.
E há quem transforme cada queda numa nova forma de dançar, porque descobriu que até os tropeços, os movimentos podem ensinar os pés a caminhar.
Eu? Não sou o melhor dançarino, nem conheço todos os passos da estrada. Mas, se a vida tocar a sua música, não quero chegar ao fim sem ter dançado absolutamente nada!
Mesmo que não dançar bem, mesmo que sorrirem, eu tentei
porque o tempo não espera,
a música não pede licença, e a vida não repete a melodia só porque nos faltou coragem ou experiência.
Por isso, dança! Mesmo que o mundo não entenda os teus passos, mesmo que a tua dança pareça loucura, dança, porque há quem passe a vida inteira a julgar os dançarinos e nunca descubra a beleza de uma aventura.
E, quando a música terminar, que ninguém diga que tiveste medo de tentar. Que digam apenas, não sabia dançar perfeitamente… mas teve coragem de dançar!
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Quantas vezes você pegou no telefone para fazer alguma coisa importante…mas abriu o WhatsApp, respondeu a uma mensagem, viu um estado, riu de um vídeo, viu outro estado…
E, de repente, perguntou: Afinal, o que é que eu vim fazer aqui?
Conta comigo!
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Vamos contar de novo!
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Há muitos anos, alguns dos meus amigos perguntavam: jack como é que nunca te vimos conquistar uma mulher?
E riam. Eu sempre gostei de mulheres.Mas aprendi cedo que gostar não significa possuir, que desejar não significa insistir e que admirar uma mulher não me dá o direito de invadir o espaço dela.
Meu pai era mulherengo.Tinha duas mulheres na mesma casa e, naquela época, aquilo parecia fazer parte da vida. Mas, curiosamente, não foi o exemplo dele que me tornou igual.
Foi o conselho dele:
Primeiro estudem. Depois pensem em mulher.
E nós levámos aquilo a sério.
Enquanto alguns aprendiam a conquistar, eu aprendia a controlar.
Enquanto alguns corriam atrás de alguém, eu aprendia a correr atrás dos meus objetivos.
E não vou mentir: foi difícil.
Havia desejos,havia tentações. Havia momentos em que eu também queria ter alguém ao meu lado. Mas eu aprendi a esperar, mulher não acaba.
Talvez até tenha parecido estranho aos olhos de muita gente. Mas hoje, quando olho para trás, não sinto vergonha.
Sinto gratidão. Porque aquela distância também me ensinou a respeitar.
Ensinou-me a ser amigo de mulher
Ensinou-me que uma mulher não é uma conquista.
Não é um troféu. Não é um número.
É uma pessoa. E talvez seja por isso que nunca fui um conquistador de mulheres, hoje olho para as ruas e vejo mulheres sendo chamadas, abordadas, insistentemente conquistadas a cada esquina.
E às vezes paro e penso:
Minha nossa... não deve ser fácil ser mulher.
Mas aprendi algo que considero muito maior:sê eu já tenho alguém, não devo sair por aí chamando cada mulher bonita ou atraente que eu vejo. sei respeitar.
E quando a Edna decidiu ficar comigo, não foi porque consegui convencê-la.
Foi por que, ela se sentiu segura, respeitada, amada e livre para escolher.
Então, sim...eu cresci de uma maneira estranha.
Hoje sou grato a Jeová, Deus por ter crescido assim. Porque, no fim,talvez eu não tenha aprendido a conquistar mulheres.
Aprendi algo muito mais importante: aprendi a enxergá-las.
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Fui cortar o cabelo no salão, mas pelo visto, não fui sozinho,
O sono decidiu fazer-me companhia, sem convite, sem aviso e sem marcar passos.
Sentado na cadeira, começou a fazer-me cabecear… O barbeiro cortava o cabelo, e eu cortava a conversa com o sono.
A minha cabeça ia para a frente, depois voltava, tentando disfarçar, o barbeiro me perguntou: você faz noite no trabalho?
Eu sorri e disse que não, mas tudo bem meu amigo, pensei: quando chegar a casa, vou dormir até o mundo se cansar!
Cheguei a casa, deitei-me… E o sono? Desapareceu! Fugiu sem deixar endereço, depois de tudo que fez passar no salão, isso não é justo.
Agora estou aqui, de olhos abertos, disposto a dar-lhe atenção… Mas o sono nem responde.
Afinal, que espécie de sono é esse?
Quando não te quero, vens procurar-me quando finalmente te procuro, fazes questão de abandonar-me!
E eu fico, já meio indignado e começo já a pensar que as vezes, o sono é como certas visitas: aparece quando não estamos preparados.
Mas pensando bem, talvez o sono não goste de compromissos nem de pressão… Talvez também precise de liberdade.
Agora, diz-me uma coisa caro leitor, já alguma vez o sono brincou contigo assim?
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Às vezes, paro e penso… Se os nossos olhos falassem,
se denunciassem tudo o que já viram, não sei se ainda haveria folhas suficientes para escrever as tristezas deste mundo.
Talvez por isso nós escrevemos: para dar voz ao que os nossos olhos calam, e aliviar no papel aquilo que a nossa alma não consegue esquecer.
Vi uma mãe doente, mandar o filho à rua, talvez comprar algo para o irmão pequeno… mas o menino encontrou a morte no caminho de cumprir uma missão de amor.
E o motorista fugiu, enquanto uma mãe, sem saber, talvez ainda esperasse o regresso do filho.
Diz-me… como explicamos a uma mãe que o filho que enviou para comprar não voltará para casa?
Diz-me... que poeta consenguiria escrever, o poema mas lindo do mundo, para alegrar o coração de uma mãe, ao dizer que o seu filho não voltará para casa?
Ninguém né?
E como se dorme depois de os olhos testemunharem aquilo que a consciência jamais deveria permitir?
Ah...Se os Olhos Falacem
Mas há outras tristezas… aquelas que não fazem barulho, que caminham disfarçadas de elogios e escondem intenções atrás de sorriso
Quase todos os dias, vejo homens a olharem e chamarem não apenas para as mulheres, mas infelizmente para meninas...meninas, 13, 14, 15,16,17.
Como se a beleza de um corpo fosse uma autorização para desejar.
Como se curvas pudessem assinar consentimentos que aquelas consciências ainda não sabem compreender.
O corpo cresce… mas será que a maturidade cresce à mesma velocidade?
Há quem diga, é maduridade precose. Mas será que o corpo está totalmente preparado?
Porque há crianças que parecem mulheres aos olhos, mas continuam a precisar de proteção, de cuidado, de tempo para crescer.
E dói-me saber que alguns veem beleza onde deveriam ver infância, adolescência e escutam os desejos do corpo enquanto mandam a consciência calar-se.
Ah...Se os Olhos Falassem
talvez o mundo finalmente escutasse… mas tenho medo de que, mesmo depois de ouvir tudo, continuasse a fingir que não viu nada.
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Há quem conheça a nossa história
pelas páginas que mostramos,
mas querem julgar o livro inteiro
sem nunca terem lido
os capítulos que escrevemos
com lágrimas.
E ainda assim, damos tanto valor
ao julgamento dos outros…Por quê?
Talvez porque fomos ensinados
a procurar aprovação antes de procurar verdade.
A perguntar: será que vão gostar?
Antes de perguntar: será que isto faz sentido para mim?
E assim vamos mudando de opinião em opinião, até um dia olharmos no espelho e percebermos uma coisa assustadora:
já não sabemos qual parte de nós
é realmente nossa.
Talvez amadurecer seja também aprender que nem toda opinião
merece um lugar na nossa consciência.
Há opiniões que são conselhos
Há opiniões que são apenas ruído
E há pessoas que criticam o teu caminho simplesmente porque
não suportam ver alguém caminhando numa direção que elas nunca tiveram coragem de seguir.
Por isso, antes de mudares de caminho porque alguém disse
que estás errado, pergunta: essa pessoa conhece o destino para onde estou indo?
Antes de desistires porque alguém riu do teu sonho, pergunta: Essa pessoa estará comigo quando eu tiver de viver com o peso de nunca ter tentado?
E antes de viveres
para impressionar o mundo,
lembra-te: o mundo tem memória curta.
Hoje falam de mim ou de ti
Amanhã, falam de outro.
Depois de amanhã, talvez nem se lembrem do teu nome.
Então talvez a verdadeira liberdade
não seja fazer tudo o que queremos.
Talvez seja ter coragem
de fazer aquilo que acreditamos ser certo, mesmo quando ninguém aplaude.
E seria triste demais chegar ao fim da vida e descobrir que, por medo de decepcionar todo mundo, a única pessoa que decepcionámos
fomos nós mesmos.
Seguir multidão é seguir a moda.
Pensar
Falar
Vestir
Dançar a mesma dança.
Prefiro ser diferente o suficiente para não perder a minha identidade, mas nunca tão indiferente para que eu não perca a minha humanidade.
Porque o mundo não precisa apenas de pessoas diferentes.
Precisa de pessoas diferentes que façam a diferença.
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Ele se foi, mas as suas palavras, ainda vive em mim.
Lembra-te disto:
Não procures conselhos apenas nas pessoas que pensam como tu filho.
Não rejeites uma verdade só porque veio de alguém de quem não gostas.
E não aceites uma mentira só porque veio de alguém que amas.
Escuta. Pensa. Examina.
E tenha humildade suficiente para reconhecer que, mesmo depois de aprenderes muito, ainda haverá coisas que precisas de aprender.
Porque a maturidade não começa quando deixas de cometer erros.
Começa quando deixas de precisar de inventar desculpas para os erros.
Não vou obrigar-te a concordar comigo. Vou apenas lembrar-te de que a verdade não perde o valor só porque alguém se recusa a aceitá-la.
A morte pode calar uma voz, mas não tem o poder de tornar inútil uma verdade.
E se a verdadeira tragédia não fosse a morte levar alguém, mas essa pessoa partir antes de termos aprendido a escutar aquilo que nos dizia?
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O Mundo não Aprendeu a Reconhecer... as pessoas.
Vê alguém a sorrir e declara-o feliz.
Vê alguém calado e chama-lhe estranho.
Vê alguém humilde chama-lhe fraco
Vê alguém a escrever sobre a dor e pergunta-lhe por que não escreve sobre flores.
Como se as flores não nascessem da terra,
como se a terra não conhecesse os mortos,
como se até a mais bela primavera não tivesse de atravessar o longo inverno das raízes.
Ah, se soubessem!
Há poetas que escrevem sobre a chuva porque descobriram beleza nas gotas.
E há outros que escrevem sobre a chuva porque já não conseguem distinguir as lágrimas do céu das lágrimas que lhes caem por dentro.
Não os julgues.
Nem toda a tristeza é falta de alegria.
Às vezes, é excesso de mundo dentro de um coração que nunca aprendeu a ser igual.
E nem todo o poema triste nasceu de uma vida infeliz.
Alguns nascem da consciência de que há pessoas a dançar sobre abismos sem saber onde termina a última dança.
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Quero completar uma ideia sem impedir que outra pessoa pense
quero encontrar equilíbrio sem obrigar o mundo inteiro a inclinar-se para o meu lado.
E quero gostar de alguém sem fazer da minha presença uma condição para a sua felicidade.
Porque, no fim, talvez a maior prova de maturidade não seja conseguir tornar-nos necessários na vida de alguém…
Mas conseguir aceitar que alguém pode ser feliz sem nós e, ainda assim, continuar a merecer todo o nosso respeito.
Eu adorei, essa verdade,disse uma querida amiga:
As pessoas não se precisam. completam-se.
E eu?
Eu fiz de mim silêncio quando percebi que não te faltava a minha voz.
Faltava-te ouvires a tua.
E talvez, enquanto procurava completar-te, me estivesse a esquecer de uma pessoa que também precisava de toda a minha atenção:
Eu.
Porque passei tanto tempo a tentar ser a resposta nas equações dos outros que quase me esqueci de resolver as incógnitas da minha própria vida.
E agora sei:
Não nasci para ser a metade de alguém. Nasci para ser inteiro, mesmo quando caminho sozinho.
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Algumas bocas são teatros tão perfeitos que até a mentira recebe aplausos e a verdade sai pela porta dos fundos, envergonhado de não saber representar.
Mas o meu maior espanto não foi descobrir que as palavras mentem.
Foi descobrir que algumas verdades precisam de gritar para serem ouvidas, enquanto certas mentiras só precisam de sussurrar para serem acreditadas.
E eu?
Eu sou apenas um homem a tentar compreender por que razão o mundo tem tantas árvores de discursos e tão poucos frutos de sinceridade.
Talvez seja por isso que escrevo.
Porque dentro de mim há uma floresta que não cabe no papel.
E neste encanto da floresta que muitos se perde.
Confundem amor proprio com orgulho
Amor Agape com romântico
Conhecimento com sabedoria
Atenção com interesse...
Há árvores alimentadas por memórias, raízes que bebem lágrimas antigas, galhos que ainda procuram palavras e abraço de um pai onde já não existem mãos, então eu tenho de trabalhar duro para mim e pelo nome que eu carrego.
Há folhas que caiem com trauma, e eu escrevi pai nelas.
Há folhas com nomes de pessoas que partiram sem se despedir.
Sem um último abraço
Por isso eu abraço muito e muitos não percebem.
Percebem coisas contrárias
Falam de sentimentos que nunca senti. Palavras que nunca existiram.
Silêncio que nunca entenderam.
Há flores que nasceram da esperança, mas cresceram com medo de serem arrancadas pela realidade.
E há um vento, um maldito vento, que atravessa tudo isso e sopra perguntas que nem mil páginas conseguem responder.
Então pego numa palavra.
Uma só.
Coloco-a sobre o papel como quem deposita uma vela no altar de um coração cansado.
Depois acrescento outra.
E outra.
Até que a frase começa a arder.
Não arde o papel.
Arde aquilo que escondi atrás dos meus sorrisos.
Ardem as respostas que engoli para não ferir ninguém.
Ardem as despedidas que fingi compreender.
2017 foi data em que eu morri, mas sobrevivi. Porque uma mãe também pode ser pai.
Mas nunca será igual.
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