Eu não mais queria,
E ele saberia
O meu querer.
Se eu o expressasse,
Me entenderia.
Mas duvidaria
Do abandono.
Fui descuidada
E revelei sem dizer.
Então ele veio antes,
E fez primeiro.
Agora estou sentindo
O que ia fazê-lo sentir,
E com um adicional:
O arrependimento
De ter começado bem,
O que terminou mal.
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Hoje,
Seria um ótimo dia ruim.
Chorei pelos cantos em que,
Claro, ninguém percebeu.
Apareci com ematomas e,
Óbvio, ninguém me acolheu.
Sem minha coroa,
Sem minhas vestes reais...
Permaneci até por demais,
Só que, como sempre,
De me reerguer, ninguém foi capaz!
Mas lembrei-me de um amor.
Amor esse, indiscutível.
Me faz ganhar, perdendo.
Me faz sorrir, chorando.
Ex-mente "DIVERgente",
Que transforma meu ser.
Esqueça que hoje seria
Um ótimo dia ruim!
Pra quê ser triste assim,
Tendo alguém que me faz viver?
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Não tire minha roupa,
Não me estrangule,
Não me deixe correr risco,
Não puxe meu cabelo,
Não me mande calar a boca,
Não seja agressivo.
Não é de sua liberdade,
Preste honras a minha idade...
Mas olhe em meus olhos,
Imagine tudo isso...
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*Meio desnexo o que tu irá ler,
Mas lhe prometo -
Tu não irá se arrepender!
_
Pare com isto!
Pensas que não vi?
Ou melhor, senti.
Mesmo se estivesse do outro lado do cais,
As ondas viriam a mim,
Somente para dizer:
"Que amada, sim! É quase mais citada que nós."
Ondas soberbas, eu diria.
Mas eu conheço esse olhar...
Acabou a diversão,
Já tomei minha decisão...
Pelo menos, prefiro acreditar.
Seu sentimento é súbito, em relação a mim.
Me deixa quando quer,
Me retalha como quer.
Quando tudo que fiz, foi para te agradar.
E fico como um cão,
Esperando desesperadamente pela sua aprovação, atenção.
Aceitando de quem amo, qualquer migalha.
Que confiança, não?
Mas no fundo, sei que não vai vir veneno
Nessas simples migalhas.
A verdadeira toxina, está na forma de tratar.
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Dei luz as minha lindas e tristes palavras.
Falei sobre angústia, mas não sobre desdém...
Que é algo contrário do que eu deveria sentir:
Simplismente, apreço!
E a desgraça, que é algo diferente em mim
Não é o que eu desejo, ou quero...
... Enfim.
No fim "Cega! Pois sem olhos, sem verdade."
Está se acabando e deteriorando meus planos.
Sei que já disse isso, mas fiquei com medo.
Medo de me decepcionar, medo da profundidade.
"Até onde isso vai chegar?" Me preocupei demais.
Esses versos são prova de minhas emoções.
Pois não sei lavrar mentiras, apenas sentimentos.
Com tudo que expressei aqui...
Oh, me perdoe meu amor!
Se é que ainda posso te chamar assim.
Quero ser apenas sua...
Se é que ainda posso me mostrar desta forma.
Se é que já o clamei, sim!
Medo, de tudo, do mundo, de mim, de ti...
Acho que não coube em mim o amor que me deu,
Se é que me deu.
Volte amor, não pensei com a cabeça,
Alias nem pensei... confesso!
Me dê uma lição, eu quero você.
Perdoe meu atropelo no tempo!
Mas não me deixe despeço.
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Dois, dois pensamentos -
Contentes, amáveis,
Mas distintos e imprudentes.
De longe se sabe
Que juntos, não cabem
Na bolha do propósito!
E a felicidade
Da delicada metade
Já não é salva.
Convensido e distante,
É o pequeno homem.
Que se dá o amém
Sem mais qualquer instante.
Ah sim!
Humilde e companheira,
É a grande Mulher.
Ela sabe o que quer,
E não te amadurecerá
Se perceber que não durará.
Separe enquanto há tempo!
E então?
Esse é o fim de um relacionamento.
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Ô saudade, que maldade.
Me visitando uma hora dessas?
São só dois dias pra tanta bagagem,
E que passem logo, estou com pressa!
Deixe-me ver o que você trouxe...
Me veio de novo com tantos sonhos
Compartilhei, amei sem muito remorso.
Com o amor busquei e conquistei, não ganhei.
Por que me faz lembrar de tudo?
Sabe que nenhum permaneceu.
Apesar de ter entregado muito,
Sequer algum nunca me mereceu!
Porque que esse seria diferente?
Tu acha que o quê mudaria?
É culpa do sorriso decente,
Ou o olhar que facilmente me teria?
Pois sim, me sinto princesa.
Não é malandro
Nem fedido ou desempregado.
Tem carinho, tem a lábia,
E cá entre nós, bem safado.
Um cavalheiro, concelheiro.
De seus lábios sai poesia
Que me facina, me ilumina...
Não é a toa que estou me apaixonando.
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*E pensar que realmente foi sem timidez. E agora, odeio aquela desgraça!*
...
Nunca achei que um dia,
Finalmente se estamparia
Seu interesse, enfim,
Voltado pra mim.
Apesar de que,
Nunca tive nenhuma malícia
Ao olhar nos seus olhos.
Nunca reparei nos seus lábios,
E nem em seu semblante,
Que não é muito deslumbrante.
-Claro que minto...
Mas lhe afirmo:
Não foi falta de interesse.
Eu apenas apoiei-me em teu cavalheirismo,
Seu respeito, sua inteligência, sua educação...
Tudo seu, inclusive EU.
Me deixando só,
Mesmo que apenas num dia,
Se desfez minha felicidade.
Pensei melhor na realidade,
Que é a diferença de nossas idades.
Mesmo assim,
Me despi sem timidez...
Desculpe, ainda é cedo pro avanço!
Não é hora...
Mas ficarei ansiosa,
Como sempre,
Para ver seu sorriso de encanto.
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Seque as lágrimas,
Feche os olhos.
Não tem nada a fazer.
Não é seu,
Nem é meu.
Mas é lindo maldizer!
Quando o desalento demorar a chegar,
Os olhares vão de repente, parar de olhar?
Os "derrama água" vão parar de derramar?
Os desejos, de desejar?
Os corações, de palpitar?
Não sei, mas
Chora, filhinho! Chora!
Se tu se conformou que a mãe foi embora,
Porque se questionar?
Ah, entendi!
O desespero então anunciou,
Mas não disse quando.
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E eu sinto aqui dentro de mim
Que longe de você, dou um passo pra frente e dois passos pra trás.
A coragem que eu tinha deu lugar ao medo.
Nem me reconheço mais.
Minhas forças se esvaíram,
Estou fraco demais!
Eu não sou inocente,
Mas me sinto vagando
Perdido no mundo, sem rumo.
E eu confesso que,
Sei que não mereço
Mas, por favor, te peço,
Só mais uma chance
E nunca mais serei como antes...
Hoje eu peço atenção!
O limite da minha visão me traz insegurança e medo.
Eu sei, que contigo eu não tenho segredos.
Pai, cansei de viver desse meu jeito.
Eu preciso te sentir outra vez,
E mergulhar em ti.
Mas eu sei que ainda estou tão cheio
Das coisas desse mundo, e vazio de Deus
Eu preciso exalar o teu cheiro pai, ah
Eu preciso de ti estar cheio
Me esquecer de mim mesmo
Pra encontrar em ti, exatamente o que eu preciso ser...
Ser mais como você.
_ Kemilly Santos
Ouvi essa música na casa da minha mãe (ela é cristã), e achei nela uma sinceridade absurda. Até me identifiquei...
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