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Saudade de escrever algo impactante De amar tanto um poema a ponto de querer tê-lo de enfeite na estante De instante em instante surgiam versos mirabolantes Perdi um pouco a prática de rimar como rimava antes Talvez a correria esteja me consumindo Roubando minha atenção do escrever que admiro A poesia que amo, Quero ela até o infinito Almejo voltar a ser poeta como era no início. Matuê não errou em dizer: "Quem dera eu pudesse voltar como era antes" Quando a poesia era meu diário em dias Inteiramente decepcionantes Onde me escondia e descrevia o que em meu coração era óbvio. Hoje em dia ele bate, mas não sabe onde está seu sócio. Lembro desse tempo que carregava muita dor Hoje me sinto mais leve Mas por outro lado sem razões para escrever É que não sei o que estou sentindo agora Espero mais para frente saber. Não desejo sentir a dor de antes, Quero ter a mesma inspiração que possuía Mas é quase improvável, Ela se renova de tempos em tempos E talvez eu não consiga recuperá-la Mas conquiste outra Mais evoluída Fluída Rica. Basta acontecer algo inesperado para a criatividade vir novamente a tona. E eu espero muito voltar a ter inspiração como eu tinha antes. Izabelle Vitória
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