Infinitas Palavras
Palavras, nos gestos e re-ações Por vezes ambíguas, outras literais Podem ser oblíquas, transversais Perto ou a milhas das emoções Há palavras de dois gumes Afiadas, que dizem sem dizer Ou que mal se interpreta sem querer São frases, fases, amores ou ciúmes Há palavras que abrandam, massageiam A alma ou o ego nas horas incertas Outras são versos, livros e janelas abertas Em que oníricas versões serpenteiam Entre ditos e coisas desditas Construto e destruição do ser A palavra é sim, não, nada ou poder Contudo, apenas as verdades são infinitas Fernando Itaipoesia @itaipoemia
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