Me questionando sobre o sentido da vida
Sei que ela não é minha, no final todos morreremos
O importante é o trajeto, a trilha por onde nós percorremos, o que fizemos um dia
Será que a destruição pode trazer algo belo? Tento entender o conceito por trás do muro de concreto
Vi um cemitério que não era macabro, tanta vida… irônico, um jardim inteiro florado
Como pode, onde se ceifou a vida, o solo ter ficado mais forte?
Absorvendo aquilo que morreu e restituindo em algo lindo, cessando a tal incerteza
Onde há tristeza, também há de haver alegria
Sem uma, não existe a outra
As duas se completam…
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Bela dama, me desculpe por não conseguir demonstrar aquilo que tanto pede. As guerras pelas quais passei me fizeram esquecer como se demonstra o que se sente. Tenho tentado superar esse trauma, mas não é tão fácil quanto eu imaginava. Se preciso de ajuda? Claro que não… isso não é nada, nada que eu não possa suportar. Às vezes falta ar, mas é normal, logo passará. Não me peça para olhar em seus olhos; existe um desconforto estranho em encarar o seu universo. Por um instante eu me perco nele, e então retorno para o meu íntimo, um lugar do qual, sinceramente, prefiro manter distância. Pensar demais me afeta, então não me peça para falar sobre isso. Sempre fui apenas um solucionador de problemas, e solucionadores de problemas não falam dos próprios, entenda.
Meu avô ensinou ao meu pai, e meu pai ensinou para mim… A ser Homem. Por isso lágrimas nunca irão cair. Não me peça por isso; talvez alivie você, mas em mim causa incômodo. Não posso ser fraco, lágrimas me tornariam vulnerável e isso eu jamais posso ser. Quanto ao meu jeito seco, juro que estou tentando mudar esse fato. Eu sei que o “eu te…” é importante, mas às vezes as palavras travam antes de chegar aos lábios. A estrada é longa, mas eu juro que não estou parado, eu tenho caminhado. Então sente-se aqui, converse comigo, me conte o que tem te afetado. Eu sei que não tenho sido o namorado perfeito, por isso quero ouvir o que tem te incomodado. O que estiver ao meu alcance, eu prometo tentar resolver… para mantê-la ao meu lado.
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A arte vive em mim; sempre admirei muito Ela.
Não consigo me considerar um poeta, mas não consigo viver sem a caneta.
A música é minha arte favorita; não tenho preferência, sou eclético.
Cada sentimento, letra e batida acalmam meu ser interno.
Falácias de uma mente fraca
Ego excedido, o preço foi caro
Lembranças perdidas amenizam o corte
Fraco, tolo fraco…
Esquecimento ao que me moldara
O nome me eternizou em seus lábios
Mas no fundo eu sei que estou apenas de passagem
A dura verdade… nem visitará meu túmulo… No fim ninguém é lembrado…
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Sinto por aquele momento
valorizar mais o silêncio.
Eu tento sempre ser perfeito.
Falho em todos os tempos.
Não sei nem mais ser eu mesmo.
Alma insalubre.
Quimera modificada,
moldada a seus gostos tão sujos.
Tenho me sentido imundo.
A água não limpa.
Fica impregnado na carne.
Seu beijo queimava minha face.
Doses miopáticas matam minha alma.
Fale... Não se cale...
Quero ouvir suas mentiras, me soam tão confortáveis.
Por mais que não sare,
a dor me parece tão inevitável.
Aprender a lidar com ela
foi a escolha mais sensata
e indubitável...
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Sinto por aquele tempo em que as coisas eram mais simples — até mesmo o medo
Onde o anseio era de monstros que nunca existiram
Hoje eu lido com pessoas falsas, que sempre usam essas máscaras como desculpa para seus erros
Scooby-Doo já tinha me ensinado que os monstros, na verdade, eram humanos fantasiados
Quando criança, me sentia como o líder da Turma do Bairro
Crianças contra adultos — no final, virei um aposentado
Pois eu cresci e adquiri algo indesejado:
cético e frustrado com o mundo que me é cobrado…
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O amor se encontra no ódio —
então é correto afirmar
que o ódio se encontra no amor.
Dois lados da mesma moeda:
o amor pode começar uma guerra,
mas também pode acabar com ela.
O ódio é algo tão puro quanto o amor.
Um sorriso bobo
por lembrar daquela flor.
Um ranger de dentes
quando lembro daquela dor.
Às vezes odeio amar certas coisas,
como também amo odiar outras.
Confuso, como um poema de Homero —
na minha odisseia, quase me perdi
no canto das sereias.
Contraditório, ao ponto de amar ser subestimado
e odiar ser superestimado.
A vida...
às vezes parece ser apenas
uma casualidade fantasiada de acaso...
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Segmentos esquecidos ao doce limbo
Sei que você não faz por mal, mas é tão frustrante falar com um ser que não irá reter as memórias.
Um conflito — não querer chamar atenção,
mas precisar ouvir bregas palavras.
Por mais que não sejam verdadeiras,
aliviavam a mente, ao menos um pouco.
Aquela fértil mente, que não planta apenas bons frutos…
A colheita tem sido uma caixinha de surpresas.
Muitas vezes me encontro de luto
por seres esquecidos; tento não esquecê-los, pois sei que não é justo.
A maldade tem sido verdadeira,
e não apenas mentiras por um simples conflito.
Sei que é contraditório: me faltar ar,
e ainda assim completar o pulmão
com uma fumaça que mais me mata do que ajuda.
Seres humanos estão presos em condutas questionáveis, apenas para viver em plena ternura num mundo feito de amarguras…
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Tento achar, mas não encontro.
Nem lembro o que procuro — rancor ao mundo que me sufoca.
O tempo avança não volta; fico contando as horas.
No final, sempre as perco: déjà-vu de outrora.
Talvez isso seja só um ciclo; tudo vem se repetindo, de novo e de novo.
Redundância até na poesia, e se completa o ouroboros
Então... ∞
Agoniado, ansiando por uma melhora que não vem, ansioso com o que está por vir, com o anseio de não ser suficiente. Mentalmente abalado, as desculpas ficaram corriqueiras, os atrasos contestados, me desculpe por essas olheiras. A madrugada, em meio ao caos do dia, tem me acalmado — ao menos é no que eu tenho acreditado.
Sonhos refutados. Eu queria tanto poder viver daquilo que amo, mas tenho que me contentar naquilo que apenas gosto. Gastando dinheiro do trabalho em um sonho que não tem dado retorno. Até quando o esforço será aplicado antes do desânimo dominar? Não consigo sonhar. Não consigo voar. Mas sinto orgulho daqueles que não vieram a se limitar.
Estou correndo da tristeza há um tempo. Já disse que ódio nunca me faltou. Quase não bebo, parei com o fumo, mas ainda sinto falta, e o ódio volta a me descrever como um cântico a se compor.
Esses “quases” me desgastam. Revertérios de angústia por não ter completado: não terminei o livro, aquele projeto, o que queria ter lido, nem aquele pedido de casamento. Pois, sem estrutura, como viveremos? Se eu nunca termino nada, como avançaremos?
Queria tanto um filho para deixar alguns ensinamentos, mas sei que infelizmente ainda não é o momento
Me pego observando esses olhares demasiados que esperam o sucesso. Expectativas dificilmente serão supridas, não importa o tempo…
— "Ânsia": Todos seus adjetivos descrevem bem esse capítulo.
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