MINHA PRÓPRIA ESCURIDÃO
Numa escura clareira Apenas uma luz ilumina Que carrego em minhas mãos Que me apresenta o caminho A pequena chama da lamparina Formam-se sombras terríveis Nascem a partir da escuridão da luz Me seguem e assombram Mas me fazem companhia Já acostumei meus olhos Acostumei minha pele A ser observado e trocado Por elas que me perseguem A lamparina é apagada A clareira fica sozinha Descubro que sou a sombra E tentava manter uma luz que não me pertencia De alguém tinha roubado E que me dava vida
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