Eu me apaixonei
Você chegou como uma brisa no verão, Que surpreendeu a todos e a mim. Essa brisa vinha desde muito tempo, Desde quando não sabíamos dizer o que era o verão, e nem as outras estações. Essa brisa era tão suave no começo do verão, tão suave e quase imperceptível. Mas essa brisa, com o passar das estações só se afirmou cada vez mais, até ser tão perceptível, que dificilmente alguém diria que não a sentiria. Essa brisa agora é tão forte e ao mesmo tempo é tão aconchegante. Mas essa deterioração da sua presença nas estações que se passa, só me faz sentir-me confusa, a ponto de sentir as borboletas brigando entre si, dentro de mim. Porém a sua presença faz me sentir bem, e quando não a sinto, não vejo a graça de permanecer no mesmo local, e sim, tenho a vontade de sair à procura dessa brisa, que me cativou. As dúvidas e os medos sobre como essa brisa me rodeará nas próximas estações que se seguirão, só me faz sonhar com ela e deseja-lá, e me faz querer trancar-me em um lugar para não senti-la nunca mais. Porém, a dor que seria não senti-la só me faz chorar e agonizar-me mais do que os medos e as dúvidas que me cercam. Me apaixonei sem querer, não era minha intenção, mas essa agradável brisa que trouxe consigo amorosas rosas, me fascinou. Confesso que recusei qualquer contato com essa brisa. Mas a sua persistência em me acompanhar durante a caminhada entre as estações, foi me cativando de pouco a pouco, até fazer-me gostar de cada detalhe minucioso seu. Eu a amava por seu jeito delicado de me rodear, por sua tendência a me fazer sorrir quando me acariciava suavemente. Eu senti muitas brisas, muitas a qual eu dizia ser a brisa que nunca passaria; porém passou, e tudo que me restava era só a confusão. Por isso, eu me blindei com roupas de tecido grosso, para não sentir as brisas que passavam, e quando uma persistia em ficar, logo se ia com tanta facilidade a qual havia chegado. Mas uma única brisa, que persistiu e não saiu dali, me chamou atenção, ela não saia, e acontece que nunca mais saiu dali. Essa brisa é única.
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