Rosas
Tento me sentir a todo momento Cada batimento de mim em mim É um enigma dentro de um enigma Com as palavras tento entender Cada uma desses códigos Que me circulam o meu corpo Me fazem estremecer Decodifico um a um A cada sorriso que abro ao mundo A cada lágrima que dou ao solo A cada passo que dou em mim Me sinto um pouco mais Escrevo um pouco mais Pareço ser raso, e que logo vou acabar Mas eu sou infinito Em cada espaço meu, há mais um milhão de cifras Para eu quebrar Mais quinhentos mil códigos Para eu desvendar E mil e uma perguntas Para eu entender Como me sinto tanto Num pequeno ser Me entender é pisar em espinhos Que se tornam rosas A cada passo, não quero dar Dói, machuca,destrói Me privo a sentir o mundo Mas assim que passo o passo Vejo sua bela cor vermelha sangue Aquela bela rosa, antes espinho, Me lembra do perfume do viver Da brisa do alvorecer Do silêncio do entardecer Do escuro ao anoitecer E da vontade de viver
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