Ambivalência
Você me mata. Quando me olha, Quando sorri. Quando fala. Quando ri. E me mata mais ainda Quando me ignora, Quando se cala. Quando se aquieta, Quando vai embora.
Continuar lendo
@GrayEyes · desde 2019
Amar é algo complicado, E eu sou um cara preguiçoso. Então vou deixar isso de lado, Bem melhor dormir um pouco.
40 poemas 73 seguidores 63 seguindo
Você me mata. Quando me olha, Quando sorri. Quando fala. Quando ri. E me mata mais ainda Quando me ignora, Quando se cala. Quando se aquieta, Quando vai embora.
Continuar lendoEstou cansado. Estou quebrado. Escrevo inutilmente. Não vai adiantar. Nada adianta. Nunca adianta. Eu não sei o que fazer. Não sei como fazer. Nunca melhora. Nunca. Só passa, Mas logo volta. E volta com tudo.
Continuar lendoO amor está muito bem escondido, Parece-me, não quer ser encontrado. E quando o procuro, todo aflito, Eu me machuco, ao encontrá-lo. O amor se esconde em livros, Nas páginas de um romance barato. Mas eu, sempre muito incisivo, Ainda insisto em procurá-lo. O amor não quer ser encontrado – ou melhor, que eu o encontre.
Continuar lendoO amor é pura ficção, Uma tolice desenfreada Ele vem, acalenta o coração, Mas, logo depois, o mata.
E quem imaginaria Que, ao me perder, Sem nem mesmo saber, Só assim eu me acharia?
Eu estou tão perdido... Que quando me procuro, Me perco ainda mais Em mim mesmo.
Sou um esboço de mim mesmo, Uma ideia ainda imperfeita E meus traços são todos erros, Pois fui escrito à mão, com caneta. Sou como um rabisco avulso, E fui escrito à mão, com caneta. Um desenho incompleto e confuso, Que não tem pé e nem cabeça.
Continuar lendoA solidão me abraça, O tédio me acompanha A alegria me estranha. O amor me mata (de novo)
Tu me encanta e nem sabe, Com teus cabelos douradinhos, Os teus olhos miudinhos. E essa tua mocidade. Tu me encanta e nem sabe, Com tua voz quase feérica, Suas covinhas tão discretas E essa tua seriedade. Tu me inspira e nem vê, Com sua filosofia simples, Teu vocábulo meio chique. E com teu jeito de ser. Tu me inspira e nem vê, Que admiro seu altruísmo, Este seu pragmatismo, E, céus, que eu gosto de você!
Continuar lendoHá tantos amores líquidos, E o meu, bastante sólido... Um amor demasiado vívido, É intenso e muito sortido. Ele é a epítome da coisa, A essência do significado. Às vezes, é uma fantasia boba E noutras, um amor sofisticado. Mas há tantos amores líquidos, Que até dá pra fazer um oceano. Mar cheio de amores fingidos, E inundado de falsos "eu te amo" O meu amor não é físico, Mas é um pouco metafórico. É essencialmente metafísico, Substancialmente categórico.
Continuar lendo