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Giovanni Pelluzzi

@GiovanniPelluzzi · desde 2021

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Poesia

Antes Que O Sol Diga Seu Nome

Antes que o sol diga seu nome, a madrugada abandona os seus segredos. O cĂ©u, ainda ferido pela noite, abre lentamente os olhos do infinito. No silĂȘncio entre a sombra e a claridade, hĂĄ um instante em que tudo parece suspenso: o mundo esquece por um segundo quem era, e renasce sem precisar explicar-se. EntĂŁo a primeira luz toca a terra como quem toca uma cicatriz antiga. E eu percebo, diante do dia que começa, que nascer tambĂ©m pode ser uma forma de permanecer. Giovanni Pelluzzi

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CĂ­lios na Folha em Branco

Eu nĂŁo sei da realidade da vida, nĂŁo me importa o infortĂșnio do caos. Viver Ă© bem simples quando os olhos descrevem a alma. CĂ­lios dançam na folha em branco, perfazendo poesias em liras, enquanto o silĂȘncio, em suas margens, desenha aquilo que a palavra nĂŁo explica. E assim, entre o caos e a existĂȘncia, aprendo que viver talvez seja apenas contemplar o que os olhos conseguem sentir. Giovanni Pelluzzi

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À Margem do Rio

À margem do rio, deixei meu pranto correr, como quem entrega ao tempo o peso de viver. Cada lĂĄgrima levava um medo escondido, e a corrente devolvia um coração renascido. Descobri que o amor nĂŁo prende nem faz calar; Ă© um vento que ensina a alma a navegar. E, quando a fĂ© abraça o silĂȘncio do caminho, atĂ© a dor floresce em delicado carinho. No espelho das ĂĄguas aprendi, enfim: quem encontra a si mesmo nunca chega ao fim. Giovanni Pelluzzi

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JĂșbilo Oculto

Meu jĂșbilo dorme no inconsciente, Qual fonte oculta sob a solidĂŁo; Nem o tempo o dissolve lentamente, Nem lhe consome a secreta floração. Habita a sombra virgem da memĂłria, Onde o silĂȘncio aprende a florescer; Ali nĂŁo hĂĄ derrota nem vitĂłria, SĂł o eterno mistĂ©rio do viver. Se o mundo em cinzas veste o meu caminho, Conservo acesa a luz que nĂŁo se vĂȘ; Pois todo jĂșbilo, secreto e sozinho, É flor que nasce onde ninguĂ©m crĂȘ. Giovanni Pelluzzi P.S.: Agradeço a todos que aqui deixaram um pouco do seu tempo para ler meus escritos. Abraços!

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Meu Céu

Meu céu nunca viu um sol, nunca se sentiu só. Ah, meu Deus, nunca fui igual. Jamais fui ao inferno, nunca vi as dores nas cores dessa alma em aquarela. Dessa terra modesta, de poeira encoberta pelas lågrimas de outrem. Giovanni Pelluzzi

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Morte SĂșbita

Céu, estrelas, vento, frio, fragmento. Corpo insano, tédio, prédio, calafrio tardio, décimo sexto andar. ...Voar e voar. Giovanni Pelluzzi

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DĂĄdivas

Luas claras, olhos de estrelas. Voam por seus espaços, alĂ©m do meu infinito. O vento leva os sonhos que a noite quis guardar; cada brilho do silĂȘncio me ensina a esperar. Se o cĂ©u chamar meu nome, seguirei sem hesitar; pois entre luas e estrelas aprendi a me encontrar. Giovanni Pelluzzi

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Do Outro Lado da Cidade

Vento que sopra na serra, leva o amor de quem o tem; deixa o céu um tanto frio na madrugada de alguém. E a neblina que desce lenta sobre os campos do luar guarda nomes e lembranças que o tempo não quis levar. Giovanni Pelluzzi

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OĂĄsis de Mim

Retomo meu lugar, onde os olhos ousam fitar. Paralelas, paradigmas, insolentes, ofegantes, no oĂĄsis desĂ©rtico de mim. Semeio silĂȘncios em ruĂ­nas, colho vestĂ­gios do que nĂŁo vivi. Entre miragens e verdades, desfaço o que pensei ser firme, reaprendo a existir. E no sopro breve do tempo, recomponho o que perdi. Sou passagem e permanĂȘncia, areia que o vento redesenha, mas insiste em ser aqui. Giovanni Pelluzzi

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Viver de Amor

Viver do amor, do amor assim pra viver, respirar teu nome no ar sem nem perceber. Morrer de amor, tanto assim por vocĂȘ, como chama que arde sem nunca se conter. Se for sonho, nĂŁo acorde, se for dor, deixa doer, porque atĂ© no silĂȘncio eu sĂł sei te querer. Viver do amor, mesmo sem entender, pois no fim da estrada sempre volto a vocĂȘ. Giovanni Pelluzzi

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