Sol no horizonte
Amor Há muito doidos bem mais apaixonados do que eu pela vida. Há doidos que sabem viver bem, de suas próprias maneiras. doidos que não temem diante do medo. doidos que não sentem medo do amor ou de amar. Eles simplesmente sorriem, acenam com uma de suas mãos para o amor. Distantes um do outro, Os dois fingem que a saudade nunca bateu em seus corações cheios de dores. Sentado em seu banco, ele espera o amor. Aproxima-se de mansinho, com os seus olhos quase anjo, quase adulto. E o amor olha fundo em seus olhos, beijando o moço triste, como se tudo ali fosse nada. De pernas cruzadas, o amor vence, senta, toma morada sob duas pernas nuas. Um volume aumenta, Ao meio... uma dança de duas bocas acontece. Então nasce o sol no horizonte, apagando toda a dor antiga. — Gerson Vieira da Conceição
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