Aprisionada nesse evento tão cruento,
Onde as lágrimas serviram de alimento.
O sangue que escorria era fortaleza;
O vermelho vivo me enchia de destreza.
A intensidade do meu amor foi sobrenatural;
Suportar o teu corte na união sexual.
Os teus toques violentos já haviam denunciado,
Mas esse meu amor me deixou paralisado.
Palavras de perdão já não são suficientes,
Amor torvo que me deixaste doente.
Oh ópio, ópio que me cegaste,
Esse amor quase me mataste.
Agora, meu Deus, peço-te encarecidamente:
Preciso fugir dessa união apressadamente.
A tua ajuda será indispensável para eu sobreviver;
Talvez agora seja tarde, mas eu preciso correr.
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Você é a poesia sem hora para acabar,
O arco-íris que no céu vai sempre brilhar.
A nuvem que persiste, mesmo ao anoitecer,
Trazendo motivos para eu sempre agradecer.
Na sua partida, fizeste morada,
E mesmo na dor, estou aliviada.
Sua fragância jamais será esquecida,
Enquanto eu viver, você terá vida.
Meu amor não diminui e nem diminuirá,
Você é a poesia que me faz continuar.
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O anjo da solidão que vivia no bosque da linda cantiga de ninar
Espalhou rumores de que o sol não iria brilhar
Todos ficaram assustados e preocupados
Uma notícia como esta os deixara abalados.
As interrogações começaram a surgir
Imediatamente todos queriam fugir
Seria um eclipse ou uma aurora boreal
Sabiam que a segunda não era natural.
Mas esses rumores não faziam sentido
Transtornavam o dia que era lindo
O anjo estava delirando?
Ou o mundo estava acabando?
O anjo da solidão com seu olhar duro
Encontrou uma jovem de coração puro
Que entre os sussurros do anoitecer
Se viu prestes a adoecer.
O que o curaria daquele sentimento?
Conseguir um coração seria mantimento
Se viu entrincheirado no seu interior
Estava destinado a destruir aquele amor.
Com olhos de coruja,da noite moedas de cobre
Vigiá-la seria sua missão nobre
Em um pôr do sol com um toque imperceptível
Roubou-lhe o coração com uma flecha infalível .
Na vastidão da noite,um véu profundo
Silêncio completo no obscuro mundo
O sol que brilhava com esplendor e luz
Deu lugar às sombras de sua cruz.
Roubar-lhe o coração era pouco
Vê-lo parar era intuito louco
No escuro indizível e manso
Recolheu-se enfim a seu descanso.
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Desfaleço quando os vejo,
é uma prisão que almejo,
longe da hipocrisia que me rodeia,
para escapar desse veneno na veia.
Cercado por esqueletos enigmáticos,
guiados por um tapete mágico,
eles se esbravejam em minha direção,
e apedrejam os meus pedaços com precisão.
A misantropia toma conta do meu ser,
em um mundo insensato, é difícil viver.
Vejo batotas em todo caminho;
contemplo a mim mesmo, perdido e sozinho.
Qual é o sentido de continuar?
A realidade é dura: não adianta sonhar.
Arapucas à vista, conversas fiadas;
no acúmulo de falsidade, sinto-me desamparada.
E enquanto a dor me consome por dentro,
sinto que a vida se torna um tormento.
Na sombra do abismo, onde tudo se apaga,
a solidão é abrigo; a esperança se esvaga.
E assim, deixo o mundo para trás,
num silêncio profundo, onde a dor não faz mais.
O peso da existência não posso suportar;
na calma do fim, finalmente vou descansar.
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Eu sou eco.
Mesmo quando o mundo não me ouve,
minha existência ressoa.
Simplesmente sendo quem sou,
no assombro de um amor,
eco que ecoa até a longitude
e espalha sua inquietude.
Sem limites, indo até o possível,
ecoando sem autorização,
porque o eco não é pedido, é sentido com precisão.
Eco que se expande no escuro,
que tem voz no silêncio,
eco que, às vezes, fala para quem não devia escutar
e que aprende só no seu silenciar.
O eco? Não!
Simplesmente eco.
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Em questão de segundos
Muita coisa pode acontecer
Sentimentos profundos
Que muitos querem esquecer
Julgamentos insanos
Crítica destrutiva
Somos seres humanos
Agimos de maneira emotiva
A questão a ser retratada
Não é a falta de empatia
A questão a ser retratada
É a falta de sintonia
As pessoas perderam o juízo
Não sabem o certo definir
Dizem não para o traumatizo
Mas são os primeiros a te ferir
Entenda como lidar com suas emoções
Se necessário diga NÃO!
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Um novo ciclo se inicia
Começa com agonia
Lágrimas e dor
Mas vai te ensinar a dar valor
Com o tempo
Você vai entender
É inevitável
Tu tem que sofrer
Seu corpo mudará
Sua voz engrossará
Sobre os poros
Eu preciso comentar?
É um processo diferente
Nada igual será
Mas tudo bem
Você se acostumará
Sua mente
Tentará te enlouquecer
Tome cuidado
Para não morrer
Você provavelmente se sentirá só
E com muita dor
Sua vida
Vai perder a cor
Mas fique tranquilo
Tudo vai passar
Só tome cuidado
Com os pensamentos de se matar
E quando a depressão começar surgir
Por favor
Conte para mim
Estarei aqui para te ouvir
Você vai se apaixonar
Mas cuidado para não se machucar
Não se entregue antes de casar
Seu corpo é precioso
Precisa cuidar
Controle seus hormônios
Não se deixe levar
Não caia no vício
De drogas e álcool
Pois vai te matar
Estude, organize-se
É muita matéria
Mas você não vai surtar
Acredite você conseguirá
E por fim
Aproveite essa fase
Divirta-se
Seja feliz
A vida passa por um triz.
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Fui diagnosticada
Eu até já imaginava
E pra piorar não tem cura
Ao receber essa notícia
Meu semblante muda
Não lembro o último verso
Sei que me olham com diferença
Parece até que sou de outro planeta
Para esquecer as cicatrizes dessa doença
Tento desabafar com a caneta.
Mas as vozes estão dizendo
Que não vai adiantar
Eu começo a chorar
E elas a me zombar
Me perco na minha mente
Escrava do subconsciente
Ninguém me entende
Tenho um mundo meu
Ninguém vê
Estão todos ocupados com a TV.
Me afastei das pessoas
Não quero conversar
Isso é o desabafo de uma pessoa
Que pensa em se matar
Não sei mais o que pensar
Depressão ou esquizofrenia?
Realidade ou só poesia?
Por que não passa igual alergia?
Só eu que não tenho direito a alegria?
Estou cansada
Totalmente frustada
É mentira sua
Para de falar
Não para
Eu não quero
Para de me pertubar.
Tem uma voz aqui dentro
Cala a boca!
Ssh!
Ssh!
Quietinha...
Ssh!
Caladinha...
Ssh!
Ahh
Por favor
Alguém faz ela parar
Não aguento mais essas vozes
No meu ouvido falar.
Eu vou deitar
Alguém torce para eu não acordar
Não é que eu não queira viver
Mas desse modo não dá para ser
Mais um doce no copo
Tenho de tomar
Só acho estranho
Eu tombar
Toda vez que tentam me medicar.
O que eu estava falando?
Sobre o que era?
Já nem sei mais se é delírio ou poesia
Se é depressão ou esquizofrenia
Só sei que não conheço a dona alegria.
Geisa Costa
@welli_ngton
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Tragicamente lindo o nosso amor
Pena que ele nem durou
Foi só na minha imaginação
Que você me amou.
E minha imaginação
Parece que quer me matar
Amar você é um castigo
Espera...
Tô com falta de ar.
Mal consigo respirar
Eu nem posso te tocar
Insisto em me machucar
Imaginando algo que nunca vai se realizar.
E agora não sei
Se a morte é minha solução
Por que amar você
É como estar em uma prisão.
O que é a morte?
Perto dessa dor que sinto no coração
Imaginei tudo tão bonito
Mas amar está sendo tão dolorido.
O amor é uma ilusão
Quando não somos correspondido
Destrói a paixão
É uma dor terrível
Que quebra o coração.
Me enlaçou, enganou
Não sei se posso confiar
Espero voltar a amar
Só tenho que pegar a pá
Meus cacos juntar
Por curativo
Um dia vai sarar
Preciso de tempo para me curar.
Geisa Costa e Wellington Oliveira
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Sejam bem vindos ao mês de setembro
Onde falar de depressão não passa de um padrão
E dizer não ao suicídio é simples como piscar
Mas ajudar de verdade
Ninguém quer tentar
Bem vindos a setembro
Onde as pessoas vão dizer
Pra você não desistir de viver
Mas não se preocupam nem um pouco com você
Bem vindos a setembro
O mês da falsa tolerância
O mês onde eles postam
Coisas sobre esperança
Esperança que acabe os suicídios
No país
Esperança que você consiga ser feliz
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