Escrevo para te orientar,
Sobre qual caminho cruzar
Ainda sim, esperas mais
Por causas e coisas tão banais;
Escrevo-te ainda sobre ganhos
Mesmo que para isso precise sacrificar
Ser desprovida de qualquer sinceridade
Nesse mundo de mentiras e falsidades,
É essa a realidade;
Escrevo-te também sobre perdas,
O que aqui se torna indispensável ou irrecusável
Dispenso qualquer lágrima ou afeto
Não servirá para menos que me confrontes
O que a faz desleal a mim e a minhas demandas
E o fim de uma história profana.
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Continuamos nos amando, ainda mesmo que
Raízes controvérsias hajam no meio
Turbulenta vida minha, sua? Gota d'água.
Tempestade é uma simplicidade perto do que há
E não há o que mudar, não por enquanto
Se acostumar é a saída, triste vida, triste vida;
Mas o que há de tão ruim nisso?
Já esteve pior, são fases; o contentamento é
Imaginar caminhos para mais a frente trilhar
Não há o que mudar, não há.
É tudo uma ilusão, não ocorre assim
Tento mostrar mas não posso fazer mais
É tudo tão cansativo, doloroso e irritante
Há dias nem tão assustadores, mas nem sempre
Confiança não há, nunca houve
Mente contorcida e pertulenta
Tanto que ninguém aguenta.
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