Dura envergadura e o fluxo fluvial
Um papo particular Eis que nada me ocorre Nenhum lugar Nada vive, nada morre Dentro, aqui, de mim Fora lá, nada socorre Vi, vim, venci, O tempo não corre Sem Ti, sem fim em si Triplo de um quinquênio Metade do segundo decênio Compêndio, abstraí Inexorável, inefável, no vazio, vão Afanado do que viveria, Mas aparentemente são Um dia a mais ou menos um dia Inexpectado, sem significado Fardo Sois aquele pedacinho de passado Mofado Laçado, decretado Perdi nada e tudo, isento Sei e sou. Alento Dei e dou, ao vento Sempre certo, categórico Tu fostes pelo fluxo E não pelo próprio pensamento Eu na soberania, estóico Vil, servil, um peixe num rio Sou gris, nanquim, esteio no firmamento Oposto, nas palavras, no brio Idílio Posto que é irresignável encontro E trato como evento neutro Não sou escravo, nem és enclave Pífio, apesar do que se sabe Por que não eu? Você sempre respondeu: - "Não sei, mas você, não" Agora, arrependimento ou remissão? A lei do cordão no coração (TI: A Origem, A Fonte, Theos)
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