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Gabriel

@GabrielS · desde 2019

“Eu escrevo para salvar a alma.” - Fernando Pessoa

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Dos destinos

Me pareceu uma estrada de linha reta Ia a passeio permanente, só ida Seria meu paradeiro, minha saída Mas de repente, de forma discreta Derraparam-se as retas E perdi-me do destino Desatino, à decisões certas E sem setas, sigo indo.

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Vida

Dos vícios

Um dia supero meus vícios, Darei sumisso na negligência Levarei a sério os indícios Assim, despisto a dependência Talvez sinta em abstinência Uma latência de ceder Uma urgência de reaver Algo a encher a ausência Mas, renitência Penitência é o que resta

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Amor

Das paixões

Me apaixono muito fácil Mas um dia eu aprendo Que não há fórmula hábil, Nem perfeito efeito sereno Toda paixão passageira Todo amor momentâneo Quando sairei dessa cegueira ? Desse baumoniano contemporâneo Quem sabe no instante Em que constante seja o amar, Talvez correspondido, será ? Sei que irei distante, contente g.s.b

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Sorrisos

Dê atenção aos sorrisos Claros avisos Cativantes Quase abrigos E quando sinceros... ah Encerro assim Digo que são reflexo do *Eros* De qualquer querubim Ou d'um humano apaixonado

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Vida

Velharias

Apegado a velharias, Velhos gostos Memoráveis rostos Motivos de antigas alegrias Na tentativa de zelar Nostálgicos sentimentos, Como sorrisos a estrelar Turvas memórias, de perdidos momentos Passados... Pois a mudança nos cerca E no certo me desconcerta, Me deixa em pedaços Mas assim é a vida Passos são dados Andamos de forma ávida A passar vívidos passados Mas não me conformo... A cada um que em mera existência Seja motivo de minha nostálgia, informo: Agradeço, pelas boas memórias, a qual deixei para trás somente depois de boas lágrimas

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Amor

Pseudo Paixões

As vezes me apaixono por diversão, Pois a aversão a razão me atrai Me diverte imaginar o futuro em ilusão E agraciar o talvez do que se abstrai Pois as paixões agora passam Periódicas cronometradas a carência, Claustro a apaixonados em abstinência Do amor, de corpos que se entrelaçam g.s.b

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Amor

Quem dera...

Quem me dera uma dama A que com calma chama Sem calma viesse a me esquentar E acalmar a alma, no mero ato de amar Sem incertezas circunstanciais Ou sutilezas existenciais Que fossemos abruptos Ou calmos initerruptos Adaptáveis a circunstância Maleáveis a irrelevância Resistentes a adversidades Docentes da felicidade g.s.b

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Vida

Procrastinando a Vida

Matando provas  Como quem mata angústias Como quem em murmurias sabe o que faz  Andando calado com um sorriso ceifado  Por uma renitente consciência, Rendido à culpa  Oculta a tempos meio a auto-indugência  g.s.b

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Vida

Minha boçal utopia

Quando não doer amar E a carga for de porte Serei fidedigno suporte E me firmarei como pilar Par de quem me queira Lar de quem me caiba, A amar além da beira A exceder a pura lábia Pura, santa de tão suja Por saber onde se encaixa Meio aos meios embucha Procura procura, até que acha g.s.b

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Viva!

Amigo, viva enquanto lhe há vida Pois vívidos, são até os restos, De momentos em alegria ávida De paixões em perdões honestos Enquanto lhe brilha o sol num sorriso E lhe afaga a alma um abraço amigo Viva,pois mesmo no âmago do rebuliço  Haverá luz, a afofar-lhe um abrigo  g.s.b

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