Me pareceu uma estrada de linha reta
Ia a passeio permanente, só ida
Seria meu paradeiro, minha saída
Mas de repente, de forma discreta
Derraparam-se as retas
E perdi-me do destino
Desatino, à decisões certas
E sem setas, sigo indo.
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Um dia supero meus vícios,
Darei sumisso na negligência
Levarei a sério os indícios
Assim, despisto a dependência
Talvez sinta em abstinência
Uma latência de ceder
Uma urgência de reaver
Algo a encher a ausência
Mas, renitência
Penitência é o que resta
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Me apaixono muito fácil
Mas um dia eu aprendo
Que não há fórmula hábil,
Nem perfeito efeito sereno
Toda paixão passageira
Todo amor momentâneo
Quando sairei dessa cegueira ?
Desse baumoniano contemporâneo
Quem sabe no instante
Em que constante seja o amar,
Talvez correspondido, será ?
Sei que irei distante, contente
g.s.b
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Dê atenção aos sorrisos
Claros avisos
Cativantes
Quase abrigos
E quando sinceros... ah
Encerro assim
Digo que são reflexo do *Eros*
De qualquer querubim
Ou d'um humano apaixonado
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Apegado a velharias,
Velhos gostos
Memoráveis rostos
Motivos de antigas alegrias
Na tentativa de zelar
Nostálgicos sentimentos,
Como sorrisos a estrelar
Turvas memórias, de perdidos momentos
Passados...
Pois a mudança nos cerca
E no certo me desconcerta,
Me deixa em pedaços
Mas assim é a vida
Passos são dados
Andamos de forma ávida
A passar vívidos passados
Mas não me conformo...
A cada um que em mera existência
Seja motivo de minha nostálgia, informo:
Agradeço, pelas boas memórias, a qual deixei para trás somente depois de boas lágrimas
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As vezes me apaixono por diversão,
Pois a aversão a razão me atrai
Me diverte imaginar o futuro em ilusão
E agraciar o talvez do que se abstrai
Pois as paixões agora passam
Periódicas cronometradas a carência,
Claustro a apaixonados em abstinência
Do amor, de corpos que se entrelaçam
g.s.b
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Quem me dera uma dama
A que com calma chama
Sem calma viesse a me esquentar
E acalmar a alma, no mero ato de amar
Sem incertezas circunstanciais
Ou sutilezas existenciais
Que fossemos abruptos
Ou calmos initerruptos
Adaptáveis a circunstância
Maleáveis a irrelevância
Resistentes a adversidades
Docentes da felicidade
g.s.b
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Matando provas
Como quem mata angústias
Como quem em murmurias sabe o que faz
Andando calado com um sorriso ceifado
Por uma renitente consciência,
Rendido à culpa
Oculta a tempos meio a auto-indugência
g.s.b
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Quando não doer amar
E a carga for de porte
Serei fidedigno suporte
E me firmarei como pilar
Par de quem me queira
Lar de quem me caiba,
A amar além da beira
A exceder a pura lábia
Pura, santa de tão suja
Por saber onde se encaixa
Meio aos meios embucha
Procura procura, até que acha
g.s.b
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Amigo, viva enquanto lhe há vida
Pois vívidos, são até os restos,
De momentos em alegria ávida
De paixões em perdões honestos
Enquanto lhe brilha o sol num sorriso
E lhe afaga a alma um abraço amigo
Viva,pois mesmo no âmago do rebuliço
Haverá luz, a afofar-lhe um abrigo
g.s.b
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