Adeus, ó doce ilusão
Por tantas vezes te vi, e abracei. Em meus sonhos, contigo conversei. Eu queria acreditar que seria assim, Que um dia, você sentiria o mesmo por mim. Me dói admitir, mas eu só me iludi todo tempo. Nunca foi possível, mesmo de perto, eu entendo. A doçura, e os risos, foram verdadeiros, mas o sentimento era unilateral. Sei que não me odeia, nunca demonstrou tal coisa, eu imaginei o irreal. Eu preferia que me detestasse, eu entenderia. Eu nunca disse uma palavra, e como poderia? Lado a lado haviam barreiras, das quais não ousei passar. Até tentei, mas a entendi que não iria compensar. É isso, acabou. E você nunca saberá, Fui idiota por querer te amar. Eu te liberto dos meus pensamentos, e da visão idealizada. Por mim, eu digo adeus, mas a lembrança comigo ficará guardada.
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