SENTADO AO LADO DA SOLIDÃO
SENTADO AO LADO DA SOLIDÃO Sentado ao lado da solidão, o tempo se arrasta, É um amigo silencioso, que sempre se despasta. Nos murmúrios da noite, encontro sua companhia, Um eco de pensamentos, uma dança vazia. As paredes sussurram segredos que não sei contar, E a sombra da ausência me ensina a escutar. É ali, na quietude, que a alma se revela, E os medos se apresentam, como uma novela. Sentado ao lado da solidão, eu a observo, Compreendendo suas nuances, o que o coração preservo. É um espaço de reflexão, de dor e de calma, É o abrigo das feridas, é o peso da alma. Mas há beleza na solidão, um instante de paz, É o tempo que me oferece a chance de olhar para trás. E nas memórias guardadas, nos sorrisos perdidos, Descubro que a solidão também tem seus sentidos. É o convite ao autoconhecimento, ao encontro profundo, E mesmo quando a tristeza se instala, é parte do mundo. Sentado ao lado da solidão, aprendo a me amar, E a entender que em momentos, é preciso se encontrar. Então, não temo a solidão, nem me sinto sozinho, Pois nela, descubro forças, um novo caminho. E mesmo que a noite venha, trazendo seu véu, Sentado ao lado da solidão, eu abraço meu eu. Poeta: IVAN GUEDES BLACK JÚNIOR
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