Deidade da vila @GRIOT

Dreads

Meu cabelo é uma raiz com vertentes que simulam meu aprendizado Hoje vi ,vivi ,senti meu cabelo cresceu pois aprendi algo Memória eu carrego em minha coroa de pelos grossos Ancestralidade flui pelos fios Meu corpo sente como rio Hoje cortei minha coroa crespa Sinto que com ela foi tudo que vivi Amargo Quem sou eu ? Me pergunto depois desse fato

Comentários · 2

  1. Maurílio

    Seu poema é uma reflexão profunda sobre identidade, ancestralidade e transformação. A metáfora do cabelo como raiz e vertentes que simulam o aprendizado é poderosa.

    Responder
    1. Deidade da vila

      chega uma hora que é difícil separar o que eu sou sem levar em consideração a minha imagem e no caso vira tudo um só ,nesse caso mn o cultivo do cabelo como uma raiz mesmo é um bagui loko,é algo relacionada a espiritualidade

    2. Maurílio

      Aaah entendi, vlw. muito bom também ☺️ continue escrevendo vc vai longe mn

  2. Maurílio

    O corte da coroa crespa representa uma mudança significativa, e a pergunta “Quem sou eu?” ecoa a busca interior por autenticidade. A sensação de amargura é palpável. Excelente trabalho! 🌟