Carta escrita por uma amiga
O dia começa com o sol batendo na janela. A gente acorda, agradece a Deus por mais um dia e, logo depois, pega o celular. Escova os dentes, arruma o cabelo, segue a rotina. Uns vão trabalhar, outros cuidam da casa. O mundo não para por ninguém. Enquanto isso, cada pessoa está vivendo a própria vida, fazendo algo — igual a você ou totalmente diferente. E aí vem o choque: nem todo mundo se importa. Tem dias em que a mente pesa, os pensamentos não dão descanso. Você lembra de quem disse “pode contar comigo”, mas na hora que mais precisa, essa pessoa some. O mais duro é perceber que você fez de tudo pela amizade, se doou de verdade, e mesmo assim virou a última opção. Mentiras aparecem, promessas se perdem, e o cansaço chega.realidade é que muita gente só se aproxima quando precisa de algo. Parente quer saber quanto você ganha. Pessoas aparecem para pedir dinheiro ou favores, mas não ligam para saber se você está bem, não chamam para sair, não lembram do seu aniversário. Quando você não serve mais, o silêncio vem. Desde criança já dava pra perceber: confiar demais custa caro. O que você fala hoje vira comentário amanhã. Mesmo assim, você cresce diferente, pensa no futuro, tenta fazer o certo. E no fim sobra isso: só Deus não falha. Mesmo cansado, você continua sendo quem é. Se alguém precisar, você ajuda. Se alguém mandar mensagem, você responde. Não porque o mundo merece, mas porque o seu coração ainda é bom — e isso, apesar de tudo, não é fraqueza. É caráter.
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