Não que eu queira que tu saiba.
Não que eu sinta que precise saber disso
- realmente não precisa-.
Nem que eu deseje sentir o pavor de chegar perto de seu rosto e falar,bem baixo,coisas que rimos incessantemente.
-e que desde o princípio eu sabia que riria.-
Espero que demore a saber que desejo estar próxima de ti,tanto que eu possa ver a marca histórica em seu nariz.
Tanto que,possa matar as várias cenas que se passa a luz do dia,descaradamente na minha mente,sem restrições e distrações que me façam perder o foco.
Espero que demore a entender que todas as músicas que sabemos,estão ligadas por algum motivo.
Espero que demore a saber disso tudo...
Espero que seja leve e fluído...
Espero que antes aproveitemos estes elogios envergonhados,cochichos risonhos,mãos atrapalhadas e conversas desenganadas.
Espero que demore a entender isto tudo para que haja história,trama,clímax e a conclusão dessa narrativa.
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O justo e largo sorriso dos seus lábios secos.
De sua pele macia.
Daquele seu perfume lúcido.
Do sol caindo em sua cor cobre,um tom laranjado,tão reluzente....
Olhos em fusão com a pupila.
O tardar com a ventania.
Houve uma questão.
uma atitude
Em uma declaração.
Me fizeram ter prazer.
De que nenhuma consequência me impediria de dizer
Que assaltaria um banco com você.
Mas pois.
Bem quem iria imaginar?
Dois ladrões á dançar em seu próprio crime ingênuo de querer e quererem deixar amar.
O disfarce os coube sem suspeitar.
Tolos.
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A minha própria solidão interta,me sufocava menos
Do que seus braços confusos.
Isso diz muito sobre como nós éramos.
06:38 - setembro.
Tenho de escrever.
Mínimas anotas de prazer do meu viver
favorecer meu ramo de sentir e "ser".
Eu quero desaparecer por muitos dias e desconhecer tudo.
Lembrei que amanhã é meu aniversário
e isso é muito assustador pra mim em algum motivo,porque até ontem, eu era a melhor amiga do Bruno e da ayra no Reinaldo.
E minha maior dificuldade era decorar os Estados do Brasil.
E que até antes de ontem,eu tava com a minha avó na nossa antiga casa,e antes disso eu tava feliz com a minha mãe.
E agora num piscar pra amanhã,eu tô com o meu pai, numa casa aonde eu nem sabia que eu ia permanecer pra toda a minha vida,sem a minha mãe,sem a minha irmã, sem a minha avó, e me sentindo solitária e confusa sobre a maioria do tempo,tentando me enganar que eu consigo ter controle de tudo
Ou pior,controle de mim.
Namorando uma pessoa que me fazia mal até messes atrás, e eu não ter feito nada por não perceber isso,e esse peso de não saber o que fazer na maioria das vezes,vai e está me fazendo sangrar até hj
Com gente nova me conhecendo e eu conhecendo eles tbm,é tão.
Medonho.
Minha situação é tão medonha.
E amanhã,com 16,
Espero não ter que pensar.
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A moradora da cidade turística,é uma turista.
Se ela nunca vivenciou uma terça a tarde,exatamente as três e meia,com três testemunhas de maior idade,da qual talvez podem alegar que lá se sentou,na calçada em frente ao restaurante mais em conta e comum daquela avenida.
Espairecendo os ares das últimas segundas e dos últimos segundos, o que lhe fortalesse o pensamento de estar sozinha?
Ela terá de se acostumar com a monstruosa verdade que ela mesma costurou em sua garganta.
E terá ela para não se arrepender,quando começar a gritar.
Os comércios recolhem as encomendas
Cachorros de rua recolhem os restos da semana repassada.
E se divertem.
Comerciantes, empregados,se organizam
Deixando tudo do mais limpo ao claro possível.
Alguns curiosos saem, como ela, há uma vontade de procurar bons ares e uma boa vista para olhar.
Os grupos de pessoas grandes e pequenas.
De jovens e de mais jovens ainda.
De duplas se amostrandos
Se descobrindo
Algumas,se amando.
Algumas tentando resgatar uma a uma de si pelas ruas.
E a própria moradora turista.
Se diz não saber de si
Não mais do que dos turistas.
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Eu tinha o mínimo de medo de um dia não me orgulhar do passado e de como o tempo me fez desperdiça ele.
De um dia não contar lembrança nenhuma por simplesmente não ter existido ou muito menos não ser propriamente meu.
Algo sobre alguém,da qual me levou até ao trilhos novamente,
Me faz saber que estou errada.
_
Para mim e para você.
Sem nenhuma consequência
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'Pelo caminho da vida foi que percebi que a imensidão dela me joga para escanteio
Como uma sementinha de tangerina jogada ao relento.'
-Rafael Vitor Teodoro
Honestidade
Eu.
Eu não sou honesta.
Nem na Honestidade de afirmar a verdade.
Nem na Honestidade de afirmar a maior mentira.
Eu desfaço o adjetivo e transformo em uma forma de me livrar
Agradar
De poetizar
E esconder.
Entre a pequena chance de me esconder e de me encontrar
A mais segura eu digo sem pensar.
É na de me enganar
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Há um grande período de tempo.
1 .
2.
3.
4.
E até.
5 semanas atrás.
Eu quero escrever alguma coisa.
Pensar em alguma coisa,pra ser mais precisa.
Algo que me emocione,que me traga aquele pedaço que faz quebrar a minha cabeça.
Aquele pedaço que talvez se encaixe,
Ou faça alguma pergunta que traga a resposta.
A resposta
de que?
Se não sei,pra que
.
Más..e se.
A falta da tal.
(Resposta)
For a sua pergunta...(?)
...
Eu não prometi ( quase) nada.
Só me ajoelhei de mãos juntas,por mais uma vez,não escrever sobre (você.) Algo ou o que
-
Muito menos alguém.
-
Só não queria trazer (nós de volta.) nós que grudassem em minha garganta.
Porque jurei que dá próxima vez que sentisse isto,( paixão ) declararia morte súbita.
Mas se escrever isto.
É uma forma de desfrutar se rebaixando aos panos.
( O que eu sinto)
Sem sentir o - deixar -.
(Então declaro a minha última carta de amor)
---- e eu talvez morra com ela.
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