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Mailane Moreira

@Flordelotus · desde 2019

É como dizem, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma... em arte.

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Toerema da colisão

Só Deus sabe o quanto um poeta as vezes pede para não ter inspiração. Mas a vida Ah! A vida ela bate com força numa velocidade de 210km/h com toda aceleração possível do conjunto n° R*. E geralmente a tragédia é bem naqueles momentos que nem a gravidade consegue firmar no chão, o corpo que se encontra nas nuvens. vida Lança fora a vida. Improvável sair um átomo que seja, com vida! vida vida o coração ainda se ilude quando para de bater? sei que sim! Mas torço que não. Porque em meio a tantos defuntos Não existe nada nesse mundo que me assuste mais que viver.

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Acão de graças

O ápice da percepção humana É quando, No auge da tristeza Por tudo que é sagrado Até o sugeito mais ingrato Sorri de alívio. Porque até nas vidas mais desgraçadas, E nos destinos mais miseráveis Há uma brecha Um escape Talvez, uma falha do destino! Quem sabe por misericórdia divina? Um misero motivo para agradecer! Porque ninguém no mundo, Perdeu tanto Que não tenha mais nada a perder.

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Luto

eu inventei mil amores para me curar de uma paixão. que finalmente morreu! e eu também... morri a cada esquina que passei. deixando meus pedaços. Mas felizmente, juntei os meus destroços e posso dizer gozei em muitos aspectos, admito! mas nada se compara ao orgasmo celestial, incessante de ser novamente única COMPLETAMENTE minha.

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Canção do Adeus

Estou indo embora... E não me preparei para a partida, não arrumei as malas, não separei a roupa, não fechei os ciclos. Nem tampouco acostumei o meu psicológico com a idéia de não mais voltar. Nunca tinha sido uma despedida... Até agora! Todas as vezes que deixei essa casa foi com consciência tranquila, De que poderia voltar Até hoje! Hoje, hoje eu caí na real de que todos os momentos vividos serão frutos da memória. Que não passam de saudade daquilo que um dia foi bom. Afinal, um corpo em repouso é um corpo despreparado. Porque mesmo com todos os avisos de uma ida iminente, ele não consegue aceitar que toda matéria viva, morre que toda vitalidade é finita E que partir agora talvez seja irrevogável. E agora? Oremos pela sorte, intecedendo ao destino, que tenha piedade de mim que estou indo embora. E de ti mais ainda, que fica, fica com a responsabilidade de poder ter evitado minha partida. Mas que com teus atos antecipou a minha ida.

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Cartas Capitu part(2)

Querida, O amor desse homem já não me basta! Ama-lo virou rotina. E mesmo o amando em dobro Não seria o suficiente... Sinto-me exausta, Cansada de amar. Desejo a solidão novamente! O silêncio da minha companhia, Quero encontra-me nas entrelinhas, Do ser, ser somente eu. Minha vida segue saturada Não fui avisada Que nem tão fácil é alcançar a satisfação. Nem tampouco Que um amor não substitui o outro.

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Cartas para Capitu

Querida, A quanto tempo já não me perco completamente. Como hoje! Hoje amei, Mesmo sabendo das desgraças que me virão amanhã. Mesmo ciente de que amanhã, não amarei mais. Hoje, cuidei de fazer o que sóbria nunca faria. E se por acaso Amanhã eu morrer Foi porque hoje, hoje vivi intensamente.

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Canção da lua

A lua de um lado E o sol do outro... Tristeza sente a lua Que encontra-se Perdidamente apaixonada Pelo sol. Mas infeliz é a coitada Desfavorecida geograficamente Vive em paralelo ao seu amado! Todavia, Eventualmente os deuses De bom grado Ouve as preces da lua E é quando a magia acontece. O sol encontra a lua E todo o corpo celeste se reuni Para assistir O beijo dos dois apaixonados.

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Insônia

Covardia! Covardia é fazer-se inalcançável Mesmo estando perto. Covardia é invadir os meus sonhos, Fazando-me desejar Nunca mais despertar! Simplesmente Pela decepção de ama-te Somente em sonhos. A tristeza não vem do sonho O problema é acordar...

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Eutanásia

Arranca Quebra Estilhaça Já nem sinto mais! A dor serve de anestesia E a morte? Consola Alivia Liberta Corpos e mentes já desfalecidos Que respondem apenas a estímulos. Isso por serem tão inúteis Que obedecer já virou regra. E a mente? É vazia somente E o corpo? Jaz inerte E a vida? Está perdida, mórbida e sem sentido! E aquilo que era um sujeito Já não passa de cinzas Queimadas pelo sofrimento. De querer Ter Amado Vivido Ter Sido Só um pouco mais que fora. Mas isso agora é Totalmente irrelevante Porque A morte é completamente Silenciosa. E as vezes é só disso que preciso. Do bom e velho amigo Silêncio.

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Volátil

E eu que sou tão desapegada arranquei do meu peito o que restava do coração. E te entreguei. Não estava preocupada se o aceitaria, Tampouco Com tuas incertezas. Meu corpo extasiado, Visava o teu toque suave O teu beijo molhado Ansiava por teu cuidado Pelo mover do teus lábios Pedia teu amor implacável. Transcendendo o tesão, Que a esse momento já era tão vil... Quase insignificante. Fiz dos meus sentimentos outro plano Quando recebi tua reação Tão fútil, tão pervesa As sobras do meu coração virou pó E por bondade divina ganharam asas Se perdendo em algum lugar no horizonte. Não aguentei o baque Me desfiz.

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