Tempus Absēns
Tornei-me refém dos pensamentos, Do futuro incerto, dos vãos lamentos, Agora vivo não mais no presente, Vivo num tempo inexistente: Entre o que foi e o que será. Ora, que deus vai me resgatar? Aquele que apaga a lembrança, Ao descer ao submundo sem esperança? Ou o que, na veia, injeta felicidade, Reduzindo os sintomas da cruel verdade?
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