Salto de Fé
Sim, eles têm razão, não sou. Não sou bom, não sou melhor, Não sou responsável, não sou “eu”, Não sou o que eu queria. Sim, eles têm razão, não faço. Não faço meu dia, meu hoje, Não faço o que devia fazer. No final, eu choro. Choro em frenesi, em pensar mais uma noite, Que não mudei, que continuo o mesmo, Que, se não mudar a direção, eu morro, E triste vai ser o amargo fim. Mas sim, eles têm razão. Sem dinheiro estou, sem razão, Sem forças estou, sem nada, Nada além de Ti. Lembro e relembro do Teu Salmo 23, Que o pão não irá faltar, que irias cuidar. Mas tudo que restou foi esse “Salto de Fé”, Que escrevo entre linhas e rabiscos. - Prado
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