Labirinto do Ceder
Parado, sem noção, no relento, Travado, coração, só lamento. Onde quer, não consegue; Se consegue, não vê luz. Rotina cheia de afazeres, Tento e tento, mas não consigo. No peito, um grande conflito: Se levanta ou se cede mais um dia. Se dorme o dia todo, ou corre atrás da alegria, Se tenta seu melhor, ou se entrega à depressão. Se grita mais uma vez, um grande não, Se clama a Deus que o livre da canção. Se o pecado vem, te puxa e te algema, Te gruda no mais profundo chão, sem pena. Reconhece a raiz de todo mal, sem amor; A pedra na engrenagem do pudor, te mata. Com fé, perdido nessa mata, Tão grande, no labirinto do ceder, Onde a fera me caça, sem piedade, E, a cada dia, Deus me livra da maldade - Prado
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