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Vitória Faria — "Tithania"

@Fariaoliveira · desde 2018

Escrevo porque a vida basta, mas tem de ser lida... No app desde 2018 — retornando após 5 anos de ausência (mas ainda poeta) Instagram: viih_cky

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Poema

O que me basta

Livra-me desta patética existência, ó âmbito do meu eu mais insosso, dos vales tardios da minha consciência, que cedo se apercebeu da desilusão. Desta vida, só rego as dores, as quais bastam para os meus poemas. Porque a vida só não basta... Basta existir e lamentar-me. Ao menos disto tiro proveito: escrevo, pois, para isso, serve a arte. E de consolo levo comigo os versos, tão miúdos e vestidos de hipérboles. Não estou assim tão mal... E sabe-se lá se a vida baste. (Marcando meu retorno ao app depois de 5 anos)

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Vida

Não abra seus olhos

Não abra seus olhos Seus sonhos estarão lá Durma, leve-se pela correnteza de sua mente Pois nunca a entenderá, vive-a Expectativas podem ser alcançadas Não abra seus olhos A escuridão será sua companhia A realidade é tão obscura quanto os sonhos Mundo da ficção, fantasia Não abra seus olhos Enxergue além de onde suas pupilas podem alcançar Não abra seus olhos Esqueça que a vida existe Simplesmente adormeça

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Amor

Intocável

Você é intocável À quantos passos de distância estamos? Quão belo seus olhos podem ser? Desejo-lhe tanto, faz-me espanto Fragmentos de ti estarão em mim Um 'para sempre' não existe Porém se em todos meus passos, Guiar-me à ti, nunca me cansarei deste Deste suposto amor O quanto a noite pode ser clara? O quanto o frio pode ser quente? O quanto meu coração te deseja O quanto seu olhar me rejeita Lembro-me, lembro-me do dia Do dia em que me tornei alguém para ti Tão intocável e improvável De um possível amor, deixou-me apenas ao seu lado Amor? Mereces, mereces alguém Pois lembro-me do dia em que me tornara alguém para você O vi tão irradiante Não, não há semelhança com a lua e o quão luminosa possas ser És tão intocável, improvável És como uma estrela, brilho próprio Tão intocável, além do que posso alcançar Encontre, encontre alguém que vá até o universo por ti Pois lembro-me do dia em que me tornei alguém para ti Senti-me tão pequena e você tão improvável Uma luz irradiante, candente para mim, mas calor para alguém Encontre, pois lembro-me Lembro-me que te amo O quanto seu amor é intocável Nosso destino é improvável

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Amor

Paleta de cores

O que posso fazer? Eu lhe quero, mas não posso tê-lo Éramos como nos filmes de romance Porém ficou tudo em preto e branco Sou insuficiente para você Embora um dia fosse o que desejava A joia bruta que poderia ser nossa história Rompeu-se em milhares de cacos Queria retornar para os tempos dos amores Das declarações despejadas O tempo em que éramos nós Em nossa reluzente paleta de cores Meu desejo não é o seu Me esforçara para dar-lhe o mínimo que pudesse Mas nunca será comparado ao que seu coração desejas Jamais serei suficientemente compatível Não desejo que meu coração seja sempre seu E que me destrua para reconstuir o nós Nós dos filmes de amores A nossa paleta de cores Dizem que toda história tem um fim Na nossa, não existiu-se um começo Mas sempre fora o que eu desejava Viver ao seu lado E transformar em aquerela Aquela paleta de cores tão amada

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Sinto-me perdida

A cada gota de chuva que cai O mar de minha vida vem a se revoltar E as lágrimas que passam despercebidas Juntamente com a dor se faz morada Meu barquinho pequeno para se navegar Vem a se afundar na tempestade de minha alma A revolta faz me afogar Tampouco sinto ar para um último suspiro Um trajeto linear se fora perdido Talvez outrora nunca tenha existido Sinto-me perdida Uma navegante sem mar Onde encontra-se um vazio infinito Habitante da dor, sem amor, enfim solidão... Explorar um mar escuro e tempestuoso Não lhe parece perigoso? Hesite em arriscar-te nesta prisão Navegante solitária, este é o seu destino Negar-te não lhe trará paz Tampouco o vento irá parar de soprar Sinto-me perdida Exploradora sem direção Tempestade passageira nunca existira Viverei para sempre neste mar agitado

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Amor



Não lembre-me da dura realidade Não faça-me chorar lágrimas de dor Embora contos de fadas não existam Deixe-me sonhar com algo incerto Embora enfatize que me amas Tampouco poderei acreditar no sentimento que descreve Pois suas palavras me ferem e dizem o contrário Para ti, o amor realmente é existente? Avisto um horizonte obscuro Onde embora acredite, não sei se nele há luz No mais profundo dos profundos Realmente um dia houve verdade? Por que me faças duvidar? Duvidar de ti e de mim mesma Isto fragmenta-me aos poucos Tudo que aqui há, deseja dissipar-se Não fora de minha escolha regressar aos prantos Porém a confusão que o fez nesta morada é inimaginável Embora haja um abismo entre mim e este horizonte Não me faças crer que ao chegar dentre a beira, cairei Pois seria incrível se possivelmente voasse Permita-me imaginar o repousar em seus braços Deixe-me te amar como lhe amo agora Talvez me seja o mais feliz dos sentimentos neste momento Adentrar o futuro ou o passado, tampouco importa Estamos aqui, no presente Se em ti, neste horizonte, não lhe existe amor como em mim há Não engana-me com este equívoco Diga-me as verdadeiras verdades Logo poderei expandir meus céus até ti Ou retornaria ao meu mar solitário Enfim, és meu horizonte, meu presente amado

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Amor

Fique mais um pouco

Estrofes sem versos Assim é a minha mente Não tente entender-me Pois aqui só há escuridão Se lhe considero minha luz Por favor, não venha a apagar-se Quanto mais o caminho torna-se estreito Caminhar sozinho passa a ser inevitável Porém se lhe manter próximo à mim Significa lhe fazer feridas incuráveis Ponho-te acima de mim E deixo-lhe partir, já que outrora este seja o caminho para sua felicidade Talvez seja mais fácil viver somente com o frio Porém fui feita com sentimentos Dito estes que se tornam difícil desapegar-me Não quero perder aquilo que me considero precioso Tampouco ofuscar a felicidade que em ti admirava tanto E, pensar que em nós há semelhanças Faz-me querer-te como meu abrigo Onde tudo nos afeta Sendo-nos pequenos infinitos Em que tudo nos faz mais fortes És mão amiga que sei que poderei contar por muito tempo Desculpe-me por não agarrá-la com a força que lhe era esperado Sinto-me abalada e sem força a cada dia E, sei que consegue ler-me como ninguém Porém deculpe-me se não consigo reparar tudo o que me torna errada Juro, estou tentando e, saber que posso contar com suas palavras Não elas de consolo, mas muitas vezes da razão Faz me crer que não estou tão só neste mundo Que não existe apenas eu Nem somente a minha "razão" Que não estou sozinha E, que ainda tenho muito o que viver Então peço-lhe, fique mais um pouco

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Amor

Em branco

Posso dizê-lo que estes versos estão em branco Assim como o que um dia fora minha mente Encontro-te em todas as razões que vejo para sorrir E sem ti meu mundo torna-se desbotado Encontra-me outra vez Ache-me no mais profundo do seu coração Por favor, não diga que me esqueceu Pois o amor que um dia foi seu, ainda habita aqui Não vais embora devido aos meus erros Juro, nenhum mal queria fazê-lo Meu coração a ti ainda pertence Sinto muito se não demonstrei de maneira devida Na minha mente em branco, você nunca me amou Será que poderíamos fazer o tempo voltar a andar? Apenas necessito de ti para que se torne realidade Desculpe-me se meus versos são repetitivos Mas seria sem sentido se os mesmos não lhe dissessem que te amo Quero-te somente para mim Pinte minha mente em branco com os tons de sua paixão Talvez eu não mereça tamanha perfeição Porém lhe farei de tudo para ser merecida O relógio outra vez poderá marcar as exatas horas Só preciso que você segure minhas mãos Vamos junto recuperar o tempo perdido Colorir o mundo dos tons do nosso amor Apenas não me deixe só com meus versos em branco Os mesmos sempre se dedicarão a ti Em todas as palavras, estrofes e poemas Deixarei claro para ti que não desejo perder-te

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Prisão de sentimentos

Eu preciso manter a calma E esquecer que esses pensamentos podem me matar Eu necessito cegar me Para enxergar que não há mais solução São sentimentos que me prendem Impedindo me de avançar Em estado de retrocesso Recolho toda a dor que nunca pus a plantar O fardo que tornou se meu melhor amigo A opção de desistência que simplesmente não consigo aceitar A felicidade que nunca existiu Se fora junto com a minha alma de alguém que ousou confiar Prisão de sentimentos As algemas são apertadas Tentei escapar de mim mesma Mas quais caminhos seguir quando você se abandona para trás? Meus sorrisos de dor passam hoje despercebidos Pois as máscaras se reforçaram E, não há ninguém que possa me libertar Me prendi a mim mesma E a sentimentos inconclusivos

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Inexistência

Ousei me afastar e, percebi que minha presença nunca esteve presente Um grande borrão na minha vida Me impede de fazer a diferença, como outrora fazia sem nenhum muito esforço Eu não sou mais a luz que um dia lhe guiou Sou a sombra do farol que um dia se apagou Eu me perdi em mim mesma tentando te procurar Pois um dia prometeu que viveria em mim para sempre Eu só pude acreditar, me iludir com uma luz a me cegar Segui por um caminho que nunca fora minha escolha caminhar Agora encontro me sozinha, somente com a minha inexistência Eu já não faço mais diferença... Eu decidi sumir, embaçar meus sentimentos Para que nunca mais os seguisse com tanto fervor Para assim não mais me machucar E tampouco seguir rumos por um amor enganador É um sentimento inexistente E, já não vejo mais saída além dos meus versos inversos Sem nexo, mas sentimentos que tentam se apagar É simplesmente uma dor existente de alguém que está "inconsciente" ... ...Inexistente... Inexistência

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