Livra-me desta patética existência,
ó âmbito do meu eu mais insosso,
dos vales tardios da minha consciência,
que cedo se apercebeu da desilusão.
Desta vida, só rego as dores,
as quais bastam para os meus poemas.
Porque a vida só não basta...
Basta existir e lamentar-me.
Ao menos disto tiro proveito: escrevo,
pois, para isso, serve a arte.
E de consolo levo comigo os versos,
tão miúdos e vestidos de hipérboles.
Não estou assim tão mal...
E sabe-se lá se a vida baste.
(Marcando meu retorno ao app depois de 5 anos)
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Não abra seus olhos
Seus sonhos estarão lá
Durma, leve-se pela correnteza de sua mente
Pois nunca a entenderá, vive-a
Expectativas podem ser alcançadas
Não abra seus olhos
A escuridão será sua companhia
A realidade é tão obscura quanto os sonhos
Mundo da ficção, fantasia
Não abra seus olhos
Enxergue além de onde suas pupilas podem alcançar
Não abra seus olhos
Esqueça que a vida existe
Simplesmente adormeça
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Você é intocável
À quantos passos de distância estamos?
Quão belo seus olhos podem ser?
Desejo-lhe tanto, faz-me espanto
Fragmentos de ti estarão em mim
Um 'para sempre' não existe
Porém se em todos meus passos,
Guiar-me à ti, nunca me cansarei deste
Deste suposto amor
O quanto a noite pode ser clara?
O quanto o frio pode ser quente?
O quanto meu coração te deseja
O quanto seu olhar me rejeita
Lembro-me, lembro-me do dia
Do dia em que me tornei alguém para ti
Tão intocável e improvável
De um possível amor, deixou-me apenas ao seu lado
Amor? Mereces, mereces alguém
Pois lembro-me do dia em que me tornara alguém para você
O vi tão irradiante
Não, não há semelhança com a lua e o quão luminosa possas ser
És tão intocável, improvável
És como uma estrela, brilho próprio
Tão intocável, além do que posso alcançar
Encontre, encontre alguém que vá até o universo por ti
Pois lembro-me do dia em que me tornei alguém para ti
Senti-me tão pequena e você tão improvável
Uma luz irradiante, candente para mim, mas calor para alguém
Encontre, pois lembro-me
Lembro-me que te amo
O quanto seu amor é intocável
Nosso destino é improvável
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O que posso fazer?
Eu lhe quero, mas não posso tê-lo
Éramos como nos filmes de romance
Porém ficou tudo em preto e branco
Sou insuficiente para você
Embora um dia fosse o que desejava
A joia bruta que poderia ser nossa história
Rompeu-se em milhares de cacos
Queria retornar para os tempos dos amores
Das declarações despejadas
O tempo em que éramos nós
Em nossa reluzente paleta de cores
Meu desejo não é o seu
Me esforçara para dar-lhe o mínimo que pudesse
Mas nunca será comparado ao que seu coração desejas
Jamais serei suficientemente compatível
Não desejo que meu coração seja sempre seu
E que me destrua para reconstuir o nós
Nós dos filmes de amores
A nossa paleta de cores
Dizem que toda história tem um fim
Na nossa, não existiu-se um começo
Mas sempre fora o que eu desejava
Viver ao seu lado
E transformar em aquerela
Aquela paleta de cores tão amada
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A cada gota de chuva que cai
O mar de minha vida vem a se revoltar
E as lágrimas que passam despercebidas
Juntamente com a dor se faz morada
Meu barquinho pequeno para se navegar
Vem a se afundar na tempestade de minha alma
A revolta faz me afogar
Tampouco sinto ar para um último suspiro
Um trajeto linear se fora perdido
Talvez outrora nunca tenha existido
Sinto-me perdida
Uma navegante sem mar
Onde encontra-se um vazio infinito
Habitante da dor, sem amor, enfim solidão...
Explorar um mar escuro e tempestuoso
Não lhe parece perigoso?
Hesite em arriscar-te nesta prisão
Navegante solitária, este é o seu destino
Negar-te não lhe trará paz
Tampouco o vento irá parar de soprar
Sinto-me perdida
Exploradora sem direção
Tempestade passageira nunca existira
Viverei para sempre neste mar agitado
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Não lembre-me da dura realidade
Não faça-me chorar lágrimas de dor
Embora contos de fadas não existam
Deixe-me sonhar com algo incerto
Embora enfatize que me amas
Tampouco poderei acreditar no sentimento que descreve
Pois suas palavras me ferem e dizem o contrário
Para ti, o amor realmente é existente?
Avisto um horizonte obscuro
Onde embora acredite, não sei se nele há luz
No mais profundo dos profundos
Realmente um dia houve verdade?
Por que me faças duvidar?
Duvidar de ti e de mim mesma
Isto fragmenta-me aos poucos
Tudo que aqui há, deseja dissipar-se
Não fora de minha escolha regressar aos prantos
Porém a confusão que o fez nesta morada é inimaginável
Embora haja um abismo entre mim e este horizonte
Não me faças crer que ao chegar dentre a beira, cairei
Pois seria incrível se possivelmente voasse
Permita-me imaginar o repousar em seus braços
Deixe-me te amar como lhe amo agora
Talvez me seja o mais feliz dos sentimentos neste momento
Adentrar o futuro ou o passado, tampouco importa
Estamos aqui, no presente
Se em ti, neste horizonte, não lhe existe amor como em mim há
Não engana-me com este equívoco
Diga-me as verdadeiras verdades
Logo poderei expandir meus céus até ti
Ou retornaria ao meu mar solitário
Enfim, és meu horizonte, meu presente amado
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Estrofes sem versos
Assim é a minha mente
Não tente entender-me
Pois aqui só há escuridão
Se lhe considero minha luz
Por favor, não venha a apagar-se
Quanto mais o caminho torna-se estreito
Caminhar sozinho passa a ser inevitável
Porém se lhe manter próximo à mim
Significa lhe fazer feridas incuráveis
Ponho-te acima de mim
E deixo-lhe partir, já que outrora este seja o caminho para sua felicidade
Talvez seja mais fácil viver somente com o frio
Porém fui feita com sentimentos
Dito estes que se tornam difícil desapegar-me
Não quero perder aquilo que me considero precioso
Tampouco ofuscar a felicidade que em ti admirava tanto
E, pensar que em nós há semelhanças
Faz-me querer-te como meu abrigo
Onde tudo nos afeta
Sendo-nos pequenos infinitos
Em que tudo nos faz mais fortes
És mão amiga que sei que poderei contar por muito tempo
Desculpe-me por não agarrá-la com a força que lhe era esperado
Sinto-me abalada e sem força a cada dia
E, sei que consegue ler-me como ninguém
Porém deculpe-me se não consigo reparar tudo o que me torna errada
Juro, estou tentando e, saber que posso contar com suas palavras
Não elas de consolo, mas muitas vezes da razão
Faz me crer que não estou tão só neste mundo
Que não existe apenas eu
Nem somente a minha "razão"
Que não estou sozinha
E, que ainda tenho muito o que viver
Então peço-lhe, fique mais um pouco
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Posso dizê-lo que estes versos estão em branco
Assim como o que um dia fora minha mente
Encontro-te em todas as razões que vejo para sorrir
E sem ti meu mundo torna-se desbotado
Encontra-me outra vez
Ache-me no mais profundo do seu coração
Por favor, não diga que me esqueceu
Pois o amor que um dia foi seu, ainda habita aqui
Não vais embora devido aos meus erros
Juro, nenhum mal queria fazê-lo
Meu coração a ti ainda pertence
Sinto muito se não demonstrei de maneira devida
Na minha mente em branco, você nunca me amou
Será que poderíamos fazer o tempo voltar a andar?
Apenas necessito de ti para que se torne realidade
Desculpe-me se meus versos são repetitivos
Mas seria sem sentido se os mesmos não lhe dissessem que te amo
Quero-te somente para mim
Pinte minha mente em branco com os tons de sua paixão
Talvez eu não mereça tamanha perfeição
Porém lhe farei de tudo para ser merecida
O relógio outra vez poderá marcar as exatas horas
Só preciso que você segure minhas mãos
Vamos junto recuperar o tempo perdido
Colorir o mundo dos tons do nosso amor
Apenas não me deixe só com meus versos em branco
Os mesmos sempre se dedicarão a ti
Em todas as palavras, estrofes e poemas
Deixarei claro para ti que não desejo perder-te
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Eu preciso manter a calma
E esquecer que esses pensamentos podem me matar
Eu necessito cegar me
Para enxergar que não há mais solução
São sentimentos que me prendem
Impedindo me de avançar
Em estado de retrocesso
Recolho toda a dor que nunca pus a plantar
O fardo que tornou se meu melhor amigo
A opção de desistência que simplesmente não consigo aceitar
A felicidade que nunca existiu
Se fora junto com a minha alma de alguém que ousou confiar
Prisão de sentimentos
As algemas são apertadas
Tentei escapar de mim mesma
Mas quais caminhos seguir quando você se abandona para trás?
Meus sorrisos de dor passam hoje despercebidos
Pois as máscaras se reforçaram
E, não há ninguém que possa me libertar
Me prendi a mim mesma
E a sentimentos inconclusivos
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Ousei me afastar e, percebi que minha presença nunca esteve presente
Um grande borrão na minha vida
Me impede de fazer a diferença, como outrora fazia sem nenhum muito esforço
Eu não sou mais a luz que um dia lhe guiou
Sou a sombra do farol que um dia se apagou
Eu me perdi em mim mesma tentando te procurar
Pois um dia prometeu que viveria em mim para sempre
Eu só pude acreditar, me iludir com uma luz a me cegar
Segui por um caminho que nunca fora minha escolha caminhar
Agora encontro me sozinha, somente com a minha inexistência
Eu já não faço mais diferença...
Eu decidi sumir, embaçar meus sentimentos
Para que nunca mais os seguisse com tanto fervor
Para assim não mais me machucar
E tampouco seguir rumos por um amor enganador
É um sentimento inexistente
E, já não vejo mais saída além dos meus versos inversos
Sem nexo, mas sentimentos que tentam se apagar
É simplesmente uma dor existente de alguém que está "inconsciente"
...
...Inexistente...
Inexistência
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