Preso em um ciclo
Estou preso a um ciclo, não sei o que é o amanhã, nem compreendo o que significa ontem. Ainda carrego a dor do presente, nesse ciclo de dor, de não saber... Não sei se caminho ou apenas fico parado, se estou me encontrando ou me perdendo, se o tempo me cura ou me machuca, se ainda estou vivendo ou apenas sobrevivendo. O ontem me chama com vozes distantes, o amanhã me assombra com rostos incertos, e o hoje me prende em seus braços sufocantes, com mil perguntas e nenhum caminho aberto. Tento encontrar algum sentido na escuridão que carrego dentro de mim, mas, quanto mais procuro uma saída, mais me perco sem saber onde é o fim. E continuo, sem saber para onde ir, sem saber o que esquecer ou o que guardar, preso entre o medo de existir e a esperança de sumir. Talvez minha dor não seja o tempo, mesmo sendo prisioneiro de cada momento. Até quando estou livre, não consigo deixá-lo. E se amanhã eu finalmente compreender aquilo que hoje não consigo explicar, será que terei aprendido a viver ou apenas encontrado outra forma de chorar? Por enquanto, sigo neste ciclo sem nome, onde até o silêncio parece responder: há dores que nascem daquilo que se sente, e outras, de nunca saber o porquê dói.
ỌHAR
profundo, um pensador em crise existêncial, mas que não deixa de se pensar para onde o destino o leva, impressionante essa reflexão pessoal 👏🏼👏🏼👏🏼