A culpa foi da ignorância
Não se deixem enganar Mas companhias estragam bons hábitos A isto ignorei cogitando que meus hábitos não poderiam estragar Pela plena ignorância sofri maus tratos Os sinais tão obvios ainda assim ignorei os factos Martirizava a minha consciência Que muito me alertava da decadência desta sapiência Mas o veredito era feito desta minha ignorância Dando bases rígida que nem uma ciência Mas a culpa foi da Ignorância Rasgou meus ouvidos Arrastou-me pelas golas Bofetiando minha inteligência com a imensa cegueira Tapando meus olhos com uma cabeceira A culpa foi da Ignorância Me aveturando na praía com os meus Dando de cara com as ondas Mas a consciência dizia:- Estás a brincar com Deus E a ignorância:-Eu sou Zeus A Natureza indigna com a tamanha blasfêmia De um mero pó que não merece vênia Do fundo das ondas gritou: Adeus As lágrimas do rosto caíam Não conseguia conte-las Simplesmente saíam O arrependimento bateu à porta Diante daquele momento que batera as botas
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