Nada gêmeas
Encontramos um descanso para almas desgastadas Das maresias de diferentes oceanos Que nos atingiram ao longo dos anos Meu riso é sensível na tua presença Cada trocar de olhares que nos presenteamos escondem o mais escura solidão Um amor guardado e reservado Prestes a ser exterminado pela carência Nunca fomos almas gêmeas Apenas uma má sorte do acaso Que juntou duas pobres vidas efêmeras Afundadas em desilusões e desesperança Entre tudo isso, há meu egoísmo medíocre Que observa essa dança, em absoluto silêncio Até chegar ao final trágico com vítimas fatais Me deixo conduzir por ti, no sonho de que Nenhum dos dois sofra um dano letal
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