O Armário do Coração.
Eu finalmente decidi abrir mão das caixas que ainda estavam no armário do meu coração. Nessas caixas havia as palavras que um dia ouvi, as boas e as ruins. Lá estavam as pessoas que conheci e os sentimentos que foram criados em mim. Eu não vou mentir, havia um apego muito grande por tudo que tinha guardado ali. Mas eu percebi que eu deveria escolher: guardar tudo o que um dia foi e me prender, ou jogar tudo fora e o meu armário com novas coisas preencher. E vejo o quanto fugi de entrar no quarto e abrir o armário, olhar as caixas e os monstros aparecer, aqueles traumas e talvez até a raiz da carência que havia em mim, você deve entender. Mas, ao ler e reler as páginas da minha vida, decidi mudar e viver de uma libertação contínua. Não quero mais intensidade, quero ser e viver o que de fato é, não mais o passado.
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