Lagrima de sangue
Os dias parecem monótonos, As horas parecem errôneas Os adultos são como crianças Buscando atenção. Validação. E eu, sigo com um fardo que eu não me submeti a carregar O vazio me persegue, atracando-se à bainha da minha calça. É como um filhote que você expulsa Mas continua a te seguir. O que me tira dessa realidade confundível São os livros, as histórias. E até mesmo elas Me parecem erradas por me entreter. Parece que eu estou fugindo. A incompreensão insiste em me pisotear. "Porquê me sinto assim?" "Não aconteceu nada" "Ocorreu tudo bem" Apesar disso. Meu peito inflado me diz o contrário. Além da expectativa que estremece meus nervos. Os pensamentos contínuos em uma só pessoa Sujeito este que sequer lembra do que comeu. Quando encurralada a mim mesma, pra saber da verdade.. O vazio apodera-se do meu ser. Invadindo Insistindo Que nada do que senti em uma lasca de segundo Foi real. Chego a me questionar.. "Teria eu removido meu "kardia"?" "Teria eu apossado-me do véu da indiferença e do vazio?" A farsa das minhas palavras são como Facas de dois gumes Desequilíbrio Eu O que eu sou? Quem eu sou? E quando eu me tornei assim? Espero um dia descobrir Espero um dia conhecer a mim, do mesmo jeito que conheço os calos de outras pessoas. As lágrimas acariaciam minhas bochechas constantemente Arduamente. Como se fossem Lágrimas de sangue.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.