Sob a luz dos seus olhos
No aconchego dos seus braços, senti como se houvesse voltado no tempo, aquele calor que me envolveu finalmente pude sentir mais uma vez. — Eu senti tanto a sua falta. — No profundo do meu ser, eu não queria acreditar que tudo aquilo passasse de um sonho. Mas tudo o que desejava era ficar para sempre nos braços que me abraçaram quando vim ao mundo, e ali me perder, mas nunca ser encontrado. — Eu também senti a sua falta. Nunca se esqueça de que eu te amo. — O mundo parecia ter parado e, naquele momento, tudo tinha se tornado eterno, como se nada pudesse me separar dos braços de quem me amou primeiro. — Eu te amo tanto, mamãe. Eu queria ficar aqui para sempre, mas eu sei que "para sempre" não existe, e que você vai desaparecer, e eu voltarei para o lugar dos vivos. — As mãos da minha mãe seguraram o meu rosto e, com o polegar, enxugaram as minhas lágrimas, e os cantos de seus lábios se ergueram. — Não importa se o "para sempre" não existe, e se tudo no fim vai acabar, ou se isso for apenas uma mera ilusão. Eu sempre estarei aqui, olhando para você. Mesmo que o tempo passe, mesmo que venha a me esquecer, você estará eternamente sob a luz dos meus olhos, porque eu nunca vou te deixar sozinha. — As palavras de mamãe entraram nas profundezas do meu coração, e aquelas mãos tão gentis secaram as minhas lágrimas, como quando eu era criança. — Mãe, eu nunca vou te esquecer. — E lentamente me aconcheguei nos seus braços. Aquela nostalgia que vinha de hora em hora trazia de longe o cheiro do seu perfume, e a brisa balançava suavemente os cabelos brancos da minha mãe. Meus olhos encharcados de lágrimas, que escorriam e molhavam minhas bochechas, de repente aquele momento foi lentamente ficando distorcido e sem cor, e cada vez mais distante, e por fim, acordei. — Elizabeth Carter Data: 10•12•2023 ©Todos os créditos reservados Totalmente de minha autoria Um trecho de um conto que escrevi Sob a luz dos seus olhos
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.