Minha alma que te busca
Quase perdida na escuridão
Guiada pelo desejo
Andando na contramão
Estou vivendo a ambiguidade
Provando o gosto amargo da paixão
Alimentando uma doce ilusão
Um sentimento sem fundamento
A perda da razão
Agindo como louco
Maldito o dia que te olhei
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Talvez, esta seja a última vez que você ouvirá meu nome
E talvez surja em ti todo aquele amor que costumava ser meu.
E lembre-se, querida, passaram-se dias, meses e anos, mas tudo sempre foi teu
Hoje, pela última vez, meu rosto será molhado, lágrimas que já sabem o seu caminho.
Na brisa da noite, fecharei meus olhos, e nunca mais sentirei saudades.
Bravamente lutei, quase como um herói,
mas, ditado como vilão, fui na inquietude de salvar.
Com pressa, como uma néscia cega,
como quem cavava o próprio túmulo,
ergui-me no desejo inalcançável, buscando o que já não era meu,
me obrigando a escrever, mesmo sem palavras.
Inquieta vontade de ter e não poder.
Quem me dera tua urgência fosse em me ver
Na ausência de tuas palavras, escrevi um verso inteiro sobre solidão.
Me perguntei o que estava fazendo, usando meus dias de vida pensando em como poderia esquecer... Buscando felicidade perante o tormento que era te ter.
Vaiado pela vida, fiquei profundamente triste, mirando o ato pífio no caos que era te viver. Morrendo na esperança de que voltará a ser como antes - um ato de desespero.
Estarei mentindo se digo que não me aborreço; ausência, presença, liberdade, pressão, tudo me aborrece. Nunca estou satisfeito.
Gostaria de encontrar alguém como a minha solidão. Que persista em ficar. Que não se ausente de mim.
E mesmo aos domingos, me sinto triste e só.
E como forma de protesto: vivi intensamente.
E mesmo lembrando, esqueceu do mais importante: falar.
De quê me vale a vida contigo se não posso sentir o gosto do teu querer? Quero te ouvir, mesmo que em sussurros, gosto de ouvir a tua voz.