Engano que enganas
Fingimento causam revoltas
Me solta!
Bolas, que coisa!
Andava no engano
É duro esse embrulho.
Tento e forcejo
Sinto um brado silêncioso
Propenso livrar-me disso
Por causa de um engano maldito.
Que grito é esse
Que me tira do sono?
Que rio é esse que me escorre nos olhos?
O que me branda eu não conheço
Eu vejo e sinto
Esse engano no peito.
Autor: Elebrak Costa
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Não sei se interessei-me por ela
Por ela não interessar-se por mim.
Sempre que pensava que ela não estava interessada por mim, interessei-me por ela.
Não sei se ela não interessou-se por mim
Por eu estar interessado por ela.
Sempre que ela me dizia não, desconhecia que tinha meu coração na mão.
Estava interessado por ela
Por não dela fletir no meu sim.
Sim! O que eu poderia fazer para sair deste confim?
Ignorava o meu sim para mudar o não dela.
Num espertar ou despertar
Sei lá como dizer!
Meu ontem, agora e os dias que ainda não existem, são dela.
Entreguei a um não que sempre foi sim.
Autor: Elebrak Costa
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Água grande
A minha cidade,
Ha uma baía linda e escura
Um xadrez, talvez
Uma pura miragem
A sua beleza descortina-se ao nascer dum pôr do sol,
Uma venustidade inalienável pode ser contemplada por uma harmonia indescritível
Ana Chaves poderá ser vislumbrada
mirada e sentida
a partir da avenida 12 de julho
Ao mesmo tempo
Sente-se o clamor desta bela
Que só é observada no entardecer
Ela chora durante o dia e sintila
Na morte, o poente
Vê-se um espelho manchado
Que ja foi ideal mas que agora é parcial
Ela está carregando as nossas má ações
Queria eu que ela tossesse magia
Mas dela só vejo despejo.
Autor: Elebrak Costa
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Sou forro, o poeta
E ando com todas as línguas
Ao contrário da escola que têm-nas e as oprimem
Sou uma existência subtendido no ensino
Ponto ignorado no sistema
E por fim, com a paciência dos agricultores
Espero presenciar políticas
Para aliviar estas estigmas
O vento daria aplausos
Nos lábios dos nossos meninos
Teriam enfartes, nas línguas
Não há nação sem o barco da riqueza
Educação está editando o feito natural
Roubando-me e adaptar em crianças lições dadas pelo o contexto
O que é isso?
Isto é pisar e passar por cima!
Cadê consonância?
Sou um poeta,
Jogo-me em dados
Danço nas danças
Tenho canoas de línguas
A minha cultura
Ignorados por vós
A minha cobardia é saber dessa copla agora
Senhores professores, não apedrejais os pássaros que trovam o que lhes representam
A lingua é pra falar
Autor: Elebrak Costa
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Quero verdade de ti
Vida do meu asserto
Quando te ponho no meu peito
E te feixo aos beijos com meu amor lá dentro
Consegues me amar ávidamente nesses momentos?
Quero verdade de ti
Amor do meu todo
Quando te toco calado
E te prendo na a retmia do que eu sinto
Com desejo intenso do meu calor em fuga ao teu encontro
Recusarias a minha mão no teu corpo?
Autor: Elebrak Costa
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Esta é a mulher queu amo
Não pela cor da pele
Nem por causa de elogios que dizem que dela apela
Eu a amo porque nos anelamos
Ela tem virtudes sérios
A mim, não importam opiniões vazias, nem entretanto que tanto buscam
Eu a escolhi
Ela é uma arte que não pode ser entendida em partes
Com os olhos, não! Mas com o coração, sim
Dela, eu não quero refutação
Eu quero meu oposto, o meu defeito
Que ela saiba suportar o pior de mim
Que saiba velar e cuidar
Que seja como mar mas também reconheça que sou rocha
É nela que quero descansar a minha juventude.
Autor: Elebrak Costa
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Os meus olhos se assentaram no andar dos passos de alguém como um abraço repentino
A boca dela era Jaca, Julho, Safu, Gomo-chama, Gravana, pôr-do-sol, luar, Pêssego
Os seus cabelos grossos
Que dizem ser Lembalémba
Floresta, trepadeira, rios e estradas
Me aprisionaram como visco de Úntues nos lábios
Minha Amoreira e Laranjeira
Eu disse para ela
Quero um abraço terno
Que o meus olhos possam te procurar
E te encontrar nos gritos
Como um Pástro num pasto de uma caneleira
Assumo, te comer e te como minha vida
Há algo de Cultura nos teus seios,
Ah! Tchiloli, minha deliciosa tragédia
Nas tuas coxas de diva
Desperto o desejo dos profetas
Meus lábios nos teus
Fazem atenuar a chuva de Fevereiro
E beijar as nuvens de Abril
Meus beijos nessa tua pele rija
Desvendamos as malícias do colonialismo
Aí, que coisa linda
Só me falta pensar como poeta
Para dizer, amor eu te desejo.
Autor: Elebrak Costa
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Mulher é um mar,
É um Mistérios,
É uma Bravura,
É Vida.
É Espanto,
É Admiração,
É Encantos,
E muitos tantos.
É um mar
Que quando está tranquila,
Desfila em ondas calmas.
De salto altos
Dá atenção à todos,
Abraça as rochas,
Acarícia as canoas,
E beija as areias.
É o mar,
Que quando se aborrece,
Exalta,
Grita em silêncio,
Esquece o desfile,
E corre.
Esquece atenção,
E maltrata.
Quer espaço
Esquece de abraço
E empura.
Esquece de carícia
E aranha.
E esquece de beijo,
E morde.
Mar que afoga as canoas,
Trepa as rochas
E bate nas areias
É o mar,
Que às vezes não rima,
Que de raiva fica sem brisa
Que diante de um cavalheiro
Fica sem aroma.
Esse, é o mar que queremos amar,
Mulher
Autor: Elebrak Costa.
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★★★★
Autoria: Elebrak Costa
★★★★★★
Ela é uma chuva leve que me toca
Um olhar distante que me provoca
Assim é ela, um presente puro à minha frente
Ela é céu, meu limite
Como lua quero amá-la
Como sol impossibilitarei que a escuridão a toque,
Serei dia para harpear clareza na vida dela
Com talento quero mostra-la
Que o meu amor é alto como um pico
Inquieto como cana ao vento
Saboroso como frutas de gravana
E paciênte como uma cozinheira de calulú
Quando chove eu penso logo em mim
Mas quando faz frio é nela que penso
Eu tento, mas não aguento
É isso que sinto.
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Autoria: Elebrak Costa
★★★★★★
Meu bem.......
Todas as letras deste poema
São somente para explicar-te que és o meu noema......
Um filme estava assistindo, o meu mundo esta dormindo e só tu estás acordada..............
Gramas do meu amor, tu passeivas e árvores se curvavam.......... Relvas e estradas admiravam a eloquência do teu andar.........
Os meus olhos fitavam em ti, mas os teus estavam me desviando.......
Enquanto te assistia, eu vi uma casa se queimando, terra se lamentando e escoria nos teus olhos as lágrimas imparáveis........
Assistia as inquietações e andanças da casa à tua direção...........parecia um amor à vista.... Dava pra notar aquela sensação, sei lá! Era como um déjà vu, entendes? Era como tu tivesses algum elo com a casa......mas ao mesmo tempo, tu te preocupavas com prantos do solo.
Também ficaste festo, isto reluzia no teu olhar, era maravilhosa e quente, porém, via igualmente a dor e tristeza, devido incessante pranto e clamor do solo..........
Normalmente, não mostrava as minhas emoções, mas eu comecei a chorar, porque via em ti, alguém que se preocupava com os outros...
Meu sorriso brotava todo valor como um diamante puro......
Enquanto ardia em chama, eu era grama do amor andando pelo corredor desconhecido que parecia ser bicolor.....
Conhecia teu valor, eu era a casa, a chama o amor e o filme era nós os dois............
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