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Costa

@Elebrack · desde 2020

Estudante e Poeta de São Tomé e Príncipe. Há coisas que entendo e não me importo e, há coisas que importo mas não entendo.

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Engano

Engano que enganas Fingimento causam revoltas Me solta! Bolas, que coisa! Andava no engano É duro esse embrulho. Tento e forcejo Sinto um brado silêncioso Propenso livrar-me disso Por causa de um engano maldito. Que grito é esse Que me tira do sono? Que rio é esse que me escorre nos olhos? O que me branda eu não conheço Eu vejo e sinto Esse engano no peito. Autor: Elebrak Costa

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O não que era sim

Não sei se interessei-me por ela Por ela não interessar-se por mim. Sempre que pensava que ela não estava interessada por mim, interessei-me por ela. Não sei se ela não interessou-se por mim Por eu estar interessado por ela. Sempre que ela me dizia não, desconhecia que tinha meu coração na mão. Estava interessado por ela Por não dela fletir no meu sim. Sim! O que eu poderia fazer para sair deste confim? Ignorava o meu sim para mudar o não dela. Num espertar ou despertar Sei lá como dizer! Meu ontem, agora e os dias que ainda não existem, são dela. Entreguei a um não que sempre foi sim. Autor: Elebrak Costa

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Baía de ana chaves

Água grande A minha cidade, Ha uma baía linda e escura Um xadrez, talvez Uma pura miragem A sua beleza descortina-se ao nascer dum pôr do sol, Uma venustidade inalienável pode ser contemplada por uma harmonia indescritível Ana Chaves poderá ser vislumbrada mirada e sentida a partir da avenida 12 de julho Ao mesmo tempo Sente-se o clamor desta bela Que só é observada no entardecer Ela chora durante o dia e sintila Na morte, o poente Vê-se um espelho manchado Que ja foi ideal mas que agora é parcial Ela está carregando as nossas má ações Queria eu que ela tossesse magia Mas dela só vejo despejo. Autor: Elebrak Costa

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Canoa de língua

Sou forro, o poeta E ando com todas as línguas Ao contrário da escola que têm-nas e as oprimem Sou uma existência subtendido no ensino Ponto ignorado no sistema E por fim, com a paciência dos agricultores Espero presenciar políticas Para aliviar estas estigmas O vento daria aplausos Nos lábios dos nossos meninos Teriam enfartes, nas línguas Não há nação sem o barco da riqueza Educação está editando o feito natural Roubando-me e adaptar em crianças lições dadas pelo o contexto O que é isso? Isto é pisar e passar por cima! Cadê consonância? Sou um poeta, Jogo-me em dados Danço nas danças Tenho canoas de línguas A minha cultura Ignorados por vós A minha cobardia é saber dessa copla agora Senhores professores, não apedrejais os pássaros que trovam o que lhes representam A lingua é pra falar Autor: Elebrak Costa

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Quero verdade de ti

Quero verdade de ti Vida do meu asserto Quando te ponho no meu peito E te feixo aos beijos com meu amor lá dentro Consegues me amar ávidamente nesses momentos? Quero verdade de ti Amor do meu todo Quando te toco calado E te prendo na a retmia do que eu sinto Com desejo intenso do meu calor em fuga ao teu encontro Recusarias a minha mão no teu corpo? Autor: Elebrak Costa

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Esta é mulher

Esta é a mulher queu amo Não pela cor da pele Nem por causa de elogios que dizem que dela apela Eu a amo porque nos anelamos Ela tem virtudes sérios A mim, não importam opiniões vazias, nem entretanto que tanto buscam Eu a escolhi Ela é uma arte que não pode ser entendida em partes Com os olhos, não! Mas com o coração, sim Dela, eu não quero refutação Eu quero meu oposto, o meu defeito Que ela saiba suportar o pior de mim Que saiba velar e cuidar Que seja como mar mas também reconheça que sou rocha É nela que quero descansar a minha juventude. Autor: Elebrak Costa

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Tive um presságio

Os meus olhos se assentaram no andar dos passos de alguém como um abraço repentino A boca dela era Jaca, Julho, Safu, Gomo-chama, Gravana, pôr-do-sol, luar, Pêssego Os seus cabelos grossos Que dizem ser Lembalémba Floresta, trepadeira, rios e estradas Me aprisionaram como visco de Úntues nos lábios Minha Amoreira e Laranjeira Eu disse para ela Quero um abraço terno Que o meus olhos possam te procurar E te encontrar nos gritos Como um Pástro num pasto de uma caneleira Assumo, te comer e te como minha vida Há algo de Cultura nos teus seios, Ah! Tchiloli, minha deliciosa tragédia Nas tuas coxas de diva Desperto o desejo dos profetas Meus lábios nos teus Fazem atenuar a chuva de Fevereiro E beijar as nuvens de Abril Meus beijos nessa tua pele rija Desvendamos as malícias do colonialismo Aí, que coisa linda Só me falta pensar como poeta Para dizer, amor eu te desejo. Autor: Elebrak Costa

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Mulher

Mulher é um mar, É um Mistérios, É uma Bravura, É Vida. É Espanto, É Admiração, É Encantos, E muitos tantos. É um mar Que quando está tranquila, Desfila em ondas calmas. De salto altos Dá atenção à todos, Abraça as rochas, Acarícia as canoas, E beija as areias. É o mar, Que quando se aborrece, Exalta, Grita em silêncio, Esquece o desfile, E corre. Esquece atenção, E maltrata. Quer espaço Esquece de abraço E empura. Esquece de carícia E aranha. E esquece de beijo, E morde. Mar que afoga as canoas, Trepa as rochas E bate nas areias É o mar, Que às vezes não rima, Que de raiva fica sem brisa Que diante de um cavalheiro Fica sem aroma. Esse, é o mar que queremos amar, Mulher Autor: Elebrak Costa.

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Amor

O que sinto

★★★★ Autoria: Elebrak Costa ★★★★★★ Ela é uma chuva leve que me toca Um olhar distante que me provoca Assim é ela, um presente puro à minha frente Ela é céu, meu limite Como lua quero amá-la Como sol impossibilitarei que a escuridão a toque, Serei dia para harpear clareza na vida dela Com talento quero mostra-la Que o meu amor é alto como um pico Inquieto como cana ao vento Saboroso como frutas de gravana E paciênte como uma cozinheira de calulú Quando chove eu penso logo em mim Mas quando faz frio é nela que penso Eu tento, mas não aguento É isso que sinto.

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Minha dádiva

Autoria: Elebrak Costa ★★★★★★ Meu bem....... Todas as letras deste poema São somente para explicar-te que és o meu noema...... Um filme estava assistindo, o meu mundo esta dormindo e só tu estás acordada.............. Gramas do meu amor, tu passeivas e árvores se curvavam.......... Relvas e estradas admiravam a eloquência do teu andar......... Os meus olhos fitavam em ti, mas os teus estavam me desviando....... Enquanto te assistia, eu vi uma casa se queimando, terra se lamentando e escoria nos teus olhos as lágrimas imparáveis........ Assistia as inquietações e andanças da casa à tua direção...........parecia um amor à vista.... Dava pra notar aquela sensação, sei lá! Era como um déjà vu, entendes? Era como tu tivesses algum elo com a casa......mas ao mesmo tempo, tu te preocupavas com prantos do solo. Também ficaste festo, isto reluzia no teu olhar, era maravilhosa e quente, porém, via igualmente a dor e tristeza, devido incessante pranto e clamor do solo.......... Normalmente, não mostrava as minhas emoções, mas eu comecei a chorar, porque via em ti, alguém que se preocupava com os outros... Meu sorriso brotava todo valor como um diamante puro...... Enquanto ardia em chama, eu era grama do amor andando pelo corredor desconhecido que parecia ser bicolor..... Conhecia teu valor, eu era a casa, a chama o amor e o filme era nós os dois............

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