Tudo brilha a minha volta.
Tudo gira e gira mais
Me sinto como John Travolta
E ela a Belle perspicaz.
Aceito dela os defeitos,
E ela toma os meus.
Para todos os efeitos,
Não haverá um adeus.
Vivemos uma vida louca,
De drama e desespero.
Mas desconheço outra maneira de viver
Se não todo este exaspero.
Nos amamos como Bonnie e Clyde
Juntos estamos,
Para o que der, vier
E muito mais.
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Da minha vida
E de tudo que nela há,
Ela não se dá por vencido
Quando o assunto é amar.
Tu vens, tu vai;
Então vamos viajar,
Juntos em Dubai,
Para se apaixonar.
Vamos voar,
Nas fronteiriças da imaginação
Sem medo de cair,
Não temendo a destruição.
Apenas eu e você,
O imenso horizonte
Sem retroceder.
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Durmo com dor,
Acordo feliz.
Impera o horror,
Veja a cicatriz.
Descanso triste,
Acordo insatisfeito
Morro alegre,
E de joelhos.
Não pergunte motivos
Tampouco razões
De minhas emoções.
Se eu sumir
E desaparecer,
Não queira saber
O dia que você vai me ver.
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Um monarca enfermo,
E seu império esfacelado...
Rios e domínios,
Condados e ducados,
Todos estilhaçados.
Ele está tão só,
Em sua sala do trono.
Em sua espada falta o pomo.
Em toda noite, o tinindo
Do seu castelo ruindo.
Lá fora, a guerra
De paus e pedras,
Por migalhas, valas
Esgotos e cisternas.
Quase sinto dó,
Governa homens sacros
Ilusórios e nefastos,
Sujos e fracos,
Um bando de ratos.
Se veste de trapos,
Porém reina absoluto
Tal e tal domínio,
O Império do Inculto.
Sua coroa de lata
De falsa prata
É enferrujada,
Totalmente acabada.
De tintura bem fraca,
Não vale nada.
Jóia roubada,
Dos lados amassada.
Trouxe ele,
A suja civilização
E com seus louros,
Celebra até então.
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Tua beleza me fascina
O verde de teu olhar
De modo quase bipolar
Faz meu coração acelerar.
Um dia, hei de ver você,
Irei apreciar teu abraço
E beijar teus lábios
Até o cair do anoitecer.
O amor arde sem ver
Nossa teia vamos tecer
Nada tenho a perder.
Eis meu sol da manhã
Minha razão para viver
Tira minha vontade de morrer
Te amo tanto, está a me entender?
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Trilhando a Via Láctea,
Esbarrei com Andrômeda,
Ligação iônica,
Uma histeria, uma crônica.
Vida de mera partícula
Negra como antimatéria,
Atingindo nossa artéria,
Eclodindo a biosfera.
Asteroide colidiu,
Destruição coibiu.
Juntos vamos ver a aurora
Que existe lá fora
Aquele limiar mortal...
Beleza sensacional...
Corrompe, irrompe
Tudo sem igual.
Ela é bipolar
Tal como um blazar
Corpo celeste que estou a namorar
Buraco negro,
Encanta o Universo inteiro.
Ela altera meu ciclo solar
Vejo luz no altar,
Estou a sonhar
Nessa estrela D'alva
Que diz me amar
Que carrega a coroa solar,
É rainha do apaixonar.
Alada, teimosa e formosa,
Uma beleza cósmica.
Seremos antidiluvianos
Juntos por bilhões de anos.
Estrela de nêutrons
Amor extragaláctico,
Sentimento cromático
Tudo mágico.
Pode ser extravagante
Ignorante, sinuante
Sabe tua beleza cintilante?
Ela chega a ser alucinante
Um devaneio inquietante.
Com você
Vou alcançar
A fusão nuclear
Se você continuar
A me adorar e amar...
Universal é teu olhar, olhar...
Realidade interestelar,
Se estou a lamuriar,
Você vem confortar.
Ela é radiante
Mil em escala de mol
Bela como o Sol,
Estampas eucalol...
Inter-realidade
Milhões de dimensões
Poesia de Camões.
Só quero uma prova:
Que não haverá supernova.
Tabela periódica
Não há desordem
Profunda, sinótica...
Impera a ordem.
Você é meu astro,
Minha paixão
Vamos juntos voar em um balão,
Ver as galáxias então
Se beijar, no vão...
Para eu dizer, no vácuo espacial
Que você é especial
E eu te amo, como tal,
Em um sorriso magistral...
Entre a poeira espacial
Nebulosa terminal.
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Tal como...
Pétala vazia,
Ancião tomo,
Você lá jazia.
Te dei apoio,
E você retribuiu.
Com seu amor,
A dor destituiu.
Júbilo restituiu,
Vi esperança;
Mas o vazio surgiu.
Fico sem reação
Rubro na lâmina
Automutilação, automutilação.
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Em sangue
Em pranto
Me ergo,
Me levanto
Em espanto
Vejo um encanto
Esperança
Que não cansa
Amo e amo
Lindíssima
Belíssima
Vejo, tanto
Cálido encanto
Que afasta solidão.
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Observo a estrela
Cintila,
Beira em beira
De sua maneira.
Vejo uma constelação
Não tomo ação
Diante de tal
Consternação.
Vejo o infindo
Tinindo
Ruindo.
Vejo você,
Astro indo,
Se despedindo.
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Lamúria
Tão colossal
Assoberbarei um rio
Rio de tristeza e sal.
Paixão
Dói e causa mal
Rechearei um lago
Lago de confusão abismal
Amor
Sentimento primal
Atulharei um mar
Mar de clamor frugal
Você
Exuberante como tal
Inundarei o Oceano
Oceano de pranto invernal.
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