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Ed

@Eddie · desde 2018

ouçam blues

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Alvorecer

A brisa que corre em minha face Me faz ficar pleno, afinado Há sempre sentidos que lace Olhos famintos desavisados Olho ao fundo o imenso vale Idealizo a lagoa do abaeté plena alvorada, já estão a cantar revoada em grand finale: Belas Araras de Canindé!

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Sentindo

Por tudo que me define Transparecem vagas sensações Olhos pela vitrine Desejo vil, vibrações Me sinto meio opaco burburinho em campo aberto Canavial astuto e fraco Rodopiando em giro incerto Sondando a mata virgem Beirando o Rio em flor Louvando a fuligem Do que já foi a cor Adormeço em aprazia Laçando a noite escura Novamente aquilo me fazia Sentir vivo em plena ternura.

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Gaitada

Quartas-feiras exalam um aroma, um cheiro A música é o ponto alto do meu dia Um sorriso desinibido me faria Compor uma melodia faceiro, por inteiro. Ele é um cara sensual e de si confiante As vezes me pego por um instante Extasiado pelo seu jeito de ser Fico nervoso, as mãos soam e me pego a sorrir Uma gaita tem poder de hipnotizar Há tempos não me sinto tão atraído Aquele maldito sorriso e que sorriso Me pega sempre devagarinho, desprevenido Dou uma leve gaitada de menino E já logo acordo sorrindo.

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Retorno

Voltei galera, fiquei um tempo afastado dos poemas . Mas sinto falta e vou voltar a postar.

Anil

Pertenço a natureza, hostil Sem devaneios ou desejos um tom índigo borboleta anil assim, transbordo por entre as folhas me debruço por sobre a terra Ouço o soluçar da chuva Me aqueço e ali Pertenço .

Céus

Ouvindo Paulinho nogueira De olhos fechados, me envolvi Em uma melancolia que me tomou por inteiro A bachianinha crescia acorde e nota e após nota Tocou minha alma Isso é música, o sentir, o poder de mudar circunstâncias e o estado de espírito Me vi nos céus e uma presença mágica Estava ali diante de mim, crescia sem formas ou aparências era uma paz tão grande que me senti completo.

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Violão

O ponteio de cima à baixo Formando notas de existência Calibrando o caminho encaixo O ritmo, pura inadimplência O ar se preenche ingente Ressoando o choro em todo canto O agudo salta tão potente Os mares pouco, o rio em pranto Deleito os silêncios e as pausas Que me transpõem a melodia Caminho só, me abstenho das causas Ouço a nota que eclodia Permeando a projeção musical Viola pura, viola minha.

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Desencontro

Dói saber que a gente poderia ter sido tanto , mas que no final não sobrou nada e nem somos nada. Nem um ponto, nem uma vírgula, somente uma frase inacabada .

não quero mais

Hoje eu tô sorrindo atoa Me sinto um tanto leve demais Parece tão clichê, mas é real e vívido Eu aprendi a gostar de mim da minha presença De como eu posso ser auto suficiente Me lembro de quantas foram as vezes Que me remontei de minha própria existência Já não suporto mais tanto desamor

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