TRISTESSE
Mais um dia como tem sido, Em que me vejo vencido, Onde o chão me falta. Escrevo em um caderno sem pautas, Faltando páginas, E as que restam, Estão encharcadas de poesias de lágrimas, Cheias de vazios que me negam Qualquer vontade, De me sentir na luz, presente, Que me fazem do mundo, ausente, Tentando soltar as amarras, Lutando uma solitária guerra, Buscando liberdade. A cada amanhecer, Em movimentos lentos, Molhada a alma na chuva, Soprado meus pedaços pelo vento, Tento enxergar na névoa difusa, Um caminho à sobressair, para sobreviver. Assim passam as horas, Eu aqui dentro, Desejando ser o Eu lá fora, Juntar os dispersos abraços, Sincronizar o coração com meus passos, Me aquecer do frio intenso, Não dar mais ouvidos ao silêncio, Que do fundo de mim emerge Em um cântico de " tristesse ".
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